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100fronteiras: Quem é Admilson Galhardo?

Admilson Galhardo: Sou nascido em Boa Vista da Aparecida, no oeste do Paraná. Só nasci lá. Morávamos em Assis Chateaubriand.

Morei em Foz em duas oportunidades, em 1982 quando meu pai trabalhou na Itaipu, como motorista.

Depois morei em Hernandarias também, nas casas da Itaipu.

Depois voltamos para Maringá. E a outra vinda pra Foz foi por volta de 1986, onde estou até hoje.

Tive uma infância e adolescência simples. Fui cobrador de ônibus da Itaipu, vendi salgado e picolé na rua, trabalhei de empacotador, depois de caixa e depois comecei a fazer um estágio na rádio. Além disso, acabei tendo um segundo emprego que era como cobrador de ônibus.

Aí a direção foi o jornalismo, trabalhei em várias rádios, televisão, jornais, aqui em Foz, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro. Gravei com muita gente famosa, mas não sou formado em jornalismo.

Nesse ínterim foi atribuído a mim o registro definitivo de jornalismo, devido ao meu trabalho na área. Fiquei nesse cargo 32 anos e em 2012 me formei em engenharia ambiental e busquei uma especialização na área. Então hoje sou engenheiro.

100f: Como iniciou na política?

Admilson: Eu já experimentei outras duas eleições, em 2012 e 2016, essa é a minha terceira. Essa foi a minha menor votação e a que foi efetiva, porque usei muito cálculo.

Então a eleição é para quem entende do funcionamento do partido, dos concorrentes e a legenda. As primeiras eleições foram laboratórios. Foram importantes porque fiquei suplente nas duas. E agora entrei por um jogo matemático.

Por isso sempre digo, acreditem nos sonhos, busquem conhecimento dentro daquilo que você objetiva.

O meu interesse na política foi porque trabalhei muito tempo na comunicação. Através dela você consegue mudar algumas coisas, coisas pontuais, como um atendimento médico, por exemplo.

Já mudanças no macro é por meio da política, onde você cria leis e projetos, enfim, situações, em que você consiga fazer com que aquele atendimento da saúde, por exemplo, seja disponível a todos.

100f: Você imaginava que seria eleito?

Admilson: No sonho eu acreditava, sabia que pelo menos uma pessoa do partido iria se eleger. Porque é um jogo matemático.

100f: Qual a função do vereador para você?

Admilson: Eu ouço a mídia e alguns vereadores dizerem que é legislar e fiscalizar. Eu acho que sim, mas é mais do que isso. Se fosse só pra legislar e fiscalizar contratava um contador.

Mas o vereador, se ele quiser, se determinar e tiver o interesse, ele pode fazer mais. Claro que com consonância do executivo, que é quem executa.

Mas o vereador tem R$ 808 mil reais de emenda impositiva. Desses, R$ 404 mil são carimbados para a área da saúde, mas ainda há R$ 404 mil para outros projetos.

E eu nesse primeiro ano, como forma de retomada do crescimento econômico, penso em criar um restaurante popular.

Eu fui in loco lá em Cascavel analisar a estrutura e as informações do restaurante que é em parceira com o município e o governo do estado. E fiquei interessado pelo subsídio da prefeitura, porque se encaixa na emenda do vereador.

O restaurante popular é uma oportunidade de trazer cidadania e ter um alcance social muito grande.

Admilson Galhardo vereador de Foz
Admilson Galhardo é um dos vereadores eleitos de Foz.

100f: Qual será a sua postura na Câmara de Vereadores Admilson Galhardo?  

Admilson: Vai ser uma atitude propositiva, no sentido de mostrar para a população que é possível fazer e por que não estão fazendo, como no restaurante popular.

Eu vou mostrar o recurso, a possibilidade, a estrutura, planilha, mobiliário, onde buscar o recurso e qual o alcance social, a necessidade. E aí apresentar.

Não quero acreditar que com tudo que aconteceu nesse pleito tenha pessoas contrárias a um projeto desses. Mas se tiver, que a população identifique essas pessoas.

No entanto, eu acredito que nós vamos construir juntos. Vou trabalhar para a população 24h por dia. Não acredito em vereador de bairro, vou andar por todos os bairros e atender o máximo de pessoas que puder. Pois meu lema é “agora sou funcionário da população”.

100f: Quais projetos pensa estar discutindo na Câmara de Vereadores?

Admilson: Além do restaurante popular, para agora, pra retomada econômica, tenho o “Venda na Calçada”, que é para todas as mulheres, com filhos ou sem filhos, que queiram colocar uma banquinha na frente da sua casa para vender roupas e objetos usados, numa espécie de brechó. Com isso, muda o relacionamento com os vizinhos, porque passa a ser um relacionamento comercial.

Ela ofertará renda e ocupação. Será uma forma de praticar o desapego, possibilitando que pessoas com menor poder aquisitivo possam adquirir objetos que desejam.

Será também um projeto contra a dengue, porque você tem que ter um espaço limpo.

Além disso, uma forma dos jovens trabalharem ao lado da mãe, ou seja, enquanto a mãe cuida da casa ele poderia cuidar da banca e assim desenvolvendo uma habilidade. Além de ser uma independência financeira para a mulher.

Outro projeto é o “Alvará da Praça”. As praças em Foz estão abandonadas, então porque não liberar ela de forma organizada para os trailers e food trucks?

As praças estão sendo tomadas pelos usuários de drogas, sendo destruídas e essa é uma forma de levar a família para a praça de forma segura. E porque se chama Alvará da Praça? Porque cada comerciante terá água e luz individual subterrânea que poderá usar no seu comércio e da qual pagará por ela.

Com isso levar as famílias para a praça, para fazerem um lanche, em um ambiente seguro. Então será uma variedade de comidas, para o cliente ter opção. Isso já existe em outras cidades, então porque não fazer isso em Foz?

 E claro que todos esses projetos com a parceria da Itaipu.

100f: Que mensagem gostaria de estar deixando para a população?

Admilson: Primeiro acreditem que é possível mudar as coisas. Eu fui buscar exemplos fora daqui não para diminuir nossa Foz do Iguaçu, mas para mostrar porque eles conseguem lá e a gente não consegue aqui. Então alguma coisa está atrapalhando o desenvolvimento. Eu entendo que a gente só se desenvolve com todo mundo participando. Dependendo de mim quero buscar projetos macros.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

Comentários

1 Comentário

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  1. Gostei muito das palavras sinceras do Galhardo. Estes projetos os quais irá por eles trabalhar são de grande valor para as pessoas mais humildes . Parabéns a 100f pela informação que os leva e ao Galhardo apoio total.