Este ano, a febre maculosa voltou a ser manchete no Brasil. Até agora são 54 casos confirmados e lamentáveis oito mortes nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na região Sul, já foram registrados 18 casos da doença, com o primeiro caso do ano no Paraná sendo confirmado em Foz do Iguaçu. Outros 43 casos ainda estão sob investigação.

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril causada pela bactéria transmitida pelo carrapato-estrela. Ela é conhecida por seus sintomas similares à dengue – o que pode confundir os profissionais de saúde e atrasar o diagnóstico.

A transmissão ocorre em áreas com umidade e mata, onde o carrapato transmissor costuma habitar. Ele também faz animais como bois, cavalos, capivaras e cachorros como hospedeiros. É importante entender que a presença desses animais em si não garante a transmissão – o contato com o carrapato infectado é necessário.

Os principais sintomas são:

  • Febre alta e súbita;
  • Cefaleia;
  • Hiperemia conjuntival;
  • Dor muscular e articular;
  • Mal-estar;
  • Dores abdominais;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Exantema.

Se você apresentar esses sintomas, procure atendimento médico imediatamente. É crucial começar o tratamento o quanto antes, pois a febre maculosa é uma doença grave com rápida evolução.

Dentre essas complicações, podemos citar:

  • Edema;
  • Anasarca;
  • Insuficiência renal;
  • Manifestações neurológicas;
  • Hemorragias;
  • Miocardite;
  • Insuficiência respiratória;
  • Hipotensão;
  • Choque.

Vale ressaltar que a febre maculosa brasileira não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa nem pelo contato com animais infectados. A transmissão ocorre somente através da picada do carrapato infectado. Mais comum entre os meses de maio a novembro, a doença é tratada com antibióticos. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura.

Apesar de cães e outros animais poderem hospedar a bactéria causadora da doença, muitas vezes eles não apresentam sintomas. Por isso, é fundamental a higienização frequente desses animais com carrapaticidas e manter os gramados bem aparados, rentes ao solo, especialmente se você vive em áreas de risco.

Fatores de risco

  • Viver em uma área onde a doença é comum, como locais rurais ou arborizados.
  • Convivência com cachorro, cavalo ou outros animais domésticos.
  • Se um carrapato infectado se prender à sua pele, é possível contrair febre maculosa ao remover o carrapato, pois o fluido do carrapato pode entrar no seu corpo por meio de uma abertura como o local da picada.

Como diminuir os riscos de infecção?

  • Ao remover um carrapato da sua pele, use uma pinça para agarrá-lo e remova-o cuidadosamente.
  • Trate o carrapato como se estivesse contaminado: mergulhe-o em álcool ou jogue no vaso sanitário.
  • Limpe a área da mordida com anti-séptico.
  • Lave bem as mãos.

Lembre-se: a prevenção é a melhor arma contra a febre maculosa. Proteja-se e ajude a evitar a propagação desta doença perigosa.

* Informações da Secretaria de Saúde