No início da década de 1940 foi inaugurado no Brasil o Autódromo de Interlagos, na cidade de São Paulo. Naquela mesma época, o presidente da República, Getúlio Vargas, assinou o histórico decreto que instituiu o salário mínimo no país. Vargas ainda entrou para a história como o primeiro presidente brasileiro a visitar o Paraguai, em 1941. Nessa mesma época também acontecia a Segunda Guerra Mundial.

Em paralelo, a Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai se desenvolvia de forma lenta. Com a criação do Parque Nacional do Iguaçu do lado argentino, em 1934, e do lado brasileiro, em 1939, o turismo enquanto atividade economicamente viável ainda era praticamente inexistente.

O início dos anos 1940 não foi fácil, mas era promissor. A atividade econômica predominante na região estava chegando ao fim. A erva-mate nativa, que era explorada em todos os lados das três fronteiras, havia praticamente acabado. Mas tinha deixado alguns dividendos. “O investimento no turismo havia se iniciado a partir de lucros do sistema de exploração da erva-mate. Foi o caso da companhia Nuñez y Gibaja, que explorava erva-mate e madeira e inaugurou um hotel em Porto Iguaçu em 1902”, confirma o historiador Micael Alvino da Silva.

Na confluência entre Argentina, Brasil e Paraguai, a cidade de Porto Aguirre (que logo mudaria de nome para Porto Iguazú) era o principal núcleo urbano da Tríplice Fronteira e estava em plena ascensão nas décadas de 1940 e 1950. Micael explica que, na lógica da disputa geopolítica pela região no entorno das Cataratas do Rio Iguaçu, os argentinos previam a instalação de uma colônia militar nos moldes da instalada do lado brasileiro. Porém a opção por criar um parque nacional parecia mais atrativa, por isso, em 1934, do lado argentino, iniciou-se um plano de ocupação para desenvolver a fronteira com a combinação entre turismo e colonização por meio do Parque Nacional do Iguaçu.

Assim, a partir de 1935, começaram diversas obras de infraestrutura como abrir caminhos e trilhas pelas Cataratas do Iguaçu, passando pela construção da sede do parque, chegando até mesmo à inauguração de um hospital na região em 1946. A criação dos parques nacionais é também um capítulo da história que mais tarde culminaria no título de Patrimônio Mundial Natural ao Parque Nacional do Iguaçu e no título de uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza às Cataratas do Iguaçu.

Hotel antigo em Foz
(Foto: Arquivo)

Apesar de o turismo caminhar a passos lentos, em qualquer tempo do início do século 20 é possível encontrar algumas pessoas que vinham até a fronteira a passeio. Uma delas foi Paulo Rockel, um jovem de 31 anos que era professor em Campanário (na época pertencente a Mato Grosso, atualmente na região de Dourados, Mato Grosso do Sul), funcionário da então Companhia Mate Laranjeira, e que se hospedou em Foz do Iguaçu em 1942. Essa foi uma das histórias recuperadas pelo historiador Micael Alvino da Silva em seu livro A Segunda Guerra Mundial e a Tríplice Fronteira – A vigilância aos “súditos do eixo” alemães e italianos. O jovem professor Rockel foi presenteado com uma viagem de férias às Sete Quedas e às Cataratas, como recompensa por seus trabalhos como docente.

Em linguagem quase poética, Rockel escreveu: “Junto às Sete Quedas, a impressão que tive é indescritível; sobrepujou ela todas as minhas aspirações anteriores. Segui, então, a Foz do Iguaçu, e de lá, os 28 km, pouco de caminhão, pouco a pé, até os saltos, onde encontrei muito maior romantismo ainda do que em Guaíra. Vale a pena fazer essas viagens, porque satisfazem as aspirações de um amante da natureza. Minha satisfação e minha alegria eram tão grandes que já previa o quanto poderia contar aos meus alunos e ao povo de Campanário em geral, para despertar neles maior amor pela majestosa Terra do Cruzeiro do Sul, fazendo com que sirvam a ela com maior zelo e espírito de sacrifício”. Uma descrição muito apropriada para quem conhece uma das maravilhas da natureza.

