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E falar de educação é também falar de cooperação. Cooperar, no dicionário tradicional, significa atuar, juntamente com outros, para um mesmo fim; contribuir com trabalho, esforços, auxílio, colaborar. E disso, os professores sabem muito bem. Na escola eles têm a missão de repassar o conhecimento aos alunos e contribuir para a formação deles como cidadãos. No entanto, eles sabem que o apoio da família e da comunidade faz com que essa missão tenha mais êxito.

“A escola sozinha não caminha, assim como os pais sozinhos não conseguem agir. É preciso uma união e é por isso que o ‘Programa A União Faz a Vida’ (PUFV) é tão importante para nós”, comenta a professora Letícia Laura Dai Pra de Macedo, do 2º ano do ensino fundamental da Escola Serranópolis do Iguaçu.

Ela é um dos milhares de professores que foram impactados positivamente com o programa criado pelo Sicredi com o objetivo de gerar impactos significativos e transformar realidades por meio da educação.

O que é o PUFV?

Criado oficialmente em 1995, foi ainda em 1993 que o Sistema Sicredi se aproximou do Centro de Desenvolvimento e Pesquisa sobre Cooperativismo, da Universidade do Rio dos Sinos, em São Leopoldo (RS), com a ideia central de desenvolver um programa de educação cooperativa, contratar especialistas em diversas disciplinas curriculares de ensino e propor uma nova metodologia de ensino que privilegiasse o empreendedorismo e a cooperação.

Hoje, com mais de 25 anos de atuação e com o foco em cooperação e cidadania, o “Programa A União Faz a Vida” impacta milhares de pessoas no Brasil. Na região do extremo oeste do Paraná, por meio da Sicredi Vanguarda, o programa já impactou milhares de pessoas, incluindo professores, alunos e pais.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi

Sistema Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de cinco milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados e no Distrito Federal, com mais de duas mil agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

A Sicredi Vanguarda é uma cooperativa que faz parte do Sistema Sicredi. Com 37 anos de história, a Vanguarda está presente na região extremo oeste do Paraná, no Alto Tietê, no Litoral Norte e no Vale do Paraíba, em São Paulo, e na Região Sul fluminense, no Rio de Janeiro. Conta hoje com 72 agências, mais de 1.200 colaboradores e mais de 150 mil associados.

Apenas um sentimento: gratidão

Apesar de ter saído da escola há algum tempo, eu – a jornalista que vos fala – me senti de volta aos meus tempos de primário, quando adentrei a Escola Serranópolis do Iguaçu, na pequena cidade do interior paranaense. No saguão, ao ver os desenhos colados nas paredes e a movimentação de professores e alunos, voltei à minha infância e relembrei o quanto era bom ir para a escola, ver meus colegas e abraçar meus professores.

No entanto, ao mesmo tempo em que isso me veio à memória, parei brevemente para pensar como aquelas crianças passaram o ano de 2020, quando, devido à pandemia de coronavírus, foram obrigadas a ficar longe da sala de aula e fazer de casa o seu novo local de estudo. Também tentei imaginar a dificuldade dos professores para ensinar a distância, e, mais ainda, ousei pensar em como os pais lidaram com isso.

Em poucos minutos de conversa com a professora Letícia, percebi a gratidão e o amor transpassando pelo seu olhar quase escondido pela máscara de proteção. Ela, com toda a paciência e dedicação que um professor de escola pública primária tem, contou que os desafios de 2020 foram superados graças a um projeto do PUFV que ela realizou com seus alunos do 2º ano: “Investigando os 5 sentidos do corpo humano”.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Professora Letícia em videochamada com a aluna.

“No início tivemos bastante dificuldade, porque eu já havia participado de outros projetos do Sicredi anteriormente, mas sempre com o aluno em sala de aula. No entanto, em 2020, a família precisaria participar ativamente, ela estaria no lugar do professor. E apesar da nossa angústia inicial, o resultado foi muito positivo. A participação dos pais foi muito boa, eles se tornaram responsáveis por executar esse projeto com as crianças. E a ideia de fazer esse projeto da forma que foi, foi justamente pela falta de participação dos pais, porque eles achavam que o papel de ensinar era apenas da escola, então não se envolviam. Mas com esse projeto e os filhos em casa, eles precisaram participar, pois as crianças não tinham como fazer sozinhas, nem o pai fazer pela criança. E isso envolveu os pais, e eles gostaram de participar. Tanto que, após o fim do projeto, os pais continuaram participando ativamente da vida escolar dos filhos, continuaram mandando fotos e vídeos, até mesmo de disciplinas que não estavam inclusas no projeto”, destacou, emocionada, a professora.

