Hospital Municipal de Foz do Iguaçu

Segundo resultado de mais uma etapa do inquérito sorológico – que tem como intenção prever o comportamento da pandemia em Foz do Iguaçu, mostrou que a quantidade de pessoas que tiveram contato com o vírus no município está em torno de 35%.

O teste foi feito na semana passada com 657 pessoas, para mostrar o índice de transmissibilidade, destas, 232 deram positivo para IgG. Estimativa de 91293 pessoas (35%) com Covid-19, com margem de erro de 3,43%.  A análise é preditiva, baseada em análise amostral. Ou seja, ela é feita para tentar desenhar cenários futuros da pandemia na cidade.

Conforme Fábio Marques, diretor técnico do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e membro do comitê de enfrentamento à epidemia do Coronavírus, para se ter o resultado são realizados testes por amostragem na população. Ele explica que é como se fosse feito uma pesquisa do instituto Kantar Ibope. Com isso é possível ter uma estimativa.

Qual a relação que podemos fazer disso com o dado do inquérito sorológico?

Para o diretor técnico, Foz do Iguaçu está provavelmente passando para a metade da pandemia. E isso pode ser um bom sinal para o município. “Existe a teoria da imunidade de rebanho, que quando a gente chega a 50% 55% a tendência da pandemia é que ela fique bem fraca e o índice de transmissão diminua bastante”.

Segundo ele, estamos indo para o momento final, mantendo uma taxa de letalidade baixa, o que é um indicador positivo.

Fábio Marques, diretor técnico do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e membro do comitê de enfrentamento à epidemia do Coronavírus

Taxa de letalidade

O médico diz que a taxa de letalidade de Foz do Iguaçu tem índice de 0,9% – sempre girando em torno desse número. “Foz do Iguaçu tem uma taxa de letalidade que poderíamos dizer que é ¼ da Alemanha, a Alemanha tem um índice de letalidade de 4%”.

Já a taxa do Brasil, varia de 4 e 5%, enquanto no Rio de Janeiro esse índice está em torno de 9% e o Paraná em 4%.

“Esse é o principal índice. Ele mostra a qualidade na assistência que está sendo prestada, e isso faz parte de uma estratégia conjunta que envolveu muitos atores, desde o plantão telefônico e da telemedicina, até a realização dos testes de PCR em grande quantidade. Soma-se a isso a ampla retaguarda hospitalar disponibilizada. A estratégia do plantão telefônico do COVID e a telemedicina, realizados em parceria com a Unila, com apoio da prefeitura de Foz, e disponibilizados logo no início da pandemia, deram conforto e segurança à população. Isso permitiu ao cidadão de Foz, e de cidades vizinhas, tirar dúvidas, agendar exames e receber receituário médico e atestado estando no conforto do lar. Isso tudo reduziu a circulação de pessoas pela cidade. Além disso houve acompanhamento quase diário dos casos positivos pela telemedicina. Foi uma estrutura que demandou muito esforço logo no início da pandemia, mas que se refletiu nos indicadores positivos da região.”

Fabio Marques

População

Segundo a análise positiva, tange a possibilidade de – talvez – ter medidas de mais flexibilização. Fabio conta que o comitê de enfrentamento à epidemia do Coronavírus de Foz do Iguaçu irá apresentar ao Governo do Estado do Paraná os resultados.

Frisa, porém, que depende da adesão da população, do comportamento das pessoas. “Desde que as pessoas respeitem as medidas de distanciamento”.

O distanciamento social é relevante por quê?

Fabio explica que o distanciamento ajuda a diminuir a velocidade de transmissão da doença e com isso, o município consegue ter a retaguarda hospitalar. “Enquanto a gente tem retaguarda hospitalar a gente consegue manter o índice de letalidade baixa”.

Conforme ele, quando há um esgotamento nessa retaguarda, a taxa de letalidade multiplica. “Quando há um esgotamento na retaguarda hospitalar a taxa de letalidade multiplica, chega a 12%, 14%, tem países que chegaram a 16%, 18%, é sempre importante trabalhar com esses números”.

Foz do Iguaçu registra o 18º óbito de paciente vítima da Covid-19

A paciente, uma idosa de 79 anos, portadora de Alhzeimer, estava internada na unidade desde o dia 8 de julho, quando foi admitida na enfermaria da ala Covid, com resultado positivo para a doença. Ela apresentava histórico de febre, pressão baixa, cansaço, falta de ar e tosse seca.

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1 Comentário

  1. Fiz este exame e até hoje não sei o resultado , já faz dói meses e ninguém sabe me dizer qual foi o resultado já liguei um monte , me informaram que estava em andamento, e de duvidar desse departamento.

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