Com a explosão de novos casos de covid-19, a volta às aulas no próximo dia 7 de fevereiro preocupa professores e funcionários de escolas da rede estadual.

A categoria reafirma a importância da apresentação do comprovante de vacina como meio de dar maior segurança para a comunidade escolar, medida não instituída até o momento pelo Governo do Paraná.

O governador Ratinho Junior (PSD) demonstra que não pretende pedir o comprovante da imunização como documento necessário neste início de ano letivo. Devido à atual aceleração da doença, a APP-Sindicato/Foz defende a apresentação do documento por educadores e estudantes dos colégios do estado. No Paraná, houve aumento de 1.600% da média móvel de casos de covid-19 em apenas duas semanas.

Assim como em todo o Paraná, as cidades da região de abrangência do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu enfrentam a drástica alta de novos casos da doença. A situação é agravada com as ocorrências da gripe H3N2, que provoca sérios problemas respiratórios e que está com transmissão comunitária em nível estadual.

Com mais de 7,2 mil casos confirmados, janeiro já é o mês com o maior número de ocorrências da infecção provocada pelo coronavírus em Foz do Iguaçu, durante toda a pandemia. Outras cidades da região também enfrentam o crescimento da doença, a exemplo de Medianeira, que soma mais de 450 casos ativos, conforme boletim epidemiológico desta terça-feira, 18.  

Para a presidente da APP-Sindicato/Foz, Janete Batista, o comprovante vacinal traz mais segurança para aqueles que, a partir de 7 de fevereiro, estarão dentro das salas de aula e no convívio coletivo. “Rejeitar esse documento de comprovação mostra a falta de cuidado de Ratinho Junior com os servidores da educação, alunos e seus familiares”, frisa.

Comunidade escolar em risco

Para a dirigente sindical, o governo deve adotar a apresentação do comprovante vacinal nas escolas como forma de enfrentamento à pandemia e também como mensagem de incentivo à vacinação em massa. “É o mínimo a se fazer para manter alguma segurança dos que convivem dentro da escola”, disse Janete.

A presidente da APP-Sindicato/Foz lembra que não houve investimento para melhorar a infraestrutura dos colégios para responder ao atual momento de emergência em saúde pública. “Nem mesmo educadores foram contratados. Pelo contrário, perdemos funcionários e a terceirização de agentes educacionais mostrou-se um desastre.”

“Esse serviço, que foi entregue para empresas, está custando mais caro e a qualidade é menor”, enfatiza. “Nesse contexto, com estrutura inadequada, falta de servidores e aumento de novos casos de covid-19, é temerário o retorno às salas de aula sem os menores cuidados da parte do governo. É expor a saúde e a vida de educadores e alunos”, conclui Janete Batista.

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