A grande maioria de cães e gatos criados no Brasil tem origem em países de clima temperado, com invernos mais rigorosos que o nosso.

Apesar disso, muitas questões são levantadas sobre os cuidados que deveríamos ter com esses animais no nosso inverno.

Naturalmente sabemos que a exposição ao frio de forma continuada é uma das causas de baixa imunidade, levando ao aparecimento de doenças oportunistas como as infecções respiratórias. Mas então o que fazer para evitar isso? Primeiro, compreender que os animais mais expostos são aqueles mantidos nos quintais ou canis. Diferentemente dos criados dentro de casa, que podem encontrar abrigo facilmente, os animais criados fora de casa podem não ter essa opção. Devemos avaliar se o local onde eles ficam não está sujeito a correntes de ar frio, se os pets não estão sendo mantidos em locais úmidos e se podem abrigar-se em lugares mais confortáveis. É certo que muitos tutores bem-intencionados veem suas lindas caminhas ou ainda roupinhas, compradas com todo amor, serem destroçadas pelos impetuosos e bagunceiros de plantão. Essa experiência é frustrante para muitos tutores, mas a verdade é que não devemos pensar que os animais compreendem nossas intenções. Rasgadas ou não, eles ficam felizes mesmo assim com esses mimos. Também cuidados especiais devem receber outras espécies, como os pássaros e os peixes. Sobre o uso de roupinhas, um acessório amado por muitos tutores no inverno, vale lembrar que são tidas como fontes de problemas de pele importantes como coceiras, formação de nós, dermatites, entre outras, pois diminuem a capacidade de ventilação da pele, favorecendo o crescimento de fungos e bactérias. Todavia nada impede o uso da roupinha em um passeio na rua ou na casa da vovó. Também vale lembrar que no inverno nossos pets tendem a comer mais, como a gente, e devem estar com todas as vacinas em dia. Banhos somente devem ser programados para os dias mais quentes. *Paulo Henrique da Silva, Graduado em Medicina Veterinária pela Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1991). Mestre em Ciência Animal pela Universidade do Oeste Paulista (2013), Especialista em Clínica Médica e Cirúrgica em Cães e Gatos pela Universidade Federal do Paraná – Campus Palotina(2008) e em Marketing e Propaganda pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Cascavel (1999). Professor Celetista no Centro Universitário Dinâmica das Cataratas nas disciplinas de Patologia Clínica Veterinária e Anestesiologia Veterinária (2012-2016). Pós-graduando em Gestão Empresarial pela FGV. Atualmente trabalha como Clínico e Cirurgião Geral na PetBrazil Clínica Veterinária em Foz do Iguaçu-PR. Desenvolve atividades de Responsabilidade Técnica e manejo de cães de detecção em vários estados do Brasil. Tem experiência na rotina de atendimento de cães e gatos há 28 anos ininterruptos.  
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Fotografia Pet: Google Imagens. / Fotografia Paulo Henrique – Fozcolor – Leonardo Sergel.
Paulo Henrique da Silva

Graduado em Medicina Veterinária pela Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1991). Mestre em Ciência Animal pela Universidade do Oeste Paulista (2013), Especialista em Clínica Médica e Cirúrgica em Cães e Gatos pela Universidade Federal do Paraná – Campus Palotina(2008) e em Marketing e Propaganda pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Cascavel (1999). Professor Celetista no Centro Universitário Dinâmica das Cataratas nas disciplinas de Patologia Clínica Veterinária e Anestesiologia Veterinária (2012-2016). Pós-graduando em Gestão Empresarial pela FGV. Atualmente trabalha como Clínico e Cirurgião Geral na PetBrazil Clínica Veterinária em Foz do Iguaçu-PR. Desenvolve atividades de Responsabilidade Técnica e manejo de cães de detecção em vários estados do Brasil. Tem experiência na rotina de atendimento de cães e gatos há 28 anos ininterruptos.

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