Em março deste ano os empresários Diego Barros e André Kochem foram capa da Revista 100fronteiras e apresentaram a Koba, um óleo de canabidiol, conhecido popularmente como CBD, que é feito de uma substância extraída da planta cannabis, produzido no Paraguai e que tem comercialização no Brasil.

Quase quatro meses depois recebemos Diego para uma conversa sobre como estão as vendas do produto que tem liberação da Anvisa e é utilizado no tratamento de diversas doenças.

A cannabis auxilia no tratamento de inúmeras doenças presentes em milhões de brasileiros, como a ansiedade, depressão, alzheimer, autismo, epilepsia refratária, dor crônica, entre outros, conforme diversas comprovações científicas.

“O lançamento do produto foi muito importante porque trouxe visibilidade nacional de uma forma real. O pessoal começou a ver o que é a Koba. Ficamos muito felizes com o resultado e esse lançamento da marca serviu para mostrar a nossa cara pro Brasil. No entanto, trabalhar com a cannabis ainda é um grande desafio no país devido a falta de informação sobre os benefícios da planta. Há muito preconceito e paradigmas que estão enraizados na sociedade.”

Destaca o CEO da Koba.
Diego Barros CEO da Koba
Diego Barros, CEO da Koba.

Para isso, a missão de Diego e sua equipe é cada vez mais proporcionar o acesso a informação correta sobre os benefícios do produto. Ele explica que o óleo de CBD pode ser usado de diversas formas, conforme a dosagem indicada e que para muitos ele é visto como um suplemento que auxilia na saúde.

Atualmente a Koba está disponível para venda em cinco estados brasileiros, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Bahia, além do Distrito Federal, e o processo de compra é muito simples.

“A Anvisa e o Governo Federal têm ajudado bastante no acesso e nos processos de compra do produto. Então funciona assim, o paciente faz uma consulta com seu médico ou com algum médico prescritor de cannabis e o paciente estando apto inicia o tratamento com cannabis. Para isso, ele utiliza a prescrição médica e nos contata e então repassamos todo o suporte para a compra legal da Koba”.

O produto tem fabricação no Paraguai, pois no Brasil, a fabricação ainda é proibida Assim, a Koba é feita no país vizinho e direcionada ao Brasil para a venda, onde os pacientes podem comprar de forma online.

Esse processo de compra e entrega leva em torno de 10 a 14 dias para o que o paciente receba o produto em casa.

“E seguimos trabalhando para reduzir esses prazos e também o custo de frete, para que não seja algo que encareça muito o preço final do produto, assim o tornando acessível às pessoas”.

Participação em feiras internacionais

Diego comenta que a busca por conhecimento nessa área é constante e por isso participa de feiras nacionais e internacionais para adquirir conhecimento e trocar experiências sobre o assunto.

“Em São Paulo foi a primeira feira que participamos. E o nosso diferencial é que somos uma das únicas empresas da América Latina, sendo a única do Paraguai, a produzir o óleo de CBD. Participar destas feiras é importante para ficarmos conhecidos e mostrar o nosso projeto social, que vai além da comercialização do produto, pois atuamos com pequenos produtores do Paraguai que tem na produção de cannabis a fonte de renda da família, mostrando que há muitos benefícios com a produção. E acho que o principal de tudo isso é que eles podem trabalhar legalmente. E isso é o foco central das feiras, mostrar que o produto está legalizado”, reforça.

Agora em julho haverá o lançamento da Koba na Alemanha, sendo a segunda feira nesse ano.

“Já estamos presentes na Costa Rica, então o objetivo agora está na Alemanha e em breve também na Nova Zelândia, Austrália”.

Sobre o sentimento com relação a ver esse projeto se desenvolvendo Diego comenta que vê na Koba um trabalho importante de proporcionar uma alternativa saudável às pessoas.

“Recentemente lançamos novas formulações do produto, que contem 3000 miligramas em 30 ml, também full espectro, e 6.000 miligramas, que vem para somar com o produto 1.500 miligramas já disponível. Já para o segundo semestre iremos lançar um produto solúvel em água que é mais para crianças. O objetivo é estar ao alcance das pessoas e levar informações seguras sobre os benefícios da cannabis medicinal”.

Finaliza Diego.



Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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