Hotelaria, gastronomia e atrativos mantêm mais de 3,2 mil postos de trabalho na cidade. No momento pelo qual estamos passando, muitos empregos foram perdidos, mas muitas empresas conseguiram encontrar alternativas para preservar os postos de trabalho de muitos colaboradores. Isso não ajuda somente o trabalhador, mas a economia e a sobrevivência de muitas famílias iguaçuenses. São ao todo 20 empresas do setor turístico da cidade, que na primeira fase de contenção da crise econômica, provocada no início do mês de março, aderiram a alternativas para evitar demissões dos empregos formais. Apesar de não termos em nossa cidade a presença de turistas que auxiliavam na movimentação da economia, por conta das novas medidas adotadas pelo governo para preservação da saúde, os empresários de hotéis, restaurantes, atrações turísticas, pousadas, resortshostels, motéis, churrascarias, pizzarias, bares, lanchonetes, cafés, entretenimento e lazer fizeram uso de duas ferramentas emergenciais para evitar uma onda de demissões.
Funcionário restaurante – Foto Marcos Labanca
As alternativas adotadas por essas empresas foram os termos aditivos à convenção coletiva (base no artigo 476A da CLT) entre o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu e o Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade e/ou o acordo de suspensão de contrato de trabalho por meio da Medida Provisória 936/2020.
O termo permite a interrupção temporária do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional on-line, mediante acesso do trabalhador a uma bolsa paga pelo governo e ajuda compensatória das empresas. Já a MP 936/2020 possibilita a redução de jornada e salário, além da suspensão do contrato. Outra medida paliativa para evitar desligamentos foi dar férias para milhares de trabalhadores (vencidas e antecipadas).
Em linhas gerais, uma parte do quadro funcional continua na ativa, outra parcela está em férias, cerca de 950 trabalhadores já foram beneficiados pelo termo aditivo e 2.277 já foram enquadrados na medida provisória. “O entendimento rápido com o sindicato laboral possibilitou manter milhares de empregos”, ressalta Neuso Rafagnin, presidente do Sindhotéis.
Rafagnin ainda destaca que a entidade foi uma das primeiras no país a firmar acordo com o sindicato laboral para evitar demissões, em 20 de março (quando os estabelecimentos do setor tiveram as atividades suspensas). “Todos os esforços são para manutenção dos funcionários”, afirma.
Funcionário hotel – Foto Marcos Labanca
Sabemos que essa medida é emergencial, diante da situação pela qual o Brasil e o mundo estão passando, e infelizmente os setores turísticos e de entretenimento serão os últimos a voltar “ao normal”. Mas sabemos que nossa população é forte, o brasileiro é conhecido como um povo que sabe como vencer qualquer crise, seja ela econômica ou viral. Não deixamos a “peteca” cair e nunca deixaremos, pois juntos e fortes venceremos este momento.     Fonte: Assessoria Alexandre Plamar

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