Mas a poesia cedeu espaço para uma indignação. O que era para ser somente um passeio prazeroso se tornou desgastante quando ele foi acusado de ser “francamente adepto ao Eixo”, devido a um comentário que fez sobre a Segunda Guerra Mundial. Ele estava na pensão onde havia se hospedado e, ao ouvir um pronunciamento no rádio, de acordo com o historiador Micael, “Rockel argumentou que, a seu ver, seria melhor a neutralidade, por conta do comércio internacional, especialmente com a Alemanha. Na condição de professor, demonstrou conhecimento sobre a Alemanha e certa inclinação aos aspectos positivos do regime de Adolf Hitler. No dia seguinte, foi intimado a comparecer na delegacia”. 

A mudança drástica da condição de turista para suspeito tem uma explicação única. A Tríplice Fronteira estava sob vigilância por conta da Segunda Guerra Mundial.

mapa da trifon feito por Marcelino Lisboa
Mapa desenvolvido pelo geógrafo Marcelino Lisboa.

A Segunda Guerra Mundial e a Trifron

De acordo com Micael, quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, em 15 de janeiro de 1942, intensificou-se o movimento de vigilância aos “súditos do Eixo”, como eram chamadas as pessoas nascidas na Alemanha, Itália e Japão (países-membros do Eixo). Daquele dia em diante, o Brasil fazia parte do “outro grupo”, os Aliados: Reino Unido, França, União Soviética e Estados Unidos.

No livro, o historiador buscou contextualizar esse movimento maior de vigilância aos alemães, italianos e japoneses. Ele explica que foi algo que ocorreu na Europa, nos Estados Unidos e nas grandes cidades do Brasil. Sem perder de vista a dimensão local (Foz do Iguaçu), foi possível concluir que a onipresença do nazismo chegou até mesmo a lugares remotos como a então “decadente” (pelo menos em termos econômicos) região da Tríplice Fronteira. A principal consequência para cidadãos comuns “súditos do Eixo” certamente foi a ordem que receberam de abandonar a região por representarem potencialmente uma ameaça à segurança nacional e continental.

O historiador contextualiza em seu livro que, no início da década de 1940, a fronteira brasileira com Paraguai e Argentina reduzia-se ao município de Foz do Iguaçu, que abrangia todo o Oeste do estado. “Naquela ampla área, o censo IBGE apontou uma população de pouco mais de sete mil pessoas, entre as quais 98 eram alemães e 18 italianos (IBGE, 1951). Quando a Delegacia Regional de Polícia de Foz do Iguaçu fez um levantamento dos súditos do Eixo que residiam na jurisdição, constatou que havia cerca de 160 famílias de súditos do Eixo, metade dos quais eram italianos que residiam concentrados na Cooperativa Manoel Ribas (Santa Helena)”, descreve.

Ele destaca em seu livro que a Tríplice Fronteira já estava politicamente delimitada pelos Estados nacionais nessa época e que as medidas contra o nazismo ocorreram em uma área específica. “A borderland sobre a qual atuou a Polícia Civil do Paraná acompanhou o trajeto dos rios Paraná e Iguaçu. No rio Paraná, a área de atuação policial equivalia às margens desde Foz do Iguaçu até Guaíra (aproximadamente 200 quilômetros), sob a jurisdição da 9ª Delegacia Regional de Foz do Iguaçu. Em sentido oposto, a vigilância policial se estendeu, por uma área de interesse, até Posadas (capital de Misiones, distante aproximadamente 300 quilômetros) e no rio Iguaçu o limite foi a foz do rio Santo Antônio (aproximadamente 85 quilômetros).”

Delegacia antiga de Foz
(Foto: Arquivo)

A pesquisa de Micael Alvino da Silva é um trabalho que reúne essas informações da década de 1940, que foram consultadas em fontes históricas ao longo de mais de dez anos. Uma boa parte das informações, como a viagem/prisão de Paulo Rockel, veio do Arquivo Público do Paraná, em Curitiba. Mas foi fundamental a conversa com pessoas que vivenciaram aquele período na prática. Para isso, uma série de entrevistas formou outra parte importante das fontes do historiador.

