O Dia da Mata Atlântica é uma referência ao dia 27 de maio de 1560, quando o Padre Anchieta assinou a Carta de São Vicente, documento no qual descreveu, pela primeira vez, a biodiversidade das florestas tropicais nas Américas.

Também é um dia de sensibilização sobre a importância dos diferentes biomas no mundo e o que estamos fazendo para preservá-los.

A Mata Atlântica ocupava mais de 1,3 milhões de km² em 17 estados brasileiros, estendendo-se por grande parte da costa do país. Mas, devido à ocupação e atividades humanas, hoje restam cerca de 8,5% de sua área original.

Mesmo com sua diminuição, é estimado que existam cerca de 20 mil espécies vegetais na Mata Atlântica, incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Ainda assim, é um dos biomas mais ameaçados do planeta.

Em relação à fauna, o bioma abriga aproximadamente 891 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 298 de mamíferos e 350 de peixes.

Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, a Mata Atlântica fornece serviços ecossistêmicos essenciais para os 145 milhões de brasileiros que vivem nela.

A Mata Atlântica em Foz do Iguaçu

Sim, temos o bioma e várias espécies da Mata Atlântica em Foz do Iguaçu, você sabia?

O bioma do Parque Nacional do Iguaçu é da Mata Atlântica e abrange uma área de 185.262 hectares; é uma Unidade de Conservação Federal que tem o objetivo de proteger uma das principais regiões de Mata Atlântica na América do Sul e, consequentemente, é o palco do espetáculo das Cataratas do rio Iguaçu e moradia de espécies importantes da biodiversidade brasileira.

Agora, em relação às espécies de aves da Mata Atlântica, o Parque das Aves é a única instituição do mundo focada na conservação de aves da Mata Atlântica, lá vivem mais de 1300 aves de 130 espécies e mais de 50% são resgatadas de tráfico de animais e maus-tratos. 

O objetivo do Parque é criar uma conexão entre a natureza e o visitante, lá, cuidam de espécies de aves ameaçadas e também não ameaçadas. A seguir vamos mostrar algumas dessas aves e o que podemos fazer para ajudá-las.

Aves da Mata Atlântica em Foz do Iguaçu

Arara-Vermelha

Muitos já devem conhecer a Arara-Vermelha mas não sabiam que era da Mata Atlântica (pois nem eu sabia). O nível de ameaça dela é menos preocupante mas, ainda sim, ela é ameaçada por perda de habitat, caça ilegal e tráfico de animais. Existem araras de diversos tamanhos e podem chegar a ter o porte de um papagaio. Elas vivem aproximadamente por 63 anos.

Aves da Mata Atlântica no Parque das Aves
Arara-Vermelha/ Foto: Assessoria Parque das Aves.

Tucano-Toco

O Tucano-Toco vive por 16 anos, se alimenta de frutos, insetos, roedores, répteis, anfíbios e ovos. Apesar de seu tamanho, o bico do tucano é leve, representando apenas 5% do seu peso corporal. Para a reprodução, usam o oco das árvores e ninhos abandonados de pica-pau.

Aves da Mata Atlântica no Parque das Aves
Tucano-Toco/ Foto: Assessoria Parque das Aves.

Papagaio-Charão

O papagaios vivem por 24 anos, se alimentam de frutos, flores e sementes. O sexo deles só pode ser identificado através de exames de laboratório, geralmente não existem diferenças entre machos e fêmeas. No Brasil existem 12 espécies de papagaios. Ele é vulnerável por perda de habitat, desmatamento, tráfico de animais silvestres e caça ilegal.

Aves da Mata Atlântica no Parque das Aves
Papagaio-Charão/ Foto: Assessoria Parque das Aves.

Papagaio-de-cara-roxa

O papagaio-de-cara-roxa é apenas encontrado no Brasil, ele vive por até 30 anos e se destaca pelo seu rosto com lindas alterações no tom de roxo.

Aves da Mata Atlântica no Parque das Aves
Papagaio-de-cara-roxa/ Foto: Assessoria Parque das Aves.

Como podemos ajudar na causa da Mata Atlântica e suas espécies?

Entrei em contato com o Parque das Aves não somente para mostrar as lindas aves da Mata Atlântica mas, também, para saber como podemos ajudar na conservação desse rico bioma e suas espécies ameaçadas e também não ameaçadas.

  • Comer menos carne
  • Comprar produtos locais
  • Saber de onde a comida vem
  • Não consumir palmito que não seja certificado
  • Conversar com legisladores para mudar leis
  • Não comprar aves de comércio ilegal e falar com as pessoas sobre o assunto
  • Plantar árvores

Caso ache algum pássaro que caiu do ninho:

  1. Se você encontrar uma ave no chão, procure pelo ninho nas proximidades e tente devolvê-lo a este local ou a um outro local seguro de predadores nas imediações. Toque-o com delicadeza, pois são animais muito frágeis;
  2. Observe se os pais voltaram ao ninho. Caso eles voltem, a ave está a salvo e o seu dever foi cumprido;
  3. Verifique se o animal não está apenas explorando a região. É normal que os filhotes mais velhos passem um tempo no chão quando estão aprendendo a voar. Nesse caso, apenas observe a distância para contribuir com sua segurança;
  4. Não leve o filhote para longe nem o solte longe do local onde o encontrou, pois é ali que os pais irão procurá-lo;
  5. Afaste os predadores como cães e gatos;
  6. Verifique se o animal está ferido. Nesse caso o ideal é ligar para a Polícia Ambiental ou o órgão ambiental da região para que eles efetuem o resgate e encaminhem o animal onde ele possa receber o tratamento adequado;
  7. Enquanto estiver tomando conta dele, não o alimente e não o manuseie sem necessidade. Quando uma ave está em choque, ela pode se debater e se machucar ainda mais.

Polícia Ambiental de Foz do Iguaçu: (45) 3524-4234.

Informações: Parque das Aves.

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