No dia de seu 13º aniversário – 12 de janeiro – a UNILA inaugura o primeiro prédio próprio para atividades acadêmicas no Campus Integração, onde já funciona o Alojamento Estudantil.

O Bloco de Aulas 1, como é chamado, irá receber os primeiros estudantes em fevereiro. A solenidade de inauguração tem início às 9h. O campus está localizado na Avenida Tancredo Neves, 3147.

O edifício, projetado pelas equipes da Secretaria de Implantação do Campus (SECIC), tem dois pavimentos e capacidade para atender 1.725 estudantes nos três períodos (manhã, tarde e noite). O prédio tem 10 salas de aula para 50 alunos e 3 salas de aula para 25 alunos, além de salas para professores e espaços voltados às atividades administrativas, distribuídos em 2.500 metros quadrados.

“Este é, principalmente, um momento que marca o avanço para a consolidação da nossa instituição. Finalmente, temos um campus próprio com prédios próprios”, afirma o reitor Gleisson Brito. “É um evento muito especial para a UNILA porque é a inauguração da primeira estrutura acadêmica própria, depois de 13 anos de história”, reforça.

Brito lembra que as áreas acadêmicas e de governança estão avançando em sua consolidação, “mas a Universidade ainda sofre com a parte de infraestrutura, tendo aproximadamente 30% dos seus recursos despendidos com aluguel e que poderiam ser aplicados em atividades de ensino, pesquisa e extensão”. Com a inauguração do Bloco de Aulas 1 e o remanejamento dos setores administrativos da Vila A para o PTI, a economia com aluguel será de cerca de R$ 1,5 milhão por ano.

Autonomia

Para o reitor, a autonomia em infraestrutura predial, que ganha força com a inauguração do Bloco de Aulas, também reflete-se na própria autonomia universitária, prevista na Constituição. “É fundamental. Porque, para termos plena autonomia, é necessário que tenhamos nossos prédios próprios”, avalia.

O segundo Bloco de Aulas, com a mesma distribuição de salas do Bloco 1, está em construção, e o prazo para sua conclusão é fevereiro de 2024. O terceiro prédio de aulas, aponta Brito, deve ser aprovado em breve pelo Conselho Universitário (CONSUN).

“Com isso, nossa expectativa é que, dentro de um a dois anos, nós já tenhamos 75% de toda a demanda de salas de aula atendida em infraestrutura própria da nossa universidade.”

A consolidação da infraestrutura física da UNILA e sua autonomia também são destacadas pelo secretário de Implantação do Campus, Aref Kzam.

“Uma das premissas constitucionais da autonomia universitária passa pela gestão patrimonial. A independência predial é condição essencial para o adequado funcionamento das atividades finalísticas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Usufruir de espaços condizentes às suas demandas é essencial para a qualificação do ensino superior”, diz ele.

Na concepção do projeto, explica Kzam, foram propostas novas formas de “pensar o ambiente acadêmico e administrativo”, como a busca por uma arquitetura racional, inclusiva, sustentável e funcional. “Essas diretrizes adotadas pelas equipes técnicas da SECIC estão sendo fundamentais para reverter o atual cenário da Universidade com relação a sua infraestrutura física”, afirma.

A consolidação da infraestrutura própria tem no orçamento seu principal desafio. O reitor salienta que, desde 2019, a Universidade vem passando por restrições orçamentárias – bloqueio, contingenciamento, corte.

“Apesar de tudo isso, a gestão com austeridade das atividades-meio e a adoção de políticas institucionais que criam uma atmosfera de cultura da economia têm permitido à Universidade avançar e consolidar sua infraestrutura”.

O novo prédio será vizinho do Alojamento Estudantil, inaugurado em novembro de 2021. O alojamento é composto por três blocos de edifícios, cada um com três pavimentos e elevador, com capacidade para atender mais de 250 estudantes.

São 144 apartamentos de 17,32 metros quadrados, incluindo apartamentos destinados a pessoas com deficiência. Além dos quartos, equipados com camas e armários, o alojamento possui biblioteca, salão para eventos, sala de convivência, cozinha e lavanderia comunitárias, entre outros ambientes.

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