O projeto foi desenvolvido nadisciplina de ciências, e os conteúdos eram voltados à higiene pessoal, corpo humano, saúde e meio ambiente, e aos cinco sentidos do corpo humano.

Entre as atividades executadas pelos alunos estavam: experiências dos sentidos, com materiais que as crianças tinham em casa e com a ajuda dos pais (cheirar, degustar, tocar, sentir, ouvir e observar); confecção e coleção de álbum de figurinhas (as professoras enviavam no envelope toda semana as figurinhas para completar o álbum); jogo de dominó dos cinco sentidos; entre outras.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Mãe Raquel com a filha Larissa.

“Esse projeto foi algo que uniu mais eu com minha filha, a gente brincava e ao mesmo tempo já fazia a atividade do projeto. Isso nos descontraiu em meio a tantas preocupações que temos no dia a dia, fez com que a gente esquecesse um pouco dessa separação entre aluno e professor, porque as crianças sentiram falta dos professores. Então esse projeto nos uniu de modo geral. E a gente é muito ligada uma com a outra, e sei que continuaremos juntas nas demais atividades daqui pra frente”, relatou a mãe Raquel Labres da Silva, sobre a filha Larissa Labres Ramos.

Com isso, o que inicialmente parecia apenas perda se transformou em motivação e principalmente união, pois uniu mais os pais com os filhos e ambos com a escola. E essa é de fato a missão do programa. “Esse projeto foi uma experiência nova, porque ser mãe e professora ao mesmo tempo foi um grande desafio, mas foi maravilhoso. Os professores sempre foram muito atenciosos, e isso faz muita diferença. Eu espero que continue a ter mais projetos como esse. Apesar do desafio, eu faria tudo de novo”, declarou a mãe de Heloísa Klein da Silva, Claude Klein.

E, se não bastasse ouvir esses depoimentos das mães, as próprias crianças demonstraram estar felizes com o projeto e com o que aprenderam brincando. “Eu gosto muito de desafios e gostava da atividade de caça-palavras e jogo dos sete erros. Eu jogava dominó com meu avô e achei legal jogar esse dos cinco sentidos com minha mãe”, disse a pequena Heloísa.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Mãe Claude com a filha Heloísa.

Assim como ela, a pequena Larissa foi só elogios às atividades. “Eu gostava da atividade de tampar o olho para adivinhar o que estava em minha mão, porque era sempre algo diferente e eu acertava tudo. E do livrinho das figurinhas eu sempre ficava ansiosa esperando as próximas figurinhas para poder completar o álbum. Minha mãe jogava comigo o jogo do dominó, e eu sempre ganhava.”

“O projeto do Sicredi tem uma metodologia muito boa que é a metodologia ativa, ou seja, unir a teoria com a prática. Os projetos são feitos com base no currículo escolar e nos conteúdos das crianças, por isso percebemos que, desde o início que a nossa escola aderiu a esse projeto, as crianças tiveram um alto índice de aprendizado, muito maior do que já tinham, porque gostam mesmo e a família também gosta de participar. Eu vejo que esse projeto, além de educativo, acabou sendo um projeto emocional. As famílias passaram a ficar mais unidas, e as crianças não quiseram mais fazer as atividades sozinhas, sempre tinha que ter o pai e a mãe juntos. A união fez toda a diferença nesse sentido, e esse projeto estreitou muito mais o laço, que pra soltar é muito fácil, mas pra juntar é muito difícil. Conseguimos perceber que colhemos os frutos até hoje. Sou imensamente grata pela existência do PUFV”, concluiu a professora Letícia.

Memórias que ficarão marcadas para sempre

Passar praticamente um ano todo longe da escola, sem ver os amigos e estudando em casa é algo que ficará para sempre na memória das crianças e jovens que tiveram de adaptar-se à nova rotina imposta pela pandemia. Entretanto, os alunos do 4º ano da Escola Serranópolis do Iguaçu encontraram uma alternativa para criar uma memória mais leve, focada numa lembrança do passado.

