Desde fevereiro deste ano, com a crise da segunda onda da Covid-19, o comércio no Paraguai vem passando novamente por dificuldades, e isso está ocorrendo em consequência do alto número de infectados pelo vírus da corona no país vizinho.

Com restrições mais rígidas para o combate da Covid-19, vários empresários de Ciudad del Este relataram a falta de movimentação nos comércios da cidade. 

Muitos turistas suspenderam as viagens para Foz do Iguaçu e Paraguai, e muitos também acreditam que a ponte, no momento, está fechada. Porém ela está aberta. O que só dificulta mais ainda o trabalho dos comerciantes.

O cenário não é muito animador no momento: “Março foi zero atividade e em abril continuamos da mesma forma. As pessoas esperavam que nessa época já tivéssemos um volume maior de negócios, mas não foi assim. Entre novembro, dezembro, parte de janeiro e fevereiro tivemos gente comprando, mas nada em março ”, falou a empresária Natalia Ramírez Chan em entrevista para o jornal LaClave.

A perspectiva para o comércio no Paraguai

As lojas ainda estão longe de conseguirem se recuperar do fechamento da fronteira em 2020, ainda mais com a falta de movimentação no comércio no Paraguai por parte de turistas e moradores.

ciudad-del-este-cde-fronteira-paraguai-julho-2020-pandemia
Comércio no Paraguai. Foto: Evelin Fretes – 100fronteiras.

Grande parte das lojas de Cidade do Leste tiveram que fechar suas portas nesse período, e infelizmente, se a situação continuar desse jeito, muitas outras irão fechar nos próximos meses. A economia de turismo, incluindo aí o comércio, é uma das principais bases da cidade, e também do Paraguai, então estão fazendo de tudo para continuar em pé.

Agora, os comerciantes acabaram por reduzir seus preços e despedir funcionários, segundo a empresária Natalia. “Estou em branco no momento, não sei o que te dizer. A perspectiva que tínhamos é que, nesta altura deste ano estaríamos muito melhor, mas agora não posso te dizer se estaremos melhor em junho, talvez em novembro, as compras de fim de ano devem trazer o movimento de novo”, disse a empresária.

Ela ainda descreve a situação econômica e de saúde na cidade como muito difícil e complicada. “A covid-19 torna tudo muito incerto. Os decretos de restrições assustaram os compradores, isso sendo em março quando em Foz do Iguaçu não era possível circular, então aqui retrocedemos na Semana Santa”, finalizou.

Diálogos 100fronteiras

3 Comentários

Deixe a sua opinião