No sábado (11), o presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou a extensão da quarentena geral obrigatória até o dia 26 de abril – sem mudança nas grandes cidades. Porém adiantou que começará a analisar a flexibilização das restrições nas zonas do interior do país que têm menos risco ante a pandemia da covid-19. Cada estado irá definir o funcionamento dos estabelecimentos e atividades, pois afirma que “não faz sentido manter o isolamento onde não há casos registrados”. O estado de sítio está em vigor na Argentina desde o dia 19 de março. “Tenho a triste notícia de falar para vocês que não sei quanto tempo irá durar isso”, disse Fernández, na noite de ontem, domingo (12). O mandatário concedeu entrevista ao vivo para a emissora Telefé, do país celeste. Considerou que o balanço do primeiro mês da quarentena foi positivo, mas que estão longe de cantar vitória, dizendo ainda:
“Se eu falar quando vai terminar, seria irresponsável. Ninguém tem a data. A equação não é quanto cada um de nós perde [economicamente], senão quanto ganhamos. Ganhamos em saúde. Hoje, sem quarentena, teríamos tido mil mortos e 45 mil casos”.
Ao falar sobre a economia, Alberto afirmou que os que precisarem de recurso financeiro terão esse recurso. Porém ele quer que quando esse pesadelo acabar as empresas estejam em pé para receber aos trabalhadores. Segundo o presidente, o Estado estará lá para ajudar. “Não é justo, para que alguém não perca dinheiro, condenar as pessoas à morte.” Até a publicação desta matéria, segundo o mapa interativo, da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos – principal referência no mundo quando o assunto é contabilização dos casos novos de covid-19, a Argentina tem 2.208 casos confirmados e 95 mortes pelo coronavírus. Já no Brasil, são 22.318 casos confirmados e 1.241 mortes.
Argentina
Brasil
Fonte: clarin.com e Universidade de Johns Hopkins

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