“No início, as crianças até achavam que estavam de férias, mas depois passaram a sentir falta dos colegas, dos professores, e da nossa parte tinha uma preocupação de manter eles interessados. Então, vendo essa angústia deles e a saudade da escola, nos despertou para criar um projeto que resgatasse neles a vontade de fazer as atividades, porque emocionalmente todos estavam abalados. Criamos um projeto que despertasse neles e nas famílias o sentimento de acreditar que tudo ficaria bem”, ressaltou a professora Rosélia Sezerino Fenner, do 4º ano C do ensino fundamental.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Professora Rosélia em sala de aula.

De acordo com ela, o projeto consistiu na confecção de uma caixa de memórias, na disciplina de história, em parceria com “Programa A União Faz a Vida”. Isso porque a metodologia tem tudo a ver com o currículo da escola e, assim, os professores conseguiram trabalhar os conteúdos junto com o projeto. “Com essa parceria veio a ideia do caderno de relatos para as crianças fazerem anotações e falarem de suas emoções. Esse projeto foi uma forma de deixar registrado na história algo que eles viveram, que foi a pandemia e o estudar em casa. Junto a isso, eles escreveram cartinhas para enviar aos colegas, uma forma de colocarem as emoções para fora e também matar a saudade dos amigos. Eu li as cartas, e tinha muito sentimento envolvido”.

“Eu achei no começo que íamos ficar só uma semana e íamos voltar. Mas foi ficando difícil porque não tinha a professora pra ajudar nas atividades. Sentia falta dos amigos, das professoras, de brincar. E nesse projeto gostei mais da caixa de memórias porque vi as minhas roupas de quando eu era bebezinha. Minha mãe me ajudava com essas atividades. Além disso, cozinhei com ela, fizemos um bolo de chocolate. Foi bem legal. Vou guardar essa caixinha para sempre”, revelou a aluna Isabella Camatti Wessler.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Isabella revendo a caixa de memórias.

A colega de turma Mariele de Almeida Fanck também comentou a importância de rever as coisas de quando era bebê e realizar essa atividade ao lado da mãe. “Quando vieram as atividades desse projeto, gostei bastante, separei umas roupinhas de quando era bebê e coloquei na caixa. Foi legal e gostoso de lembrar, foi a primeira vez que parei para lembrar que já fui um bebê. Eu gostei bastante de receber as cartinhas e também de escrever. Às vezes escrevia alguns poemas, mas depois passei a escrever que estava com saudades e não via a hora de voltar para escola e brincar com eles de novo.”

Para os pais que participaram dessa e outras atividades com as filhas, foi emocionante voltar ao passado e ao mesmo tempo colecionar momentos marcantes com as crianças. “Esse projeto é bem interessante porque resgata a memória de quando ela era bebê, e o Sicredi tem feito esses projetos com a escola que vem a somar com o ensino e na vida do cidadão também. A escola sempre deu um apoio essencial para nós, e a qualidade de ensino aqui da região é muito boa”, frisou o pai da Isabella, Odair José Wessler.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Isabella com o pai Odair.

Sentimento compartilhado pela mãe de Mariele, Rosangela de Almeida Fanck.“Esse projeto foi muito gostoso. Poder ler o livro de relatos, rever as roupas de quando ela era bebê foi emocionante. E isso mostrou a importância dos pais participarem junto com as crianças, pois ajudou a descontrair os pais também, deixar as atividades mais leves. O projeto do Sicredi é bom nisso, por mostrar essa importância da união, de fazer as coisas por meio da cooperação e dar esse entendimento para as famílias.”

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Mariele com a mãe Rosangela.

E o que era angústia para a professora se tornou um agradecimento. “A família em 2020 foi essencial. Se não fosse eles, nós, professores, não teríamos dado conta. Todos colaboraram, foi lindo e emocionante. Hoje vejo que os pais gostaram tanto dessa participação que querem continuar. Até eles estão mais empolgados. O projeto prega o princípio da cooperação, que visa unir professores, alunos, família e escola, e se não tivesse essa cooperação teria sido muito mais difícil. Trabalhar com o PUFV é algo muito gratificante para mim, e o resultado é sempre muito bom”, finalizou a professora Rosélia.

Desenhos que representam sentimentos

Se para os alunos do ensino fundamental já foi difícil essa separação física da escola em 2020, imagine para os pequenos que estudam no CMEI Pequeno Artista, em Serranópolis do Iguaçu.

