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 Na última sexta-feira, dia 26, foi decretado pelo governador Ratinho Júnior (PSD) um novo lockdown no estado do Paraná até o dia 08 de março para o combate contra a pandemia da Covid-19. O decreto determina a proibição da circulação de pessoas em espaços e vias públicas das 20 horas até às 05 horas, a suspensão do funcionamento dos serviços e atividades não essenciais, isso incluindo lojas e comércios, entre outros.

No último sábado, 27, foi realizada uma reunião entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu com empresários do setor comercial para serem discutidas estratégias e a possibilidade de flexibilização de algumas regras, ainda mantendo o esforço contra a Covid-19.  Nada ainda foi definido, então as orientações continuam as mesmas do decreto do dia 26, de N° 6.983. A princípio é aguardada novas instruções do Governo Estadual sobre o funcionamento dos serviços e atividades no município. 

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Faisal Ismail, diz acreditar que seria possível um retorno comercial ainda nesta semana, com todos da área e a população cumprindo as normas de distanciamento, uso de máscara obrigatório, disponibilidade de álcool em gel e orientações dentro do estabelecimento. Segundo ele, toda a parte empresarial está engajada para que esse processo ocorra mantendo todos os protocolos sanitários necessários.

Com a pandemia acontecendo há cerca de um ano, muitos comerciantes sentem que estão preparados para enfrentá-la, ainda mais com todas as informações diárias publicadas a respeito da segurança sanitária, então segundo Faisal, eles acreditam que esse novo lockdown não é a melhor escolha para a segurança sanitária. 

“O novo decreto não agrada ninguém, nem é a melhor forma, a forma mais inteligente para reter a pandemia, é uma tentativa já mostrada como frustrada que não leva a correções. Temos outros meios, que é a parte preventiva do processo, que ele é muito mais eficaz localmente, com a parte de isolamento dos locais, como já foi feito”, comenta Faisal sobre os comerciantes, em entrevista para a 100fronteiras.

Acrescenta ainda que: “Infelizmente, parte da população não respeita, não adere às prevenções desse momento de pandemia mundial e infelizmente isso nos leva a esses resultados que estão acontecendo. Toda a parte empresarial está engajada para que esse processo ocorra com todas as medidas sanitárias necessárias”.

Por fim Faisal destaca esperançoso. “A gente imagina que após o período de lockdown, até antes, a gente retorne normalmente, com no mínimo 30% de ocupação dos espaços de estabelecimento, para que possamos ter no mínimo a condição de estar mantendo nossos funcionários, fazendo a folha de pagamento, e também as despesas mínimas, mesmo tendo prejuízo dentro dos comércios”.

Para a prefeitura, com novo decreto: “A expectativa é reduzir o número de casos e de ocupação de leitos nos hospitais que fazem o atendimento a pacientes com Covid-19. Somente em uma semana, entre segunda-feira (22) e domingo (28), foram confirmados 1.618 novos casos e 25 mortes pela doença – um recorde no histórico da cidade. Atualmente, a ocupação do Hospital Municipal é de 100%, e utiliza recursos extras para garantir o atendimento aos pacientes em estado grave”, comenta Leilane Benetta, diretora de Comunicação Social da Prefeitura de Foz do Iguaçu.

O que falam os comerciantes? 

Para Ana Cristina, proprietária da loja de perfumaria Água de Cheiro em Foz do Iguaçu, desde o começo da pandemia vem sendo muito difícil se manter, com um prejuízo assustador.

“No nosso ramo é difícil fazer delivery, os clientes querem sentir as fragrâncias, a textura, temos que despertar o desejo pela compra, e pelo on-line é mais difícil. Outro detalhe, nosso ramo é 50% presentes, e em tempo de pandemia, e agora lockdown, não há comemorações e automaticamente não há presentes”, diz Ana.

Mesmo sendo uma situação muito complicada, Ana acredita ser necessário o novo lockdown.“É a única alternativa no momento, porém deveria ser geral, tudo fechado”, finaliza.

Já para Rubens Krummenauer, proprietário da loja Totaline, essa paralisação pode trazer um reflexo negativo para a economia da cidade, que é voltada ao turismo. 

“Acredito que muitos comércios, não oferecem grandes riscos, pois não existem aglomerações de pessoas no interior da loja, além de seguir rigorosamente todos os protocolos. Já houve tempo suficiente para os órgãos de saúde entenderem quais as atividades oferecem maiores riscos e desta forma trabalhar com objetivo de evitar aglomerações e minimizar os riscos. Lembrando que as aglomerações também acontecem em festas particulares. Não acredito que pequenos comércios ofereçam riscos maiores que, por exemplo, supermercados, filas bancárias, transporte coletivo, entre outras atividades tidas como essenciais. Ainda,  não acredito que fechar o comércio da forma que está sendo feito seja a solução, pois, tem muita gente, muitos jovens aproveitando a paralisação e participando de festas, reuniões e  churrascos, enquanto isso os empresários sofrem e muitos vão pagar esta conta com seus empregos. Penso que deveria existir uma fiscalização para coibir as aglomerações, e uma campanha séria de conscientização, não este terrorismo que muitas vezes vemos na televisão”, queixa-se Rubens.

Para manter as portas abertas, o plano é conquistar os clientes pelo delivery. “Estamos atendendo com entrega a domicílio, tentamos não parar totalmente. Utilizamos as redes sociais para avisar nossos clientes que estamos atendendo respeitando o decreto municipal”, completa Rubens.

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