As 26 obras da artista Fayga Ostrower, doadas ao Museu Digital da UNILA (MUD), estarão em exposição no Museu de Arte de Cascavel (MAC) até setembro. O lançamento será realizado nesta sexta-feira (8), a partir das 19h, no MAC.

“Fayga Ostrower – a beleza pode curar” reúne gravuras, pôsteres e publicações, que constituem o primeiro patrimônio artístico da UNILA. As obras foram doadas ao MUD – sob coordenação da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) – pelo Instituto Fayga Ostrower, localizado no Rio de Janeiro.

As doações fazem parte das comemorações do centenário da artista e integram um programa de distribuição do acervo para instituições públicas de educação e cultura do Brasil.

Apesar de ser uma plataforma digital, o MUD tem a convergência como um de seus eixos de atuação.

A exposição no MAC é fruto de uma parceria, firmada como forma de inserir os acervos que estão disponibilizados através do museu digital nos espaços museológicos de Cascavel e, em contrapartida, incluir os acervos físicos no espaço digital. O Museu de Arte de Cascavel recebeu as obras para resguardo em sua reserva técnica por um período de, pelo menos, cinco anos. Visite outras exposições no site do MUD.

faiga ostrower obras em exposição em Cascavel
Arte: Divulgação.

A artista

Gravadora, pintora e crítica de arte, Fayga Ostrower, de origem judaica e nascida em 1920, na cidade de Lodz, na Polônia, chegou ao Brasil com a família, em 1934, fugindo das perseguições aos judeus na Europa. Ela faleceu no Rio de Janeiro, em 2001.

Fayga Ostrower ajudou a sedimentar o modernismo brasileiro, mas abandonou a figuração, em auge na época, e partiu para a abstração, com trabalhos que impactavam pela harmonização das cores e pela libertação das composições geométricas.

Ela se interessava pela multiplicação da imagem sobre o papel por qualquer tipo de mídia, utilizando as técnicas mais variadas de expressão gráfica. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior e recebeu diversos prêmios. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas.

Ela também foi professora no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, a partir dos anos 1950, quando a instituição carioca, inaugurada em 1948, ocupava o centro do pensamento modernista nacional.

Ali, ajudou a implementar um conceito de museu-escola que rompia as fronteiras entre passado e presente, apresentando o processo de criação como um fluxo contínuo e tornando o espaço de exibições um anexo do bloco de aprendizagem, mais vivo e pulsante.



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