Na vida adulta, um dos primeiros ensinamentos aprendidos, muitas vezes “na marra”, é que qualquer tipo de crescimento envolve algum investimento. O crescimento na carreira corporativa envolve dedicação de tempo e aprendizado desde os anos universitários até o período passado em empresas. O crescimento das reservas monetárias exige adquirir conhecimento sobre finanças pessoais e também sobre as melhores formas de poupar e fazer as futuras reservas crescerem de valor. E por aí vai.

Vê-se algo semelhante na esfera pública, principalmente em tempos nos quais o governo se vê na posição de estimular investimentos empresariais para fazer a nação melhorar seus prospectos econômicos. Essa é uma das grandes motivações por trás dos investimentos públicos diretos, como a construção de novas rodovias ligando cidades-chave na cadeia de produção de algum item local com alto valor agregado. Mas estes estímulos podem vir também de outras maneiras, variando desde linhas especiais de crédito em bancos públicos até parcerias público-privadas e privatizações para a gerência de estradas e empresas.

Numa esfera com menos volume financeiro, mas importante tanto para o país quanto para as nossas vidas, estão os investimentos privados – principalmente aqueles que envolvem dinheiro de fato. Por conta da importância que damos à alocação segura dos ganhos que obtemos com muito esforço por meio do nosso trabalho, quase sempre há uma tensão na escolha de onde colocar aquele dinheiro que sobra no fim do mês. Por sorte, entre tantas coisas boas que a internet nos deu, está o fácil acesso a aprendizados sobre como realizar investimentos nos mais diferentes tipos de mercado, além do acesso a estes mercados em si mundo afora.

Investimentos pessoais para “crescer o bolo”

Os investimentos financeiros mais comuns entre brasileiros ainda são os de renda fixa, principalmente por meio da poupança, de títulos do Tesouro Direto e dos Certificados de Depósito Bancário (CDB). Estes são investimentos muitas vezes simples, que acabam não demandando tanto poder de processamento mental para que seja tomada a decisão relativa a onde e quanto dinheiro deverá ser alocado em troca de taxas de juro – e consequentemente de retorno – mais baixas.

Por muito tempo o investidor brasileiro foi conhecido pelo seu conservadorismo, escolhendo tais investimentos de renda fixa e evitando investimentos mais arrojados. Mas nos últimos anos, conforme o investidor brasileiro adquire mais conhecimento sobre mercados, mais acesso a eles e também mais confiança em suas decisões, vê-se mudanças a passos largos rumo a um perfil mais disposto a tomar riscos em troca de mais retorno nos investimentos.

Muitos são os mercados que recebem investidores financeiros de braços abertos. Um dos mais fascinantes é o mercado de futuros, que envolve a compra e a venda de contratos de títulos financeiros e até de produtos físicos – como soja e milho – que determinam os preços tanto para comprar quanto para vender esses itens no futuro.

Investidores que desejam entrar nesse tipo de negociação podem fazê-lo sem se envolver diretamente com tais contratos. Isso se dá a partir dos CFDs, sigla que vem de “contratos por diferença” (“contracts for difference”, em inglês).

Estes contratos permitem que se especule em torno da subida ou descida do preço de vários ativos oferecidos em mercados mundiais de futuros, indo desde o índice NASDAQ até metais preciosos, como ouro e prata, sem que seja necessário ter a posse destes itens.

Dessa forma, o investidor pode ganhar tanto na subida quanto na descida dos preços, dependendo da sua ordem inicial de compra ou de venda de algum destes produtos e do movimento dos preços no mercado.

Foto: Tumisu/Pixabay

Estes investimentos financeiros claramente se opõem aos investimentos públicos anteriormente mencionados, em que o princípio é o de beneficiar uma grande parte da população – caso da usina hidrelétrica de Itaipu, que fornece energia para mais de 10% do país e quase 90% do consumo de energia do Paraguai a partir de Foz do Iguaçu.

Já os investimentos financeiros têm como fim aumentar os recursos pessoais, ainda que o governo possa também fazer estes investimentos quando tenta, por exemplo, estabilizar ou até alterar o preço do câmbio entre o dólar e o real.

Outra forma de investimento pessoal envolvendo nossas finanças vem por meio do empreendedorismo. Este pode envolver tanto a abertura de um negócio pessoal – fornecendo bens e/ou serviços com boa demanda a nível local ou usando meios como a internet para obter maior alcance – ou parcerias com negócios a partir do investimento de uma quantia no capital social dessas empresas, com retornos sendo obtidos a partir dos lucros gerados (e não reinvestidos) pelo empreendimento.

Todo investimento demandará tempo, concentração e também paciência para sua realização. Mas poucas coisas na vida são tão valiosas quanto que ver o sucesso de uma operação financeira ou de um empreendimento feito à base de muito suor. Não é por menos que uma vez que se entra no mundo dos investimentos, é bem difícil sair dele.

Democracia Inabalada.

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