A Itaipu Binacional alcançou uma marca histórica na geração de energia acumulada. Nesta terça-feira (27), às 16h13 a usina que mais gerou energia limpa e renovável no planeta registrou 2,9 bilhões de MWh produzidos desde que começou a operar, em maio de 1984. O número reforça o papel de destaque da Binacional para a segurança energética do Brasil e do Paraguai.

Segundo o diretor-geral brasileiro, Anatalicio Risden Junior, a empresa segue sendo um exemplo de eficiência para o mundo, e os recordes comprovam a capacidade estratégica que ela possui para garantir o desenvolvimento dos dois países. “Itaipu é uma fonte de energia limpa, barata e segura. Brasil e Paraguai sabem que podem contar com a produção da usina sempre que houver demanda por carga. Isso gera uma segurança ao setor produtivo, que pode crescer sem preocupação”, disse.

Para se ter uma ideia, os 2,9 bilhões de MWh produzidos pela Itaipu seriam suficientes para abastecer o mundo inteiro por 46 dias; o Brasil por seis anos e um mês; Paraguai por 167 anos; Estado de São Paulo por 22 anos e cinco meses; Minas Gerais por 52 anos; e Paraná por 90 anos e cinco meses.

A nova marca da Itaipu acontece em um momento em que há mudanças significativas no setor elétrico brasileiro. “Há uma transição de matrizes, fontes como a solar e eólica estão cada vez mais sendo incorporadas à rede. Entretanto, a Itaipu segue como uma grande garantia de potência para suprir a necessidade em momentos em que essas novas fontes não forem suficientes”, explicou o diretor técnico executivo da Itaipu, David Krug.

Isso porque, se houver qualquer necessidade de aumento de produção, como à noite ou um período sem ventos expressivos, as unidades geradoras da Itaipu conseguem entrar em plena operação em poucos minutos. Tal agilidade faz da Itaipu uma garantia de suprimento em momentos de picos e com maior consumo, funcionando como uma imensa bateria para a tranquilidade energética do país. Nos últimos 12 meses, a hidrelétrica binacional respondeu por 8,6% do suprimento de eletricidade do mercado brasileiro e 86,3% do paraguaio.

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