4o anos atrás, no dia 2 de abril de 1982, iniciava a Guerra das Malvinas, uma disputa entre a Argentina e o Reino Unido pelo domínio das ilhas do Atlântico Sul.

Foram mais de 50 dias de batalha em terra, mar e ar que levou 649 argentinos e 255 britânicos. Esse é o mais importante dos conflitos de soberania reconhecido pela Nações Unidas.

Imagem: Internet

Segundo a CNN Brasil, “A reivindicação argentina sobre as ilhas permaneceu em vigor desde 1833, mas ganhou força após a Segunda Guerra Mundial e no contexto das Nações Unidas (ONU), que em 1960 promoveu a descolonização dos territórios por meio da resolução 1.514 (XV) da Assembleia Geral.”

As Ilhas Malvinas

É um arquipélago de 11.718 quilômetros quadrados de superfície, frio e rico em recursos, localizado no Atlântico Sul e a cerca de 600 quilômetros da costa da Argentina.

Ditador Leopoldo Galtieri
Ditador Leopoldo Galtieri quis assegurar poder com recuperação das ilhas. Foto: EPA/dpa/picture alliance

Passando por crise e sem apoio, a Argentina se rendeu em 14 de junho e o regime, em crise terminal, convocou eleições. Essas eleições marcaram o retorno da democracia no país.

Na noite da rendição, milhares de argentinos marcharam à Plaza de Mayo para reclamar contra os responsáveis pela derrota. Mas eles foram surpeendidos com balas de borracha e gases lacrimogênios.

As Ilhas Malvinas pós guerra

No ano passado, o governo britânico anunciou que o programa de desmontagem de minas terrestres iniciado em 2009 foi concluído. Milhares de dispositivos explosivos foram colocados durante a guerra.

Guerra das Malvinas: a ferida da América do Sul

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, reivindicou neste sábado (2) a soberania de seu país sobre as Ilhas Malvinas, em poder da Grã-Bretanha, por ocasião do aniversário de 40 anos da guerra de 74 dias perdida pelas tropas mobilizadas durante a última ditadura cívico-militar (1976-1983).

“Honra aos nossos soldados. Desembarcar nas ilhas foi uma decisão tomada pelas costas do povo. As Malvinas foram, são e serão argentinas. Jamais cederemos em nossas reivindicações”.

disse o presidente no ato central nos jardins do Museu das Malvinas, em Buenos Aires.

Centenas de pessoas prestaram homenagem aos soldados que não voltaram da Guerra das Malvinas.

Além disso, várias outras mobilizações são feitas no país. Campo minado é o nome da peça que está sendo apresentada em Buenos Aires e que reúne veteranos argentinos e britânicos que lutaram na Guerra que marcou profundamente a história do país, a ponto de ser objeto de estudos acadêmicos, livros, documentários e até mesmo filmes.

Segundo o portal G1, “A Argentina recebeu a solidariedade da América Latina na disputa com a Grã-Bretanha. Os países do Mercosul, como Brasil, Uruguai e Chile, que tem status de associado no bloco, chegaram a impedir a entrada de navios com a bandeira das Malvinas em seus respectivos portos”. A Malvinas está a 600 km da costa Argentina e a 14.000 km da Inglaterra.

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