A UNILA retomou as atividades acadêmicas, com um evento de recepção aos estudantes ingressantes realizado nesta quinta (25) e sexta-feira (26). Na programação, atividades voltadas para os alunos conhecerem as estruturas universitárias, além de ações culturais e de integração. Para muitos, esse foi o primeiro contato com a vida universitária.

E, nesse primeiro momento, os calouros já puderam perceber a diversidade de culturas e línguas que é uma das principais marcas da UNILA e que estará presente em toda a trajetória de graduação. Neste semestre, entre os novos discentes há representantes do Brasil e de outros 22 países.

Na plateia das atividades de recepção, estavam as discentes Miriam Menezes e Nicleni Gonzaga. Selecionadas pelo Processo Seletivo de Estudantes Indígenas, elas percorreram mais de 4 mil km e saíram de São Gabriel da Cachoeira (AM) com o objetivo de estudarem na Universidade.

“Foi a minha professora que ficou sabendo do edital e me incentivou a tentar uma vaga na UNILA. Me chamou a atenção por ter cursos diferentes das universidades da minha região e também por valorizar as culturas latino-americanas, inclusive as indígenas”, contou Miriam que pertence ao povo indígena Desano e vai cursar Administração Pública e Políticas Públicas. Já Nicleni é do povo Ticuna e ingressante de Serviço Social.

Miriam Menezes e Nicleni Gonzaga, selecionadas pelo Processo Seletivo de Estudantes Indígenas, vieram do Amazonas.

Quem também veio de longe para prestigiar as primeiras atividades da UNILA, foi a família da carioca Sarah Almeida dos Santos. Enquanto Sarah assistia às atividades no auditório do Jardim Universitário, ao fundo a mãe e a avó acompanhavam tudo, emocionadas.

“Ela sempre teve o sonho de estudar Relações Internacionais. Está se  preparando para isso há muito tempo, estudando Inglês e Espanhol, lendo assuntos relacionados à carreira, lendo sobre a UNILA. Então, poder ver ela entrando pela porta da Universidade hoje e assistir esta primeira aula é muito emocionante. É uma conquista”, relatou Marcilene Monteiro, mãe de Sarah.

Sarah Almeida dos Santos, com a mãe e a avó cheias de orgulho da caloura de Relações Internacionais e Integração.

Enquanto alguns viajam milhares de quilômetros para instalar-se em Foz do Iguaçu e estudar na UNILA, outros vão atravessar diariamente as fronteiras trinacionais. É o caso de Lisandri Aldano, de Ciudad del Este, caloura de Biotecnologia.

“Meu irmão está no quinto semestre de Ciências Econômicas e sempre me falou muito sobre as oportunidades que a UNILA oferta, não apenas para estudar, mas também para participar de pesquisas e projetos na comunidade. Então, quando chegou a minha hora de entrar na Universidade, eu não tive dúvidas em qual instituição escolher. Acredito que as experiências que a UNILA proporciona, não se encontram em nenhum outro lugar”, comentou a estudante estenha.

Para o haitiano Perguens Fortune ingressar na UNILA é a concretização de um sonho antigo: estudar Medicina. Morando no Brasil há seis anos, Perguens sempre teve interesse em trabalhar na área de Saúde. Ele já é formado em técnico de Enfermagem e, mais recentemente, estava estudando Nutrição.

“Estou muito feliz, porque esta é uma oportunidade única. Tenho muitas expectativas com o curso da UNILA, quero me dedicar ao máximo e espero que possa contar com assistência pedagógica na instituição para me auxiliarem com o idioma e todos os desafios que a formação médica exige”.

A ambientação dos novos estudantes incluiu oficinas com informações sobre os diferentes auxílios estudantis oferecidos a alunos em vulnerabilidade socioeconômica e sobre as plataformas digitais onde estarão as informações necessárias para a rotina acadêmica. 

Para Maxwell dos Santos Campos, que saiu da distante Buriticupu, no Maranhão, para cursar Engenharia de Energia, as oficinas foram importantes para conhecer o que a UNILA oferece.

“A recepção foi bem calorosa. Deu para entender quais as ferramentas a Universidade tem para o aluno. Eu estava me sentindo meio perdido, mas depois de todas as informações que recebi eu me sinto mais seguro e por dentro de tudo”, comentou.

Foto: Divulgação.

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