Ecomuseu de Itaipu abre duas novas exposições nesta quinta-feira (21)

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Nesta quinta feira, 21 de novembro à partir das 18h30 o Ecomuseu de Itaipu realizará a abertura de novas exposições temporárias

“Asas da memória – Santos Dumont na Terra das Cataratas” e “Sinta”, com obras do artista plástico Adriano Monanc, ficam em cartaz até março. Recupera a passagem do pai da aviação a Foz do Iguaçu, em 1916, e o seu esforço para transformar as Cataratas do Iguaçu em um parque nacional. A outra exposição é “Sinta”, com obras do artista plástico iguaçuense.

O grupo Sombom, formado por empregados de Itaipu, fará uma apresentação na abertura, com temas da Música Popular Brasileira (MPB). Também participarão três bisnetos do pioneiro Frederico Engel, dono do hotel onde Santos Dumont ficou hospedado em Foz do Iguaçu, no início do século passado, e representantes da Escola Municipal Frederico Engel e do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Foz do Iguaçu.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, e o diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, participarão da recepção aos convidados. A Diretoria de Coordenação é a área responsável pela manutenção do espaço.

“Asas da memória” foi organizada pela jornalista Izabelle Ferrari e pelo empresário Sérgio Teixeira, a partir de pesquisas sobre a vida, as obras e a viagem de Santos Dumont ao Paraná. Os visitantes vão conhecer detalhes da infância do aviador, em Minas Gerais, o impacto da literatura de ficção científica na sua formação, especialmente do escritor francês Júlio Verne, até a fase adulta e as principais invenções.

A exposição contará com fotos, vídeos e vai exibir um mapa com o longo e difícil trajeto percorrido pelo pai da aviação de Foz do Iguaçu a Curitiba. Na capital do Estado, Dumont convenceu o então governador Affonso Camargo em transformar o entorno onde hoje está localizado o Parque Nacional do Iguaçu em área de utilidade pública. “Posso dizer-lhe que esta maravilha não pode continuar a pertencer a um particular”, teria dito na época o aviador.

Outro destaque da exposição é um espaço cenográfico com a recriação de ambientes do hotel de Frederico Engel no período em que hospedou Santos Dumont. O visitante poderá ainda conhecer a réplica de uma das invenções mais curiosas do aviador (um jogo de mesa e cadeiras com quase dois metros de altura) e visitar o espaço kids, com livros que estimulam a criatividade.

O expressionismo de Monanc

A exposição “Sinta”, de Adriano Monanc, reúne 11 obras em estilo contemporâneo com traços expressionistas, como define o autor, tendo como principal inspiração a fauna e a flora da região Oeste do Paraná.

O trabalho mescla diferentes técnicas e suportes, como papel, tecido, madeira, gesso, látex, grafites, aquarelas, impressões digitais e fotografias, incluindo pigmentos trabalhados com fogo e reações químicas.

Entre os temas mais recorrentes na obra do artista, que é autodidata, estão a borboleta e o sol. Em 2011, ele retratou as Cataratas do Iguaçu durante um sobrevoo, ação que ajudou a transformar o atrativo em uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Do acervo exposto no Ecomuseu de Itaipu, sete quadros foram feitos exclusivamente para a mostra. O artista já apresentou seus trabalhos na França, Bélgica, Principado de Mônaco, Emirados Árabes e Estados Unidos.

Como visitar

As exposições “Asas da memória – Santos Dumont na Terra das Cataratas” e “Sinta” serão abertas ao público a partir de sexta-feira (22) e ficarão em cartaz até março de 2020. As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Além das exposições temporárias, o Ecomuseu exibe fotografias, peças e objetos de época que ajudam a contar a história da região de Foz do Iguaçu, desde o período pré-histórico até a construção da usina de Itaipu. Moradores de Foz do Iguaçu e da região trinacional não pagam para visitar o espaço.

Mais informações e reservas no site www.turismoitaipu.com.br.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

 




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