Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA) desenvolveu uma cartilha para trabalhar com estudantes de escolas públicas da Tríplice Fronteira, que engloba os países de Brasil, Argentina e Paraguai, sobre o tema do bullying.

O material está disponível nas versões em português e espanhol e pode ser acessado por educadores. A cartilha é resultado de um projeto mais amplo intitulado “De mãos dadas por amplos caminhos”, que busca criar materiais didáticos bilíngues e disponibilizá-los gratuitamente em formato digital para que qualquer educador possa utilizá-los.

O projeto é conduzido por professores da UNILA e estudantes, com participações externas da área de jornalismo, direito, psicanálise e pedagogia.

A cartilha didática criada por pesquisadores da UNILA é recomendada para adolescentes a partir de 11 anos e tem como objetivo ajudar a identificar atos de violência e as suas consequências, além de oferecer ações para evitá-los.

Os organizadores enfatizam que é importante conhecer e praticar valores como respeito, empatia e amizade, pois isso é positivo para o indivíduo, as outras pessoas e para a sociedade como um todo.

Eles orientam que para prevenir o bullying é necessário que as escolas, como comunidade educativa (docentes, estudantes e famílias), realizem atividades periódicas de conscientização e prevenção.

A cartilha contém informações sobre o conceito de bullying, as formas mais frequentes de violência e recomendações para vítimas, testemunhas e agressores, incluindo a necessidade de acompanhamento profissional e apoio de pessoas próximas, especialmente da família.

Como evitar o bullying

De acordo com a cartilha, essas são as ações mais recomendadas:

  • Trabalhar a temática do bullying em sala de aula, gerando espaços participativos e de diálogo. Por exemplo, a partir de assembleias ou exercícios de autoconhecimento.
  • Demonstrar sempre um claro rechaço diante de atitudes violentas e injustas.
  • Pautar o tema nas reuniões entre docentes, pais e mães, para aprender a reconhecer quando o bullying se apresenta.
  • Sensibilizar toda a comunidade escolar sobre os efeitos negativos desta violência, na vítima, no agressor e na comunidade escolar.
  • Trabalhar o respeito, a empatia e a amizade como valores essenciais para a convivência positiva.
  • Criar projetos que envolvam aos e às estudantes na prevenção e detecção dos diversos tipos de bullying.
  • Agir imediatamente diante de uma situação de bullying. As vítimas não podem esperar.

Confira abaixo a cartilha:

Fonte: Com Assessoria

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