Rebeca Grynspan, chefe da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), disse em comunicação com a Rádio Nacional do Paraguai que o país será um dos com a recuperação econômica mais rápida após a pandemia causada pelo novo coronavírus.

Rebeca Grynspan, Secretária-Geral Ibero-americana Foto: SEGIB

“Embora não possa prever uma data, acredito que a recuperação econômica será rápida para o Paraguai. Embora em 2021 ocorra uma queda em todos os países da América Latina, em alguns a recuperação será mais acelerada”, afirmou Grynspan.

Rebeca sustentou que em 2021 o país guarani deverá crescer acima de 3%. Alertou, sobretudo, que alguns setores continuarão sendo mais afetados que outros, exigindo apoio e assistência do governo. Por exemplo, o dos trabalhadores informais ou de construção civil.

“É preciso ter em mente que, depois disso, as pessoas terão mais cuidado com suas despesas e só gastarão em itens essenciais, como alimentos e outras necessidades básicas. Então esses setores ficarão para trás”, enfatizou ela, para quem, nesse sentido, os governos latino-americanos devem continuar ajudando esses setores, como também as pequenas e médias empresas, para que o efeito da crise não se estenda ao longo do tempo.

Rebeca aponta ainda que as ações tomadas hoje são essenciais para impedir que uma crise conjuntural se transforme em estrutural e em outra década perdida para a América Latina. Para isso, Grynspan insistiu que o sistema de proteção social adaptado ao setor informal deve ser ampliado, “pois esse grupo nem sempre está dentro dos limites considerados vulneráveis ​​ou abaixo da linha da pobreza”.

Precisamos nos fortalecer

“Estamos no século 21, e ainda não temos um sistema universal de saúde que cubra todos os cidadãos. Não temos um sistema universal de proteção social e previdência social em nossos países. Não há dúvida de que, no futuro, teremos que investir muito mais em nossos sistemas de saúde, em nossos sistemas de proteção, para poder cobrir toda a população”, frisou.

A chefe da Segib também expressou a necessidade de fortalecer redes de pesquisas científicas e de maior cooperação em nível global, afirmando ainda que essa pandemia nos mostra a fraqueza e as tarefas não cumpridas do século 20. “É uma oportunidade de reconstruir, não o mesmo, mas melhor”, finalizou a entrevista.

Capital do Paraguai, Assunção Foto: Lilian Grellmann

Fonte: Agência de Informação Paraguaia

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