A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) lançou, nesta semana, o Edital que regulamenta o ingresso de estudantes indígenas. São ofertadas 114 vagas, em 29 cursos de graduação, destinadas a jovens que pertençam a aldeias, comunidades e grupos indígenas do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas, na página da instituição, até o dia 4 de setembro.  

A UNILA realiza seleções específicas para integrantes de povos indígenas desde 2018. No último processo seletivo, que aconteceu no primeiro semestre de 2022, a instituição recebeu 359 inscritos, de 70 etnias, do Brasil e outros sete países da América Latina. “Embora outras universidades tenham processos seletivos voltados para indígenas, a modalidade de ingresso da UNILA é única no Brasil Os candidatos não precisam se deslocar para fazer prova ou vestibular. A avaliação é realizada por meio das notas cursadas no Ensino Médio e valorizando os saberes e práticas utilizados nas escolas indígenas. Isso permite que indígenas presentes em diferentes países e em diferentes estados brasileiros possam concorrer às vagas e em condições de igualdade”, salientou o professor Clovis Brighenti, que integra a Banca do PSIN.  

Seleções internacionais

Além da Seleção de Indígenas, a UNILA também promove outro dois processos seletivos voltados para alunos internacionais. O Processo Seletivo Internacional oferta 480 vagas para estudantes oriundos de países da América Latina e do Caribe. As inscrições do PSI terminam em 31 de agosto. Já a Seleção de Estudantes Refugiados e Portadores de Visto Humanitário abre inscrições na próxima segunda-feira (22).  

Considerada a universidade mais internacional do Brasil, atualmente a UNILA conta com estudantes de 37 nacionalidades. Localizada em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a Argentina e o Paraguai, a UNILA tem a missão institucional de formar recursos humanos aptos a contribuir com a integração latino-americana, com o desenvolvimento regional e com o intercâmbio cultural, científico e educacional da América Latina. Por isso, são ofertadas vagas para alunos residentes em países latino-americanos e, desde 2020, para refugiados e portadores de visto humanitário que já residam no Brasil. As aulas são bilíngues, ministradas em português e espanhol. 

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