Colégio Sesi Internacional - display portal

O médico fala sobre como, por meio da medicina integrativa no nosso dia a dia, podemos melhorar a nossa qualidade de vida, tudo em um bate-papo com a jornalista Patrícia Buche na live 100fronteiras.

Há 20 anos já é formado em medicina e começou no campo da clínica médica após especializar-se pela Associação Brasileira de Clínica Médica. Especializou-se também na área estética e cirurgia plástica estética, e no decorrer de sua carreira resgatou suas origens clínicas aprendendo sobre a ortomolecular.

Sua necessidade de voltar às raízes partiu do conceito de que não deveria separar o estético do interior. “Não temos como rejuvenescer um todo se não rejuvenescemos o conteúdo. Acabam por fazer apenas uma maquiagem do externo.”

A medicina ortomolecular se trata de entender o início de todas as doenças que vêm de alterações celulares em nível microscópico e, a partir disso, entender as necessidades para equilibrar o organismo.

Serve como um pontapé para entendermos a medicina integrativa, pois se trata de entender um indivíduo de uma forma completa, englobando a parte molecular, hormonal, mental, entre outras. É um modelo que permite que o paciente participe na prevenção da saúde própria sem se tornar dependente do profissional. É uma relação de troca, e o especialista tem a oportunidade de trabalhar com outros profissionais de forma multidisciplinar.

Acredita também que de uma forma cultural as pessoas evitam praticar a medicina preventiva e tendem a procurar ajuda apenas em casos de grandes enfermidades.

Diferentemente de culturas asiáticas e europeias, nas quais as pessoas têm uma mentalidade de sempre trabalhar a prevenção, na América Latina a população tende a não praticá-la.

Os que praticam tendem a ter uma vida mais longa e saudável. O doutor acredita que, com os avanços da medicina e da cultura da prevenção, teremos um aumento do índice de longevidade.

Contou sobre a hemoterapia, da qual é um dos pioneiros na região da fronteira, que consiste na retirada do plasma sanguíneo de uma pessoa que já foi infectada e já se curou, pois assim já tem anticorpos, e esse material é injetado em outra pessoa com o mesmo tipo sanguíneo, mas que ainda não desenvolveu anticorpos, ou no combate a uma infecção. Uma terapia já utilizada em diversos países e vem também como alternativa no tratamento do coronavírus.

Manifestou um pouco sobre sua opinião a respeito da pandemia e falou que sempre devemos levar em conta as especialidades dos profissionais que estão expondo seus pontos de vista, pois em alguns casos podem equivocar-se e causar desespero.

“Aqueles que possuem as devidas informações sobre a situação não estão em pânico”, afirma Humberto.

O médico acredita que situações como essa da pandemia podem servir como conscientização e inovação, dentro de nossas casas e dentro das redes de saúde, para cada vez estarem mais preparados.

Sobre o isolamento social, Dr. Humberto deixa claro que no momento em que acabar não será o fim do vírus: “Isolamento social serve para abaixar os picos de contaminação e preparar a saúde”.

Uma lição a se levar e sempre nos prevenirmos, aplicando a medicina integrativa.

 

Comentários

5 Comentários

Deixe a sua opinião