Muitas pessoas que cumprem a quarentena estão completamente sozinhas. Nessas horas ter a companhia de um animal de estimação pode trazer alegria e bem-estar.   Algumas pessoas não possuem animais de estimação em casa porque vivem sozinhas e não querem deixá-los abandonados em casa enquanto trabalham. Outros, mesmo morando com mais pessoas, não pensam em ter um animal. Mas com o isolamento social e o trabalho em home office, a companhia de um amigo é essencial, até mesmo para deixar a mente e o coração mais felizes. Mas como adotar? A protetora Blenda Dal Moro explica que nesse caso é importante analisar se o ambiente está preparado para receber um novo morador, que vai precisar de muita atenção e amor. É essencial também buscar um animal que possa adaptar-se a sua rotina, pois em algum momento você irá precisar sair de casa, e nessa hora é preciso que o companheiro consiga ficar em um ambiente acolhedor dentro de casa.
“Se a pessoa tiver dúvidas sobre esse processo, eu indico ler sobre o animal que você escolher, sobre os cuidados, como é o comportamento desse animal e sobre os gastos que virão junto dele, pois a adaptação de um animal não é tão rápida como desejamos, eles levam um tempo para se acostumar ao ambiente e à nova rotina. Resgatados, em especial, muitas vezes, vêm cercados por traumas. Eles podem apresentar comportamentos agressivos, e nessas horas é muito importante ter paciência. Outro fator importante é que a vida desse animal adotado irá depender única e exclusivamente de você”, frisa.
Em Foz do Iguaçu existe uma quantidade significativa de protetoras independentes que fazem um belo trabalho de cuidado aos animais de rua. Um deles é o @projetovidasfoz, que funciona como uma ponte entre as protetoras e as pessoas que desejam adotar. Você pode entrar em contato com o projeto por meio do Instagram, Facebook ou ainda com a Blenda, pelo telefone +55 (45) 99997-8900, e marcar uma visita aos lares. “Um animal tem a capacidade de escolher, e é incrível quando o adotante se permite ir ao lar e resgatar e mudar a realidade daquele que por vezes já esteve descrente de uma vida digna”, ressalta. Então, se você ficou interessado em incluir um novo integrante na sua família, pense na adoção de animais de estimação. Eles precisam de você e, acredite, você também precisa deles.
“Uma noite chuvosa de domingo, fomos orar ao Senhor e depois paramos em uma pizzaria no centro da cidade, jantamos e ao voltarmos para o carro me deparei com um pequeno milagre. Era uma filhote, uma cadelinha que acredito não ter mais que 60 dias, bem magra. O que mais me tocou na cena foi ver que o corpo todo dela sangrava, era sarna. Era tanta sarna que pra pegá-la fui obrigada a tirar uma blusa que vestia e enrolar nela para poder segurar esse animal. Não pensei duas vezes em fazer aquele resgate. Direcionamos ela direto para uma clínica, onde ficou dias internada, e seu processo de cura foi longo. Gastei o que podia e não devia, mas hoje, após 13 anos em minha vida, a Vitória é sim uma grande vitória, linda e bela vira-lata, e não me arrependo por nenhum instante em ter cruzado nossos caminhos e trazido ela para a minha casa. Os olhos dela me contam aquilo que eu mais gosto de ouvir: obrigada! E assim nossos corações se completam.” – Relato de Blenda. Na foto ela, com a Vitória e o Alfredo.
Patrícia Buche

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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