Mario Abdo Benítez, presidente da República, informou, nesta segunda-feira (27) pela manhã, que as aulas presenciais estão suspensas até dezembro, como medida para impedir a disseminação do coronavírus.

O presidente disse, em entrevista coletiva, que foi debatida e analisada entre várias autoridades do país guarani a conjuntura sobre as possíveis hipóteses dos setores vulneráveis, com relação à transmissão do novo vírus. A intenção é que os estudantes não estejam em risco com a disseminação do covid-19.

“Informamos a decisão do adiamento das aulas presenciais até o mês de dezembro. Essa decisão é inédita, e pedimos a cooperação de todos”, afirmou o presidente na coletiva.

O ministro da Saúde e Bem-Estar Social, Julio Mazzoleni, explicou que a decisão foi tomada porque o corpo discente está sob alto risco de propagação do covid-19. Ou seja, pode transmitir para os pais e outros membros da família.

“Apesar de ser um grupo que, em teoria, talvez não corresponda a um grupo vulnerável, as crianças podem ser infectadas, principalmente algumas que podem ter doenças subjacentes; para elas o contágio do coronavírus pode representar um alto risco”, declarou Mazzoleni com relação às crianças.

Aulas nas universidades
O ministro da Educação e Ciências (MEC), Eduardo Petta, afirmou na coletiva que a regra geral é evitar a aglomeração e que a questão das universidades será discutida com o Conselho Nacional de Educação Superior (Cones).
Já Raul Aguilera, presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional de Avaliação e Acreditação da Educação Superior (ANEAES), disse, em entrevista à rádio ABC Color, que 54 universidades têm autonomia em relação ao MEC e que dependerá do Cones. Reconheceu, porém, que será difícil o retorno das aulas presenciais durante o restante de 2020.
No caso do curso de Medicina, Aguilera acrescentou que existem vários módulos relacionados a laboratórios e práticas que não podem ser desenvolvidos virtualmente.

 

 

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