Esta data é destinada para homenagear os profissionais que trabalham na área do comércio. Ou seja, para aqueles que atuam na venda de produtos e serviços.

Este é considerado um dos trabalhos mais antigos do mundo, sendo o comércio, uma atividade extremamente importante para o desenvolvimento econômico dos países.

Importância do comércio

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Imagem: Pixabay

Nos meados do século XIX, juntamente com a Primeira Guerra Mundial, a relação comercial entre os países teve um crescimento abundante, se acalorando depois da Segunda Grande Guerra. Para se ter uma noção, o total de dinheiro arrecadado com o comércio no mundo já passou dos U$ 61 bilhões, em 1950, para U$ 5,61 trilhões, em 1999, dentre os dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

Conforme informações do Fundo Monetário Internacional (FMI), o comércio está tendo continuamente, um crescimento maior na produção mundial (PIB). Esta evolução ágil do comércio tem uma explicação.

Ele se deve portanto, à diminuição das barreiras alfandegárias e ao desenvolvimento das telecomunicações e dos transportes.

Origem do Dia do Comerciante

O Dia do Comerciante surgiu a partir da criação da Lei nº 2.048, de 26 de outubro de 1953. Esta data faz homenagem ao nascimento de José Maria da Silva Lisboa. Mais conhecido por Visconde de Cairu, o Patrono do Comércio Brasileiro.

O Visconde de Cairu foi o responsável pela criação das primeiras leis que beneficiariam o comércio brasileiro, que antes era totalmente dependente de Portugal.

Uma grande e conhecida ação sua, foi aconselhar o rei português D. João VI a assinar a Carta Régia, em 28 de janeiro de 1808, abrindo os portos brasileiros ao comércio exterior.

Tecnologia e comércio

O fácil acesso às novas tecnologias de comunicação, devido ao seu barateamento, permite a pesquisa de mercado. Além da realização de novos polos de compra e venda.

Em vista dos meios de transporte, a construção e o aperfeiçoamento de rodovias, ferrovias, portos marítimos e aeroportos, naturalmente, tendem a facilitar o deslocamento de produtos.

Comércio e a pandemia

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Comerciantes e donos de restaurantes e bares em Foz do Iguaçu pedem por melhor gestão quanto a crise da Covid-19. Foto: Instagram Django

Umas pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no ano passado, mostrou que, 46,8% das empresas do comércio perceberam queda nas vendas em decorrência do isolamento social na primeira quinzena de julho de 2020. Enquanto isso, para 26,9% delas, o impacto foi pequeno ou negativo e para 26,1%, positivos.

Empório das Piscinas – Luiz Ritter

“A pandemia veio a nos empurrar para um outro âmbito de gestão administrativo e comercial. A escassez e a alta de produtos aliados ao cenário mundial, nos elevou a um outro patamar administrativo. A questão de ‘lazer em casa’, começou a ser visto com outros olhos pelo consumidor. O que antes era supérfluo, hoje é questão de ‘qualidade de vida familiar’. Acreditamos que dias melhores virão, e a empresa mais que sólida por passar por tudo isso, colherá os frutos que tanto almejamos, dando aos nossos clientes e amigos, a credibilidade e confiança em acreditar nos nossos produtos e serviços. Os desafios ainda serão grandes, mas o que enxergamos a frente é ainda maior.”

O comércio

  • Comércio varejista (54,6%), teve o maior contingente de empresas com percepção de impacto negativo sobre as vendas;
  • Setor de serviços, as atividades mais afetadas foram as de serviços profissionais, administrativos e complementares (48,1%) e de serviços prestados às famílias (47,7%);
  • Indústria e na construção, a redução de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente.
  • Comércio de veículos, peças e motocicletas foi o que mais mostrou impacto positivo sobre as vendas, atingindo 40,5% das empresas do segmento.

Ainda de acordo com esse levantamento, 47,4% das empresas disse não ter percebido impacto negativo sobre a capacidade de fabricação dos produtos ou de atendimento aos clientes. Para 11,3%, houve facilidade.

Já, para 41,3% das empresas, foi alegado dificuldades no contexto pandêmico.

Impacto da Covid-19 na realização de pagamentos

  • 47,3% das empresas encontraram dificuldade;
  • 46,3%, não houve alterações significativas em relação à quinzena anterior;
  • 5,1% alegaram ter tido facilidade.

Manutenção de empregos

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Foto: Reprodução internet.

Ainda sobre a pesquisa realizada pelo IBGE, oito em cada dez empresas mantiveram funcionários contratados na primeira quinzena de julho do ano passado. Enquanto isso, 13,5% confirmaram ter feito demissões. Apenas 5,3% delas disseram ter aumentado o quadro de pessoal no período.

O IBGE, relatou que a manutenção dos empregos foi um comportamento disseminado entre os setores econômicos:

  • Indústria (79,2%);
  • Comércio (77,6%);
  • Construção (77,6%);
  • Serviços (84,3%).

O maior percentual de empresas que demitiram é na faixa de 50 a 499 funcionários, sendo que empresas de maior porte demitiram 500 funcionários ou mais).

Relação às medidas adotadas diante do isolamento social

  • 22,4% das empresas anteciparam as férias de funcionários;
  • 38,7% adotaram trabalho domiciliar;
  • 12,8% obtiveram linha de crédito emergencial para pagamento da folha salarial;
  • 37,6% adiaram o pagamento de impostos;
  • 32% alteraram o método de entrega de produtos ou serviços;
  • 18% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos ou serviços.

Penso não ser uma pessoa que saiba, mas que busca o conhecimento

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