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Como comemoração dos 107 anos de Foz do Iguaçu, atividades e celebrações ocorreram pela fronteira, e uma das ações que muitos puderam matar a saudade foi de ir à feirinha, comprar artesanatos e tomar aquele caldo de cana. No dia 10 de junho, ontem, aconteceu uma edição especial da Feirinha da Vila A.

Com apoio da Fundação Cultural e da Prefeitura de Foz do Iguaçu, esta feira pode ser realizada como celebração para nossa cidade, mas geralmente toda quarta-feira e sábado, a Feirinha da vila A acontece. Entre às 8hrs da manhã e 12hrs, no horário do almoço, você pode visitar a Rua Marapá na Vila A e fazer algumas comprinhas e andar pela região.

Em conversa com Alexandre Barbosa, da Fundação Cultural de Foz, ele conta que ter essas feirinhas é muito importante para o feirante. “Como estamos sem a Fartal há dois anos, os artesãos que dependem totalmente das feirinhas passaram por bastante aperto, por isso essa edição e outras ajudam e muito”, comentou.

Nesta edição da Feirinha da Vila A, foi feito um sorteio rápido para os locais dos estandes dos feirantes, e muitos deles participam também da Feirinha da JK, um dos ícones da cidade que acontece há 23 anos em Foz do Iguaçu.

Ateliê Au Au na Feirinha da Vila A

Uma das feirantes que participa de quase todos os eventos de Foz é Eliane Vogado. Natural de Santa Terezinha e iguaçuense de coração, Eliane começou há quatro anos atrás no ramo pet, junto com o aniversário da cidade, e criou o Ateliê Au Au, onde faz caminhas e roupas para animais de estimação.

Para a feirante, um dos objetivos principais de ir para as feiras e tudo mais não são as vendas e sim a divulgação do trabalho dela e de sua equipe. Apesar de sim, as vendas são importantes e são o que mantém o negócio em pé, a propaganda e divulgação são a alma do no negócio.

Eliane falou também das dificuldades que passou no período de pandemia. “No começo, foi muito difícil se manter”, disse, “Então tivemos que nos reinventar, olhar por outro lado, pois senão ficaríamos para trás. Para nós, continuamos graças às vendas pela internet, que cresceu muito nesses últimos dois anos”.

A Feirinha da Vila A, edição especial de Aniversário da cidade. Foto: Mariana Costa/100fronteiras

No momento, suas vendas acontecem principalmente pelo instagram e seus produtos já estão circulando pelo Brasil inteiro. 

Porém, a empreendedora não pretende parar com as feiras, até anseia por mais parecidas com a Feirinha da Vila A acontecerem na cidade. Eliane participava da festa Maína, que acontecia no Gramadão da Vila A todo mês de maio, porém com a pandemia isso já não foi mais possível. 

Por isso, em qualquer oportunidade ela aproveita, e até mesmo nos contou que caso essa edição e a feirinha do dia 24 de junho, no mesmo espaço, aconteça de forma tranquila sem muitos problemas, existe a possibilidade de ter uma feira noturna na região.

Chico do Apito na Feirinha da Vila A

Na Feirinha da Vila A encontramos também o Chico do Apito, artesão com 14 anos de história na fronteira. A família toda participa na atividade do artesanato e, sempre que possível em feiras, divulgam o trabalho. 

Seu estande é bem diferente dos outros, só de passar na frente o cheiro de incenso vem e chama atenção, e Chico se orgulha disso. Sua arte feita à mão por ele e sua família são de temas mais esotéricos e místicos, fazem duendes, apanhadores de sonhos, fontes d’água e apitos.

Algumas das artes que Chico vende. Foto: Mariana Costa/100fronteiras

Como seu conhecido nome já diz, Chico do Apito é especialista em apitos! Infelizmente, no dia da feirinha ele não tinha nenhum disponível, mas contou que na próxima edição pretende trazer e mostrar a beleza do instrumento. Um dos modelos que ele faz a mão é a ocarina, um instrumento oval que faz um som divino.

Eu não sabia sobre, mas Chico também faz duendes na garrafa. Em pesquisa, os duendes da garrafa são pequenos duendes presos dentro de uma garrafa, como o esperado, e quando bem tratados eles ajudam nas tarefas de casa. Porém, se você o zangar de alguma forma, eles podem aprontar pelo lugar, inventando pesadelos para atrapalhar o sono ou até mesmo fazendo aquele leite novinho estragar.

A expectativa da feira para o artesão também foi de divulgação do seu trabalho. Ele acredita que pessoas vendo a arte, tendo curiosidade por seu trabalho, chamam clientes. Um ditado popular que ele segue é o “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

Chico e sua irmã no estande do Artesanato Glória. Foto: Mariana Costa/100fronteiras

Para Chico, seu artesanato é sua vida e depende de feirinhas como a da Vila A para sobreviver. O artesão disse que esse período de pandemia foi um dos piores para toda a sua família, que até já pegou Covid-19 e perdeu três amigos próximos.

“Passamos por muito aperto e necessidade, necessidade mesmo. A Fundação Cultural nos ajudou com cestas básicas e um aliviamento das contas, porém não é o bastante. Esperamos que com as feiras da Vila A e da JK isso mude, mas sabemos que em uma boa feira são as pessoas que movem, ou seja aglomerações.”

Chico do Apito

A expectativa de todos os feirantes é que essa edição e a do dia 24 de junho sejam boas e que assim tenha a confirmação de outra feirinha na cidade. Muitos dependem totalmente disso e com a pandemia, ficou mais difícil ainda.

Com isso em mente, a Fundação Cultural também está ofertando cursos gratuitos em parceria com o Instituto Federal, onde os alunos podem ajudar os feirantes com manuais para venda no Facebook e Instagram, que estão sendo um dos maiores e melhores meios de vendas no momento. Segundo Alexandre Barbosa, também ira ser ofertado um manual para assessoria dos feirantes.

Diálogos 100fronteiras

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