O presidente da República do Paraguai, Mario Abdo Benítez, afirmou que, enquanto a pandemia não for controlada nos países vizinhos – como Argentina, Brasil e Bolívia –, as fronteiras não serão abertas. Benítez disse que o governo, porém, fortalecerá os programas sociais para ajudar os comerciantes da fronteira. Ele admitiu que há muita demanda por parte dos habitantes das cidades fronteiriças, os quais, segundo ele, são os mais afetados em termos econômicos pela crise causada pelo coronavírus. O mandatário anunciou que o subsídio econômico será destinado aos moradores de Salto del Guairá, Alto Paraná, Ciudad del Este, Capitão Bado, Bella Vista, entre outros. “Sei que eles estão passando por maus momentos, estão se mobilizando para a reabertura de fronteiras, eu os entendo. Pedi ao ministro das Finanças para fortalecer os programas de Pytyvo, principalmente para esses distritos”, relatou. Benítez expressou preocupação com a situação que o Brasil atravessa durante a pandemia. “Com a dor na alma para aqueles que sofrem, quero enviar uma mensagem do norte de que o sacrifício que estão fazendo é salvar a vida de paraguaios e paraguaios inocentes”, declarou Abdo Benítez.
O presidente da República do Paraguai, Mario Abdo Benítez
                          Para os comerciantes Benítez pediu compreensão e desculpas aos comerciantes das fronteiras e ressaltou que o país não abrirá as fronteiras enquanto o coronavírus não for controlado na região. “Porque todo o esforço que foi feito, podemos perder se permitirmos a abertura de fronteiras. Hoje, mais de 80% dos casos positivos no Paraguai estão nos abrigos que cumprem a quarentena da saúde.” Falou ainda que os comerciantes têm todo o direito de demonstrar sua insatisfação, no entanto pediu que os protestos sejam feitos de forma pacífica e ordeira, respeitando os protocolos sanitários. Segundo ele, com essa grande responsabilidade nas mãos, o Paraguai escolheu cuidar da vida dos compatriotas. Mario reiterou também que o país guarani continuará a criar programas de assistência para os moradores fronteiriços, que sirvam de contenção para superar a crise econômica gerada pela pandemia.

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