Com mais de um ano de atuação, o Programa Acelera Foz, desenvolvido e coordenado pela Itaipu Binacional, PTI-BR, Prefeitura de Foz do Iguaçu, Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Associação Comercial e Empresarial (ACIFI) e Conselho Municipal de Turismo (Comtur), já vem colhendo os frutos dos projetos lançados durante a pandemia como forma de diversificar a economia da cidade e transformar Foz do Iguaçu em um polo de inovação.

General Eduardo Garrido
General Garrido, diretor superintendente do PTI.

Programa Acelera Foz precisa do apoio da comunidade

A cada dia mais, a cidade tem se destacado por seu potencial econômico voltado às tecnologias. Essa afirmação é do diretor de Negócios e Inovação do Parque Tecnológico, Rodrigo Régis. “Trabalhamos diariamente para que grandes empresas e também startups valorizem cada vez mais Foz do Iguaçu e vejam a cidade como potencial de sede para seus empreendimentos”, comenta Régis. “Junto com os demais atores ativos do município, temos criado um ambiente cada vez mais atraente”, complementa. Com isso, Foz sai na frente, contendo o primeiro bairro público inteligente do Brasil, a Vila A, um espaço de oportunidades para que empreendedores invistam na cidade.

Rafael Deitos - diretor técnico PTI
Rafael Deitos. (Foto: Lukas Franco/100fronteiras)

Esse pensamento é compartilhado pelo diretor técnico do PTI-BR, Rafael José Deitos, responsável pelo processo de desenvolvimento tecnológico e gestão de educação.

“Olhando para trás, para esse pouco tempo que temos o programa, podemos ver que conseguimos fazer muita coisa nova e diferente e mostrar que Foz tem um grande potencial para ser mais do que uma cidade que vive de turismo”, afirma Deitos. “Aqui temos todos os elementos que precisamos para transformar a cidade em um hub de inovação, pois além das pessoas temos as empresas, temos a academia, temos o apoio da prefeitura, temos leis que funcionam; e o papel do PTI é unir todos para que esse ecossistema funcione de forma efetiva. Queremos que a população iguaçuense se sinta parte integrante do PTI. Atualmente somos cerca de 500 colaboradores no parque, sem contar os outros atores como alunos, professores e empreendedores. Isso mostra que parte de Foz está ali, trabalhando para desenvolver a cidade e a região e sendo protagonista dessa história.”

O Vila A Inteligente é um dos responsáveis por transformar a cultura de Foz do Iguaçu e fazer com que as empresas, universidades e demais setores públicos e privados vejam valor em Foz. Mas Rodrigo ressalta que o PTI não pode atuar sozinho nessa missão. “É preciso que a cidade abrace a ideia e queira transformar a economia de Foz. Temos um trabalho grande de mudança de cultura da cidade, do PTI, da Itaipu, da prefeitura, enfim, de todo mundo, porque nunca fizemos isso antes”, frisa.

Hub Iguassu de Inovação

Vila A Inteligente

Neste pouco mais de um ano do Programa Acelera Foz, em que se destacaram três ações na cidade – Programa Integração Universidade e Empresa, Desafio Inova Oeste e Inovação Corporativa –, diversos projetos foram desenvolvidos pelas empresas privadas e universidades em parceria com o PTI.

Régis salienta que o programa vive um novo momento, devido à criação do Hub Iguassu de Inovação, que é uma plataforma de negócios para interagir com o setor privado e investidores interessados, com o objetivo de gerar renda e riqueza para Foz do Iguaçu, diversificar a economia do município, transformar a cidade em um polo de inovação e referência em cidades inteligentes no Brasil. O hub está localizado na Vila A, que é o primeiro bairro público sandbox para ações de cidades inteligentes do Brasil.

Vila A Inteligente

“Concluímos o lançamento da Vila A Inteligente, com as devidas tecnologias instaladas e em funcionamento, e lançamos recentemente o edital do Smart Vitrine com o objetivo de atrair empresas que queiram implantar suas tecnologias na Vila A para testar as soluções. Fizemos um acordo com o Inmetro, então a empresa que entrar na Smart Vitrine já sairá com sua tecnologia validada pelo selo do Inmetro”, informa.

Em agosto haverá também uma chamada para as âncoras, ou seja, grandes empresas como Google e Amazon. A proposta é criar cotas de investimento focado em cidades inteligentes. “Temos muitos projetos para desenvolver, mas nesse primeiro momento o foco é voltado às cidades inteligentes, pois temos um ambiente de experimentação que é a Vila A Inteligente. E não temos tempo a perder, pois existem outras cidades à frente de Foz do Iguaçu, e se essas grandes empresas forem para as outras cidades, ficaremos para trás. Por isso, o objetivo agora é despertar o interesse de grandes empresas e startups para testarem suas tecnologias na Vila A e com isso criar vida orgânica no bairro.”

Além desses dois editais, outro que sairá em breve será o Hangar, um edital mais voltado à incubação, que substituirá o Inovação Corporativa e terá a finalidade de atrair empresas especialistas em aceleração de negócios. A ideia é incentivar empresas iguaçuenses a investirem, o que beneficiará a cidade de modo geral e criará um ambiente de inovação, que é a proposta central do Programa Acelera Foz.

Vila A Inteligente

“Fácil não é, mas é preciso sonhar e correr atrás desse sonho. Eu visualizo que daqui a cinco, dez anos, vamos olhar pra trás e ver Foz como um polo de inovação, não só a Vila A, porque ela é um ambiente de teste, que tem erro sim, mas que aquilo que funcionar, e funcionar bem, servirá de modelo para aplicar em outras áreas do país. Hoje temos cerca de 50 startups, e a meta é chegar a 70 até final do ano. Nossa atuação não é sozinha, é preciso a união de esforços para mudar a realidade da cidade. O Hub Iguassu de Inovação não é do PTI, é de Foz do Iguaçu. O PTI está puxando, mas é preciso a união das organizações e da cidade, porque queremos fazer com que as pessoas ganhem dinheiro, que elas olhem para o PTI e digam: ‘Eu vou usar vocês para ganhar dinheiro’”, finaliza Régis.

Rodrigo Régis 0 diretor de negócios e inovação do PTI
Rodrigo Régis. (Foto: Kiko Sierich)

Fotos: Assessoria PTI

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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