“Nas entrevistas feitas com pessoas que eram adolescentes em meados da década de 1940 também foi possível observar a centralidade de Porto Aguirre para determinados serviços. José Schloegoel, por exemplo, relatou que o lado argentino era mais ‘adiantado que nós aqui’ em Foz do Iguaçu. Pouco acima da margem do porto, um pequeno centro comercial permitia aos moradores locais venderem sua produção agrícola e comprarem produtos de abastecimento, como trigo e enlatados. Somente do lado argentino era possível comprar por reembolso postal e, em termos de serviços públicos, o correio e o telefone foram apontados com agilidade incomparável”, ressalta Micael.

Alguns personagens da fronteira

De acordo com as pesquisas feitas pelo historiador, o início do ano de 1942 foi um divisor de águas na atuação da polícia política contra os nazistas de carteirinha (filiados ao partido) e os súditos do Eixo potencialmente subversivos em todo o Brasil. Ele frisa que a 9ª Delegacia de Foz do Iguaçu atuou em apenas três casos relacionados a alemães entre o início do ano e o final de setembro. Desde então, uma série de eventos se registrou até janeiro de 1943, quando houve o último dos casos envolvendo a prisão de um cidadão de nacionalidade alemã. “Os três primeiros casos da 9ª Delegacia referem-se, cronologicamente, à prisão de um agricultor local chamado Martin Nieuwenhoff, ao interrogatório do turista Paulo Rockel e à prisão de Emil Mohrhoff, morador do Porto Sol de Maio. Dentre os três, apenas o último caso representou, de fato, uma ação preventiva por parte da delegacia regional, que prendeu o homem em 21 de fevereiro de 1942 sob acusação de ser um ‘propagandista’ do nazismo na região”, descreve.

Já mencionamos aqui a história do turista Paulo Rockel. Além dele, Martin Nieuwenhoff também foi notado pela polícia na época. “Em 15 de janeiro de 1942, no mesmo dia em que o Brasil rompeu relações diplomáticas e comerciais com o Eixo, o substituto do delegado Valle prendeu o holandês por ter atravessado a fronteira com impressos escritos em idioma alemão.”

A prisão ocorreu porque Martin vinha com o filho da Argentina, para onde tinham se deslocado a fim de vender os excedentes agrícolas da propriedade da família. Junto a eles estava um “escrito em alemão” que era um jornal impresso em Porto Alegre e enviado periodicamente para Porto Aguirre, onde Martin possuía uma caixa postal (o serviço de correios era mais eficiente do lado argentino da fronteira). “As ordens pós-rompimento com o Eixo foram claras e as autoridades policiais deveriam deter quaisquer súditos suspeitos. Mesmo que fosse um agricultor conhecido, com família e residência fixa, o fato de portar um escrito em alemão se tornou um problema para os inadvertidos”, escreve Micael.

Sendo assim, Martin ficou detido na 9ª Delegacia Regional e depois de 12 dias foi liberado porque um personagem local, Frederico Engels, “garantiu” que o conhecia e se responsabilizaria por ele.

Outro personagem da época foi Emil Mohrhoff, acusado de manter correspondência com o Consulado Alemão e ser “um forte propagandista do nazismo na região”. “Em Sol de Maio foi apreendido um conjunto de sete cartas enviadas do Consulado para Emil entre 1938 e 1942 e alguns livretos, em português, mas que faziam propaganda positiva da Alemanha e negativa da Inglaterra. Na pasta pessoal de Emil, arquivada no Arquivo Público do Paraná, consta também o auto de declarações prestadas em Curitiba ao delegado Valfrido Piloto. O delegado concluiu que o acusado, além de propagandista, ‘alimentava de coração, e ainda alimenta, esta ideologia’ do nazismo.”

