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A situação de estiagem no Rio Paraná já está crítica segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), preocupando vários setores da região. A declaração de crise hídrica no Paraná de situação crítica de escassez quantitativa de recursos hídricos foi publicada na Resolução nº 77/2021, no Diário Oficial da União.

Na declaração, a ANA reconhece a crise hídrica do Rio Paraná em situação crítica de escassez e pretende auxiliar na adoção de medidas temporárias para assegurar o uso correto da água em várias situações, buscando uma melhor segurança hídrica. Cada caso será estudado e observado, então as medidas vão ser adotadas (tais medidas podem ser regras de operação temporárias para os reservatórios).

É primeiro importante lembrar sobre o consumo consciente da água dentro de casa também! Apesar de restrições para usos consuntivos, que é o caso do abastecimento humano, não serem vislumbradas, ter uma consciência de uso é sempre importante, mesmo fora da situação crítica.

Essa crise hídrica no Paraná se deve a falta de chuvas. Apesar de nos últimos dias estarmos vendo tempestades praticamente no inteiro sul do Brasil, o volume de água não é o bastante. Nessa questão, temos apenas que esperar pelo fim do período seco de 2021.

No dia 27 de maio, um alerta já havia sido anunciado pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) para uma emergência hídrica associada à escassez de chuvas para a região hidrográfica do estado do Paraná, de junho até setembro.

Nos volumes armazenados em reservatórios da região, sete dos 14 principais se encontraram em seu pior nível desde 1999, já os demais se encontraram com níveis entre os cinco piores desse período.

No Rio Paraná, especialmente na área da Ponte da Amizade, o nível de água está apenas entre 92,61 e 92,32 metros acima do mar, sendo que o normal é estar 105 metros acima. Isso preocupa também a Itaipu Binacional, que é movida pela força das águas da região.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a região não sofrerá com apagões. Medidas como flexibilização das restrições hidráulicas na usina da bacia do Rio paraná e o aumento da geração térmica estão sendo impostas para que não aconteça falha na energia que a Itaipu Binacional disponibiliza.

Crise hídrica no Paraguai

O país vizinho, Paraguai, também deve sofrer pela crise hídrica no Paraná e deve voltar a fazer pedido para liberação de mais água do Rio Paraná. Uma conversa sobre a possibilidade de uma nova liberação de água foi feita em maio, de acordo com o jornal La Nación. 

A queda dos níveis de água preocupam, em especial, o setor de comércio exterior do Paraguai, que depende em 80% do transporte hidroviário. Como as barcaças não tem o tanto de nível de água para passar com todo seu potencial, elas estão operando com apenas 45% da sua carga, encarecendo a situação para o consumidor.

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