Neusa Miguens é daquelas pessoas que nasceram para ajudar ao próximo. Com uma vida voltada ao voluntariado, ela iniciou ainda aos 14 anos o trabalho voluntário quando fez um curso de braille em Niterói (RJ) e passou a dar aulas em uma associação fluminense, de lá para cá, trabalhou em Brasília, Estados Unidos e Chile, doando seu tempo e seu amor aos idosos e crianças. Um trabalho feito em conjunto com a família naval.

Chegou à Foz do Iguaçu há 13 anos com o esposo e no dia 18 de junho de 2017 participou da criação das Voluntárias Cisne Branco, implantado na Capitania Fluvial do Rio Paraná. “Dentro desse projeto surgiram os subprojetos, como a obra do berço, onde trabalhamos fazendo enxovais para a família naval. Também realizamos visitas aos hospitais, onde levamos a palavra de Deus e o maestro que entoa canções aos enfermos. Realizamos duas campanhas por ano de doação de sangue para o Hemonúcleo de Foz, uma pela Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) e outra pela Cisne Branco. Também realizamos doações ao Lar do Velhinhos e temos nosso tradicional Café Oncofoz, onde as voluntárias se dedicam de corpo e alma”, destaca.

Foto: 100fronteiras

“A gente se emociona em ver o resultado desse trabalho”.

Neusa Miguens

O trabalho voluntário de Neusa Miguens em meio à pandemia

Neusa explicou no programa Clube 100fronteiras da Rádio Clube que a pandemia dificultou alguns dos trabalhos que antes elas realizavam, já que as voluntárias fazem parte do grupo de risco, mas que mesmo assim, não as impediu que continuassem a fazer. “Vamos levar esses projetos até o fim. Na pandemia não pode ser presencial, mas continuamos trabalhando, recolhendo as doações”.

As doações acontecem tanto por delivery, como também de forma presencial, com voluntárias que não fazem parte do grupo de risco e se deslocam até os locais.

“Apesar de estar muito difícil não poder comparecer aos locais, nós não deixamos ninguém de fora, sempre estamos correndo atrás. Fizemos 8600 máscaras e cada uma fez de forma isolada em sua casa. Doamos pra Marinha, pro Exército, pra Aeronáutica, pra cadeia feminina de Foz e pra Capitania de Paranaguá. A diretora da cadeia feminina gostou muito e então doamos rolos de tecido e mil metros de elástico para que as detentas pudessem confeccionar também e nos ajudar”.

Além disso, ela destaca que o batalhão cedeu três rolos de tecido fechado para ajudar na confecção das máscaras e que o trabalho de confecção foi feito pelas voluntárias Cisne Branco e por uma empresária da cidade.

“A colaboração da sociedade foi surpreendentemente fantástica. Diariamente nascem crianças e os enxovais que entregamos são completos e sempre precisamos de ajuda e conseguimos. Além do mais, esses dias eu recebi uma ligação do primeiro curado de Covid aqui em Foz, que diz acompanhar meu trabalho e se ofereceu para ajudar. Eu estava fazendo uma arrecadação de cafeteiras pra Oncofoz e esse senhor ajudou doando café, açúcar e 300 cobertores. É uma gratidão muito grande”.

Atualmente Neusa trabalha com uma equipe de 30 voluntárias de diversas áreas, como advogadas, dentistas, psicólogas, mulheres do lar, e também as esposas dos sargentos, cabos e soldados. A sociedade de modo geral também as ajuda, principalmente nos momentos em que mais precisam.  

Questionada de onde vem o segredo para a vitalidade, Neusa é concisa. “O segredo da vitalidade é muito amor ao próximo. Estou sempre pronta a me doar. O voluntariado é doação, dedicação, é ação”, finaliza.

Para quem se interessar em conhecer mais sobre os projetos e também ajudar com doações, podem entrar em contato com a Capitania Fluvial do Rio Paraná, com a 100fronteiras ou diretamente com a Neusa pelo whats + 55 (45) 99118-4883.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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