Segundo matéria publicada pela Agência de Informação Paraguaia, o vice-ministro da Economia do Paraguai, Humberto Colmán, informou, na quarta-feira (6), que uma recuperação econômica no país guarani é esperada no terceiro e quarto trimestre de 2020.

No bloco “Contas a Pagar”, transmitido pela TV Paraguai e pela Rádio Nacional do Paraguai, o vice-ministro falou que, por conta das medidas adotadas para conter o covid-19 e da redução significativa nas atividades econômicas, é a partir do segundo semestre que o país espera uma forte recuperação da economia.

O vice-ministro da Economia do Paraguai, Humberto Colmán. Foto: Agência IP

“As organizações internacionais preveem uma queda de 3% para toda a economia mundial, e isso é muito, já que a economia mundial cresce a uma taxa de 2% a 3%.” Ele disse que a maior parte dessa queda é explicada pelo declínio do comércio internacional, que estima uma diminuição global nas importações e exportações de 15%.

“Isso tem impacto no nível local, no entanto as medidas sanitárias implementadas aqui foram as que tiveram maior impacto no comércio de bens e serviços no setor comercial em particular, e é isso que explica a perspectiva do Banco Central, que já atualizou sua projeção oficial que seria uma queda de 2,5% durante todo o ano e que estaria concentrado no segundo trimestre. No terceiro e quarto trimestre, já haveria uma recuperação”, frisou o vice-ministro.

Ele afirmou que a projeção de arrecadação de impostos, se houver um pequeno aumento, atingirá 1%. Colmán explicou ainda que, por meio das medidas implementadas pelo governo nacional e executadas via Lei de Emergência, estão tendo um impacto significativo: US$ 800 milhões até o momento.

“Deste total, cem milhões foram destinados à saúde, cem milhões de dólares para subsídios aos trabalhadores informais da IPS, cem milhões executados através de Pytyvõ, 42 milhões de dólares para o fortalecimento de MPME, valor ao qual devemos acrescentar outros 200 milhões de dólares provenientes do Banco Mundial”, ressaltou.

Conforme o vice-ministro, as transações feitas pelo Estado, como pagamentos a aposentados e salários de professores, profissionais da saúde e forças públicas, somaram US$ 110 milhões. Já a carteira fiscal transferiu recursos avançados de US$ 30 milhões para idosos de Tekoporã; e para Ñangareko, US$ 26 milhões.

“Com todos esses desembolsos, alcançamos US$ 800 milhões executados sob a Lei de Emergência. Isso significa que este ano os gastos do governo aumentarão, explicados em todos esses conceitos. O déficit fiscal [diferença entre receitas e despesas] do Estado aumentará em relação ao ano passado. O Estado, com a Lei de Emergência, está autorizado a assumir dívidas e financiar essas despesas extraordinárias, portanto esses déficits fiscais têm a ver com as despesas incorridas com dívidas totalmente financiadas”, finalizou o vice-ministro da Economia, Humberto Colmán.

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