Estamos na estação mais alegre e animada do ano, a temporada das festas juninas! Este período, que se estende de junho a agosto, é conhecido pelas tradicionais festas juninas, julinas e agostinas. As festas são famosas por suas danças contagiantes e, é claro, pela deliciosa comida típica.

As festas juninas são uma celebração à cultura rural e ao charme caipira. Conheça a origem de 3 pratos típicos das festas!

Pé de moleque

A receita do pé-de-moleque tem suas raízes no século 16, quando a cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil. O segredo deste doce maravilhoso está na quebra da garapa que, ao cristalizar, endurece o doce. No início era chamado como quebra-queixo ou quebra-dentes.

Com o tempo, as doceiras aperfeiçoaram a técnica para atingir a textura perfeita – nem muito dura, nem muito mole. Piranguinho, uma cidade no sul de Minas Gerais, é famosa pela sua produção artesanal de pé-de-moleque. Durante a Festa do Pé de Moleque, os produtores locais criaram o maior pé-de-moleque do mundo, pesando impressionantes 407 quilos e medindo 27 metros de comprimento.

Pé de moleque
Pé de moleque. Foto reproduzida da Internet.

Paçoca

Originária da cultura indígena, a paçoca, cujo nome vem do tupi “Pa-soka”, que significa “esmigalhar” ou “amassar com as mãos”, é um prato brasileiro originalmente feito com farinha e carne socadas em um pilão.

No século 17, durante o período das entradas e bandeiras – cujo objetivo era conquistar o vasto sertão brasileiro – a paçoca se tornou um elemento fundamental na alimentação dos garimpeiros. Muitos indígenas foram escravizados e forçados a trabalhar nas minas de ouro, e a paçoca era um alimento conveniente por ser fácil de preparar e transportar.

No entanto, foram os tropeiros, viajantes que percorriam longas distâncias com seus animais de carga, que disseminaram a receita da paçoca por todo o país. Por ser de preparo rápido e leve, a paçoca não sobrecarregava os cavalos e mulas que já transportavam outras cargas.

O ingrediente amendoim só foi incorporado na receita durante o período colonial. Devido à sua embalagem prática e fácil de carregar, e com ingredientes facilmente triturados, a indústria de doces decidiu nomear essa mistura de açúcar, amendoim e sal como paçoca.

Nos primeiros anos, a paçoca ainda era conhecida como “doce de amendoim”. Foi apenas na década de 1980 que o termo “paçoca” começou a ser usado popularmente. Originário do interior de São Paulo – estado que é responsável por cerca de 80% da produção nacional de amendoim – este doce é um dos favoritos nas Festas Juninas.

Paçoca
Paçoca. Foto reproduzida da Internet.

Quentão

A tradicional Festa Junina, celebrada durante o frio do inverno brasileiro, é famosa pelas suas comidas e bebidas típicas que aquecem o coração. Entre essas delícias está o quentão, uma bebida quente cuja origem é um tanto incerta – acredita-se que possa ter surgido em Minas Gerais ou no interior de São Paulo. Contudo, uma coisa é certa: o quentão ganhou notoriedade e popularidade nas zonas rurais, onde a população local decidiu incrementar a cachaça com especiarias para aquecer o corpo durante as celebrações juninas.

O quentão se tornou uma bebida oficial e indispensável nas Festas Juninas em todo o Brasil, com variações na receita dependendo da região. No Sudeste e Nordeste, devido à ampla produção de cana-de-açúcar, o quentão é tradicionalmente feito com cachaça.

No Sul do país, onde a produção de vinho é mais comum, a cachaça é substituída por esta bebida, que muitas vezes é combinada com frutas, como maçãs picadas. Outros ingredientes adicionados à mistura enquanto a bebida ferve podem incluir laranja e limão.

Quentão
Quentão. Foto reproduzida da Internet.