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Em um bate-papo na live 100fronteiras, as proprietárias da clínica Somare, Andriane e Andressa Schimiedel, abordaram o propósito da clínica e suas histórias com o autismo. 

A clínica Somare já completa dois anos em Foz do Iguaçu, onde é oferecido um trabalho especializado e voltado para o transtorno do espectro autista (TEA), por meio de uma equipe multidisciplinar. Nela é realizado o tratamento em todos os níveis do transtorno, voltado ao público infantil e até os 14 anos.

E neste mês de abril, elas estampam a capa da revista 100fronteiras e contam sobre o magnífico trabalho desenvolvido. Especialmente em homenagem ao mês de abril, que é o mês da conscientização sobre o autismo.

A origem da clínica foi a idealização das irmãs Andriane e Andressa Schimiedel.  Andriane é pedagoga especialista em psicomotricidade, enquanto Andressa é graduada e fonoaudiologia e é mestre em ensino com ênfase no transtorno do espectro autista, além de diversas outras especializações que as profissionais têm para sempre melhor atender seus pacientes.

Andressa informa que ao longo de sua carreira trabalhou em uma clínica também especializada no TEA, na qual despertou o seu olhar ao autismo. Ao se referir ao transtorno, afirma que ele ocorre tanto em crianças, adolescentes e adultos, e tem uma necessidade de se trabalharem vários eixos, como a linguagem, a socialização e o autocuidado.

Uma missão da clínica é desconstruir a ideia de que as crianças portadoras acabam por serem extremamente limitadas. Portanto é necessário um trabalho de equipe em que são exercitados esses eixos por cada profissional especialista.

A criança que chega à Somare normalmente já possui um diagnóstico, mas sempre é feita uma avaliação para medir as necessidades de cada paciente e ser elaborado o tratamento dele.

O sistema funciona em dois períodos, manhã e tarde, e a criança passa todo o período em atividade com os profissionais, que se dividem em três equipes para atender pacientes de níveis diferentes de TEA.

Alguns diferenciais da clínica são a terapia assistida com animais e as oficinas de comunicação social, todas mediadas por terapeutas, que acabam por estimular os pacientes de uma forma positiva.

Andressa ressalta que “é cada dia mais comum observarmos pessoas do espectro na sociedade, e é necessário esse olhar de inclusão. Costumamos dizer de que o autismo não tem cara, ou seja, não ter características anatômicas, como por exemplo a síndrome de Down, apenas características sociais e comportamentais, e às vezes isso se confunde com comportamentos errôneos e geram julgamento”.

Portanto se dá a relevância do conhecimento sobre o espectro autista, para acabar com o preconceito. Alguns traços de identificação de um paciente autista são: dificuldade de contato visual, dificuldade de sustentar uma brincadeira, não envolvimento com outras crianças no brincar, movimentos repetitivos, desorganização social ou intolerância a ficar no meio de muitas pessoas, pois podem ser hipossensíveis ou hipersensíveis, e atraso ou dificuldade na linguagem.

Normalmente é recomendado o tratamento intensivo para a criança, passando por todos os profissionais, mas em alguns casos ela acaba evoluindo e não há a necessidade da atuação de todos os especialistas, sendo feitos tratamentos específicos.

Vale ressaltar que o TEA não tem cura, mas existem casos em que o paciente melhora muito e fica muito funcional, às vezes necessitando apenas de terapias pontuais.

Andriane conta também que alguns pais podem ter os traços do autismo e muitas vezes também o ambiente da criança intensifica o seu quadro.

Para conhecer e entender melhor o trabalho que acontece na Somare, veja a matéria completa na 100fronteiras de abril, que já está disponível na plataforma on-line e no GoRead.

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