personagem de foz
Foto antiga em que Emil aparece. (Foto: Arquivo)

Na colônia Sol de Maio, distante alguns quilômetros de Foz do Iguaçu pelo Rio Paraná (hoje na área inundada pelo Lago de Itaipu), Emil Mohrhoff era considerado um “homem de confiança” do Consulado Alemão em Curitiba. De acordo com o historiador, as correspondências com o cônsul em Curitiba ocorriam com alguma frequência. “Este contato levou o delegado Valle à diligência que prendeu Emil e apreendeu alguns impressos em sua casa. O preso e o material apreendido foram encaminhados para a Dops, na capital. Algumas cartas do Consulado Alemão foram traduzidas e indicavam o teor do vínculo que um homem de confiança poderia ter com o Consulado.”

Micael opina que Mohrhoff poderia responder por espionagem e mesmo por outros crimes, mas seria um exagero associá-lo ao que certamente não foi: um espião nazista. “Sua história de vida narrada nos autos do processo indica que sua chegada ao Brasil antecede o movimento nacional socialista na Alemanha. Seu recrutamento, em uma região economicamente decadente e antes de o nazismo chegar ao governo, deixa poucas possibilidades para atuação junto das redes de espionagem do Eixo.”

O historiador descreve que o caso de Emil foi o mais próximo do real de uma ameaça identificada que um súdito do Eixo poderia efetivamente representar. “Preso em Foz do Iguaçu em 21 de fevereiro, embarcou para ser julgado pelo Tribunal de Segurança Nacional no Rio de Janeiro em 1º de agosto de 1942, permanecendo preso até 2 de abril de 1945. Foi acusado de ser propagandista do nazismo”, relata o historiador no livro.

Outro caso marcante na fronteira na época da Segunda Guerra foi do padre Manoel Koenner, que na segunda metade do ano de 1942, pelo simples ato de portar um documento escrito em alemão, foi interrogado. “Quando desembarcou em Foz do Iguaçu, o padre Koenner carregava uma carta escrita em alemão de uma pessoa de Juiz de Fora para uma família de Foz do Iguaçu. Existiam três ligações entre o padre, o remetente Paulo Backers e o destinatário, João Jorge Roth: o idioma, a nacionalidade e o catolicismo. Quando a carta foi encontrada, a atitude mais lógica para um delegado de interior da época seria prender o portador, apreender a carta e pedir instruções para a Dops em Curitiba.”

padres em foz
Padre Manoel ao lado dos demais padres da Congregação do Verbo Divino. (Foto: Arquivo)

Ele foi intimado pela autoridade local a deixar a cidade logo depois de ter chegado, em 6 de novembro de 1942; foi denunciado por um cidadão paraguaio pelo uso do idioma alemão na igreja, em 7 de dezembro de 1942, e teve sua permanência na fronteira questionada pelo Comando da 5ª Região Militar, em 4 de janeiro de 1943. Nenhum dos fatos envolvendo o padre teve força suficiente para, no mínimo, afastá-lo da fronteira até 19 de janeiro de 1943.

Um trecho do livro narra que “era madrugada do dia 19 de janeiro de 1942 quando Manoel Koenner foi acordado por uma diligência policial liderada por Glaucio Guiss. O delegado regional atravessou o quarteirão que separava a delegacia da igreja para novamente se encontrar com o padre. Mas, desta vez, não buscava uma carta em alemão ou mesmo intencionava fazê-lo cumprir, finalmente, a intimação de deixar a cidade. Naquele dia, registrou o flagrante de ‘máscaras contra gases asfixiantes, dois caixões contendo munição para fuzil e grande quantidade de bombas’. O achado de Guiss na igreja não teve relação com a carta encontrada meses antes com Manoel Koenner. Ao interrogá-lo, o delegado ouviu que o padre desconhecia o conteúdo dos caixotes encontrados na igreja e que sabia apenas que pertencia a uma comissão austro-húngara que estivera em Foz do Iguaçu em 1937”.

