Desafios ajudam a romper barreiras – Talita Dias Schallenberger

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Por: Patrícia Buche

Fotos: Raphael Lovaski

Vestidos de festa: Bel Art

Make: Raphael Lovaski

Acessórios: Letícia Sarabia 

Talita Dias Schallenberger é daquelas pessoas que entenderam o sentido da vida e fizeram de cada dificuldade uma oportunidade para ser cada vez melhor. Hoje, aos 30 anos, ela sabe que nada é por acaso e se considera abençoada por todas as conquistas.

Apaixonada pela sua profissão, de psicóloga, ela acredita que a capacidade de compreender a si mesmo possibilita modificar os comportamentos e sentimentos, fornecendo habilidades necessárias para superar suas dificuldades e crenças.

Talita relata que uma das dificuldades pessoais é acordar cedo, diante disto busca atender seus pacientes na parte da manhã. “Eu tenho mais disposição à tarde e à noite, mas busco modificar este comportamento me desafiando, até porque nas terapias o terapeuta e paciente trabalham juntos, de forma ativa, buscando estratégias para lidar com as situações. Então eu não posso falar para meus pacientes algo que não exerço.”

 

A profissional conta que não tem uma rotina diária e que um dos seus hobbies preferidos é receber amigos e familiares em sua casa. “Amamos receber pessoas em nossa casa, preparar um churrasco, uma janta e cafés, fazendo eles se sentirem em casa.”

E apesar de gostar muito de comer, ela revela que vem buscando a mudança de hábitos com relação à alimentação saudável e atividades físicas. “Eu sinto que as coisas que estão acontecendo comigo hoje estão me fazendo prestar mais atenção à minha saúde, e preciso mudar o quanto antes, e o que estiver ao meu alcance buscarei fazer; o que for impossível, Deus fará por mim.”

Essa convicção vem da fé que ela tem em Deus. “A maior inspiração de minha vida é a intimidade que tenho com Deus, o apoio de minha família, sem contar o companheirismo do meu esposo, onde juntos construímos a nossa história ao longo de dez anos de casados.”

E durante uma década ela viveu inúmeras experiências; uma delas foi com o café. “Eu não tomo café, não sei fazer um café bom, mas meu esposo gosta de tomar, e ele sempre me pedia para fazer, e isto me gerava um certo desconforto. Foi então que diante disso comecei a buscar mudar a forma de pensar, que não importava se eu gostasse ou não, se eu sabia fazer ou não, se ao fazer o café era algo de importância para meu esposo, que eu fizesse da minha melhor maneira. Hoje eu faço o café – não sei se é bom, mas ele toma [risos] – e eu faço não somente para agradá-lo, pois pude perceber que muitas das vezes nos limitamos diante de um pensamento e não buscamos modificá-lo. Por isso, pode parecer algo pequeno, mas para mim foi uma decisão muito difícil, porque me desafiou a aprimorar algo que não domino e consequentemente me fez romper barreiras que gerava limitação em mim.”

Diante dessa experiência, a psicóloga desenvolveu a “Terapia com Café”, com o intuito de promover uma aceitação da psicoterapia, porque ainda existem pessoas que não se sentem confortáveis em falar: “Eu faço ou eu vou na terapia”. Porém quem sabe ao falar “eu vou tomar café” essa pessoa se sentirá mais confortável e assim terá a oportunidade de ver a psicologia sob novo olhar, gerando uma tomada de atitude por meio de uma mudança na forma de pensar e se comportar.

Assim sendo, hoje, mais do que nunca, Talita sabe que tudo o que acontece na vida tem algum motivo, e ela usa cada detalhe como forma de aprendizado na vida pessoal e profissional. “Acredito que a maior lição da minha vida é: antes de querer ajudar o outro, ajude a si mesmo e tenha a humildade de reconhecer que você é falho e que através disto pode descobrir suas forças e dar sentido à sua vida.”




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