Uma mulher envelhece 20 anos de um dia para o outro. Tetê descobre um segredo de família ao arrumar o armário. Lili faz um pedido estranho à amiga: quando eu morrer vista o meu cadáver.

Que fim levou o jovem casal apaixonado que se despedia aos beijos no portão de casa? Sejam longos ou tenham apenas alguns parágrafos, os contos de Helena T. são sempre desconcertantes, retiram a máscara para revelar a nudez dos personagens, as expressões humanas que estão ocultas por medo, preconceito ou inocência.

As ilustrações do artista Eduardo Pupa colaboram para o clima de mistério e de surpresas. Para leitores que gostam de conhecer personagens marcantes e surpreendentes.

A escritora Helena T. revela-se através de seus personagens, e torna-se uma incógnita para seus leitores ao assinar seu nome com um simples T. de tímida, travessa, transparente, teatral, jamais tediosa.

Transportar-se para as páginas de “Máscara para um rosto nu” é mergulhar em um mundo onírico e dramático.

Máscara para um rosto nu. Editora Degustar (2020)

Serviço:

Título: Máscara para um rosto nu
Autora: Helena T.
Gênero: Contos
Idioma: português
Ilustrado: sim
Ano: 2020 | Edição: 1ª
ISBN impresso: 978-65-990326-2-2
ISBN e-book: 978-65-990326-0-8
Preço: R$ 55,00
Site: www.editoradegustar.com.br / www.galeriadegustar.com.br
E-mail: degustar@editoradegustar.com.br

Helena T.

Não sei como aquela coleção completa de Monteiro Lobato chegou lá em casa, cujos livros em geral eram comprados em sebos. Tinha cheiro de nova, capa dura, dezoito volumes encadernados de verde com arabescos em prateado. Devo ter ficado curiosa com aquilo porque pedi a minha mãe que escolhesse para que eu lesse. Eu havia acabado de me alfabetizar e ela foi cuidadosa. Lembro bem do seu gesto de esticar o braço e pegar o número 15 da coleção, Fábulas, e do que me disse: esse é o melhor agora que você aprendeu a ler.

Daí cresci, mudei do Rio onde nasci para São Paulo e o mundo ganhou outras perspectivas: faculdade, casamento, filhos. A paixão pelos livros e pelas histórias continuou no mesmo ímpeto. Contudo, de uns tempos para cá dei de escrever também. Fui audaciosa, publiquei um livro sobre a pedagogia Waldorf e alguns dirigidos ao público infantil.

A ficção para o público adulto é mais recente e devo advertir a quem lerá este livro: não acredite em mim, é tudo invenção.Crio a partir do que vejo, ouço ou apenas do que invento mesmo, do nada, sem propósito, a não ser sensibilizar quem me lê com narrativas que não são de ninguém e de todos ao mesmo tempo. É assim que me sinto desde os seis anos de idade ao ser apresentada à literatura: uma parte dessa condição muitas vezes ambivalente chamada natureza humana.

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