No entanto a declaração do padre foi considerada uma “simples e arcaica alegação”, já que “por formas inequívocas se evidencia sua culpabilidade”. Assim, o laudo assinado pelos tenentes, pelo delegado, pelo escrivão e por uma testemunha atestava que Manoel Koenner guardava “em um quarto em frente ao seu dormitório […] grande quantidade de material bélico”.

O delegado regional concluiu então que “tudo indica que a Congregação do Verbo Divino, a que pertence o aludido Monsenhor [Koenner] era no Brasil, nada mais, nada menos, do que uma grande rede de espionagem alemã”.

Com isso, Koenner foi enviado a Curitiba no dia 22 de janeiro de 1943. Mas conclui-se que os caixotes não tinham ligação com os padres ou com a espionagem de guerra alemã e pertenciam à comissão austro-húngara. Apesar dessa versão, há indícios de que o padre foi julgado e condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional.

Retirados da fronteira

Dentro desse contexto de acusados e presos, houve também diversas famílias iguaçuenses que tiveram de sair da fronteira por representarem ameaça.

“O movimento de retirada começou a ser mencionado na correspondência em 6 de outubro de 1942, pela 14ª Delegacia Regional de Guarapuava, que ficou encarregada de receber e monitorar os súditos do Eixo. Após 20 dias, chegaram os primeiros retirados. O processo foi considerado concluído pela Dops em 6 de novembro. Com exceção de alguns que foram autorizados a ficar em Foz do Iguaçu e Guaíra, e de outros que foram autorizados a voltar, a maioria dos retirados permaneceu fora da fronteira até 30 de outubro de 1945, quando a Portaria 381 formalmente anulou as restrições aos súditos do Eixo no Paraná.”

Conforme os documentos da época, cerca de 200 pessoas, todas adultas, deveriam ser retiradas. “Além de ser um lugar com características geográficas e sociais distintas, a chegada de aproximadamente três centenas de pessoas, a maior parte agricultores, traria algum impacto social tanto em Foz do Iguaçu quanto em Guarapuava. A maioria dos retirados tinha obtido no passado suas propriedades agrícolas com os militares (Colônia Militar), enquanto outros adquiriram por meio da Companhia Espéria. Eram posses que não tinham como levar consigo e que lhes garantiam pouco mais do que a sobrevivência.”

No livro, Micael conta que um patriarca de nome João Heller, por exemplo, foi um dos retirantes que não levou inicialmente a família. Eles viviam de um pequeno comércio e apenas o pai, entre os nove membros (incluindo cinco filhos brasileiros), era alemão.

Algumas pessoas foram autorizadas a ficar na fronteira. Pedro Basso e Paulo Schwertener eram hoteleiros, “atendiam as pessoas que não podiam arcar com o luxuoso Hotel Cassino Iguaçu”. Mario Lamarque, que tinha uma casa comercial, e Luiz Carinzio era proprietário da “única oficina mecânica e casa de ferragem”. No outro extremo do Rio Paraná, três funcionários da Mate Laranjeira foram autorizados a permanecer na fronteira. João Palma, encarregado de cinema, Henrique Hatzch e Bonifácio Palma, irmão de João e “chefe do serviço de pintura”.

Os retirados sofreram com a mudança, pois na época o caminho até Guarapuava era de estrada de chão e a viagem demorava alguns dias. Além disso, as famílias eram obrigadas a deixar suas terras e pertences para trás e começar uma “vida nova” longe da fronteira, até que pudessem voltar, o que só foi possível após o final da guerra em 1945.

Micael Alvino da Silva
Micael Alvino da Silva escreveu o livro sobre a Segunda Guerra e a Tríplice Fronteira. (Foto: Patrícia Buche/100fronteiras)

“A Segunda Guerra foi um evento marcante na história mundial. E não passou desapercebido mesmo nos lugares mais remotos, como na Tríplice Fronteira. Alemães, italianos e descendentes foram interrogados, presos e proibidos de residir na fronteira unicamente por ter nascido na Alemanha ou na Itália”.

Micael alvino da silva, historiador.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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