Em uma data tão significativa como o dia 19 de setembro de 1929, o mundo perdeu um verdadeiro tesouro humano, o ilustre cientista, pesquisador, idealista e naturalista, Moisés Bertoni. Sua vida e legado ecoam como um tributo à paixão pelo conhecimento e à dedicação incansável à ciência.

Carinhosamente apelidado de “sábio Bertoni” por viajantes, cientistas e a comunidade local, Moisés Bertoni deixou uma marca indelével no mundo da pesquisa. Durante seu tempo na casa que agora abriga o Museu Bertoni, localizada na cidade de Presidente Franco, Paraguai, ele não apenas escreveu, mas também imprimiu e tipografou 524 obras em sete idiomas distintos. Sua contribuição para a literatura científica é inestimável.

No entanto, sua influência não se limitou à palavra escrita. Bertoni também deixou um legado impressionante de 43.600 peças em sua coleção pessoal. Seu meticuloso trabalho de pesquisa revelou uma coleção de 16.675 espécies, abrangendo uma diversidade incrível de áreas, desde botânica até etnografia. Sua paixão pela preservação da natureza e seu compromisso com a compreensão das culturas indígenas deixaram um impacto duradouro em nosso mundo.

Legado

A história de Moisés Bertoni é a história de um visionário que embarcou em uma jornada audaciosa da Suíça para a Argentina, acompanhado de sua esposa, Eugenia Rebaudi Bertoni, e um grupo de agricultores suíços. Seu sonho era criar uma colônia que combinasse produção agrícola, pesquisa científica e enriquecimento cultural. Embora tenha enfrentado desafios e obstáculos, Bertoni encontrou seu lar no Paraguai, onde realizou parte de seu sonho ao fundar Puerto Bertoni.

Seu compromisso com a pesquisa e a inovação o levou a estabelecer uma Escola Nacional de Agricultura em Trinidad, no Paraguai, que posteriormente evoluiu para o atual Jardim Botânico. A família Bertoni também fez contribuições notáveis, com seu filho Arnaldo de Winkelried se destacando como o primeiro zoólogo do Paraguai, identificando centenas de espécies de aves e contribuindo para o conhecimento da biodiversidade local.

No final de sua vida, Moisés Bertoni foi acometido pela malária, mas seu espírito resiliente e sua busca pelo conhecimento continuaram inabaláveis. A cidade de Foz do Iguaçu, onde ele passou seus últimos dias, prestou homenagens emocionantes ao homem cujo amor pela ciência transcendia fronteiras.

A casa onde viveu Moises Bertoni – Hoje Museu. (Foto: divulgação Museu Moises Bertoni)

Seu legado vive no Museu Bertoni, um local de aprendizado e inspiração, acessível tanto pelo Paraguai quanto pelo rio, lembrando a todos nós da importância de abraçar a curiosidade, preservar a natureza e honrar aqueles que iluminam nossos caminhos com sabedoria e dedicação.

(Com informações do Visit Iguassu)