100fronteiras: Qual a sua formação profissional e quando você começou a trabalhar no Sicredi?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Sou formado em Ciências Contábeis e no momento estou concluindo duas pós-graduações, uma em Desenvolvimento Humano de Gestores – DHG na FGV pelo Sicredi e outra em Finanças Corporativas na UDC. Iniciei no Sicredi em 2008 como caixa na agência do Morumbi e por lá fiquei até março de 2019, quando fui convidado para assumir a agência Foz JK, com a ida do então gerente Fernando Marin para a Sede Administrativa. No Morumbi, além de caixa, passei pelas funções de tesoureiro, gerente de Pessoa Física, gerente de Pessoa Jurídica até chegar a gerência onde fiquei por cinco anos. A agência da JK foi inaugurada em 05 de agosto de 2006 e em julho de 2019 passou por uma reestruturação.

100f: Como você vê a sua trajetória dentro do Sicredi, passando por tantas áreas e evoluindo até chegar à gerência?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Eu sou muito grato a cooperativa pelas oportunidades e também as pessoas que sempre acreditaram no meu trabalho. Iniciei como caixa, que na época era o cargo de base e sempre busquei fazer o meu melhor, com dedicação, comprometimento, proatividade, para evoluir dentro da cooperativa. Com a expansão em Foz, fui aproveitando as oportunidades internas. Eu penso que dedicação, proatividade e capacitação são fundamentais para o crescimento em qualquer empresa, e no Sicredi não é diferente, se o colaborador trabalhar esses pontos, pode ter certeza que terá oportunidade.

100f: Você já conhecia o Sicredi antes de começar a trabalhar em 2008?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Na época eu trabalhava em outra empresa e uma colega de faculdade me falou sobre uma vaga no Sicredi. Confesso que não conhecia a empresa e fui pela oportunidade que era bem melhor. Conheci sobre a cooperativa depois que comecei a trabalhar. Hoje sou muito feliz no que faço e tenho muito orgulho de trabalhar nessa empresa. Vejo que cresci e amadureci junto com o Sicredi.

100f: Qual foi o maior desafio quando você assumiu a agência da JK no ano passado?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: O maior desafio foi em relação aos associados, por que a equipe em si eu já conhecia. Lá no Morumbi, como eu comecei no caixa e passei por todas as áreas da agência, eu conhecia todo mundo, então todo associado que entrava na agência eu sabia o nome e muitas vezes até o número da conta. Quando eu vim para a JK, o meu desafio era conhecer os associados da agência. Para isso eu tive muito apoio da equipe, aqui somos em 26 colaboradores e eles foram ajudando a conhecê-los e também na minha adaptação.

100f: Nesse pouco mais de um ano à frente da Agência JK, você conseguiu identificar o perfil desses quase cinco mil associados?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Hoje temos em torno de 4.900 associados, sendo 4.200 associados pessoa física e 700 associados pessoa jurídica. Por mais que temos a maioria de pessoa física, o volume de negócios no segmento empresarial é maior, isso em virtude da região onde a agência está localizada, que é uma área mais comercial do que residencial. Mas se considerarmos além dos associados, os poupadores e conta salário, a agência tem relacionamento com mais de 10 mil pessoas.

100f: Existe muita diferença entre trabalhar com Pessoa Física e Pessoa Jurídica?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: O relacionamento é igual para ambos, o que diferencia são os valores, o tipo de produto negociado. Quando falamos de Pessoa Física buscamos atender as necessidades pessoais, produtos e serviços que utiliza no dia a dia, a aquisição da casa própria, do carro novo, cartão de crédito, entre outros. Na pessoa jurídica não é diferente, mas buscamos atender as necessidades da empresa com os produtos e serviços direcionados a esse público.

100f: E nesse momento de pandemia, a procura por linhas de crédito ou renegociações na Agência da JK foi mais de PF ou PJ?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: O maior número de renegociações e postergação de crédito foi na Física. Mas isso é reflexo da dificuldade que as empresas estão passando e que acabou refletindo no desemprego. Vejo que Foz do Iguaçu, pela atividade turística, foi umas das regiões mais prejudicadas pela pandemia. Em relação as linhas de crédito, houve uma procura maior pelas empresas para aguentar esse período e repor o fluxo de caixa.

100f: O senhor disse que quando chegou na Agência da JK ela passou por uma reforma, o que isso agregou no Sicredi para os associados?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Eu passei por duas reformas, no Morumbi e na JK, e nas duas agências eu senti a satisfação por parte dos associados, pois a gente saiu de um layout mais antigo para algo mais moderno, mais aconchegante. Quando se fala de espaço não teve alteração, o que houve foi uma mudança de layout que deixou o ambiente mais amplo. Toda a estruturação da sede vem de acordo com o novo manual da marca, então ele tem que acompanhar o objetivo de ser simples, próximo e ativo. Todas as agências do Sicredi seguem essa mesma ideia, de realmente ser mais próximo, trazer uma humanização de ambiente, um espaço limpo, claro e objetivo também.

100f: Como você vê a importância de manter esse relacionamento humanizado com os associados da Agência JK?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: Eu digo que no Sicredi o associado não é somente um número, ele é tratado como gente, chamamos pelo nome. O nosso diferencial é o relacionamento, está no nosso DNA se relacionar, olho no olho, estar próximo, ter empatia e se colocar no lugar do associado. Estamos sempre buscando evoluir em tecnologia para melhor atender o associado, mas essa relação próxima tenho certeza que não irá mudar.

100f: E como que você vê a importância da agência da JK para a região e quais as perspectivas de crescimento?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: A abertura da agência aqui na JK foi muito importante para o crescimento da economia local. Hoje a agência tem cerca de R$ 115 milhões de recursos administrados e mais de R$ 80 milhões em crédito, recurso que está aqui na região contribuindo para o desenvolvimento das empresas e da comunidade em geral. Ainda temos muito espaço para crescer. Quando eu vim pra JK meu principal objetivo era esse, expandir, temos muito campo para trabalhar, são muitas empresas instaladas aqui. Acredito que o Sicredi tem muito a desenvolver na região e contribuir para a economia local.

André Dalleaste dos Santos é o atual gerente do Sicredi JK. (Foto: Divulgação)

100f: Quais são os próximos passos do seu trabalho à frente da Sicredi JK?

Sicredi / André Dalleaste dos Santos: A gente estava trabalhando em um projeto de expansão antes da pandemia e ficamos limitados, tivemos que readequar o nosso dia a dia, com trabalho em home office e suspender as visitas, e querendo ou não, isso acabou limitando de certa forma o objetivo que a gente tinha. De qualquer forma, vejo que amadurecemos e evoluímos com a situação atual, também encontramos formas diferente de buscar novos negócios e se relacionar com o associado. A pandemia com certeza trouxe seu lado ruim, pois estamos falando de mais de 110 mil mortes no Brasil e isso é muito triste, mas ela vai deixar um legado de aprendizado e superação para nós.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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