“Foi triste e preocupante no início. Mas o projeto ‘Separados por um vírus, mas a educação e o afeto nos manterão unidos!’, desenvolvido pelos professores em parceria com o PUFV, ajudou a passar de forma mais leve por esse momento. Nós pudemos participar e ajudar a nossa filha. Ela ficava pedindo das professoras e dos colegas, e esse incentivo despertava o interesse dela por aprender, até porque aprendia brincando. Qualquer atividade ela gostava e me convidada para fazer junto com ela. Eu sempre participei, até porque ela ainda não sabe ler, então sempre precisou de ajuda. Nesse encontro final com as professoras, ela estava numa ansiedade só para rever elas e os coleguinhas. Foi emocionante porque mostra o quanto eles gostam da escola, e isso é muito bom. Não tenho palavras pra esse projeto, é maravilhoso. Estudo é tudo, e esse projeto só veio para somar”, salientou Rosane Fátima Knorst, mãe da pequena Paola Knorst Werlang.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Rosane com a pequena Paola.

Esse projeto com os pequenos consistiu ematividades voltadas para trabalhar as emoções, sentimentos de educandos e sua família: histórias e músicas; relatos dos pais; relatos das professoras; desenhos dos alunos; vídeos dos estudantes e brincadeiras para desenvolver em família, envolvendo a expressão de sentimentos.

“Foi difícil esse tempo longe porque com eles aqui é muito abraço, muito afago, e com eles distantes sentimos que essa falta de afeto estava prejudicando a aprendizagem deles, porque eles estavam com saudade da escola e dos colegas. Por isso decidimos fazer um projeto com eles despertando essas emoções. Tanto que o final do projeto foi um encontro com todos eles, em drive-thru, para que pudessem ver a gente também. Entregamos bolachas pintadas, que eles costumavam comer aqui no CMEI. E, de modo geral, nas atividades para trabalhar as emoções, o resultado foi que quando vinham para a escola eles estavam felizes; e em casa, tristes. Os pais mesmo falavam que eles estavam com muita saudade da escola”, explicou a professora Aline Suzamara Dalcin, da disciplina de literatura infantil do CMEI Pequeno Artista.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Professora Aline.

“Eu e meu outro filho sempre o ajudamos nas atividades da escola. E com essas atividades do projeto foi maravilhoso porque ele se interessou mais. Ele sentia muita falta da escola, das brincadeiras e dos eventos. Nessa atividade das emoções, ele pôde demonstrar o que estava sentido. Então esse projeto foi muito importante nesse momento. E no encontro final, ele foi o primeiro a chegar, foi de uniforme, estava muito empolgado para rever os colegas e as professoras. Tirou foto com a abelhinha do projeto. Foi lindo”, comentou Silvani Rodrigues, mãe de Elias Ravi Mulling Rodrigues.

Projeto A União faz a Vida - Sicredi
Silvani com o pequeno Elias.

Missão cumprida

Depois de ouvir todos esses relatos e ver no rosto de cada pai, cada criança e cada professora a emoção de falar sobre as atividades que realizaram, pude concluir que – de uma situação ruim como a pandemia e o afastamento físico desses alunos da escola – nasceu algo que jamais se quebrará: a verdadeira união e cooperação de tríade escola, pais e alunos. E esse laço criado por eles jamais se partirá.

Camila Vidotti - PUFV
Camila Vidotti, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Vanguarda.

“Sinto muito orgulho em poder fazer parte da principal iniciativa de responsabilidade social de uma cooperativa, que é o Sicredi, que há 25 anos escolheu ter um olhar especial voltado à educação. Sempre fui aluna da rede pública de ensino e eu gostaria muito que na minha época pudesse ter participado de algum projeto do PUFV, porque tenho certeza que marcaria muito minha vida. E agora, estando à frente desse programa, sou muito grata de ter a confiança da cooperativa para ser a assessora do programa, porque sei que é através desse trabalho que podemos oportunizar a milhares de crianças e adolescentes fazerem parte de tudo isso, porque é transformador tanto para os alunos, como pais e professores. As crianças são instigadas a serem mais protagonistas do aprendizado, a terem mais opinião própria e crítica sobre os assuntos. Elas se expõem mais frente aos colegas, e isso contribui muito para o futuro delas como pessoas. Eu tenho certeza que todo aluno que participou de algum projeto do PUFV será marcado para sempre”, destacou a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Vanguarda, Camila Vidotti.

Aldo Dagostin - presidente Sicredi Vanguarda
Presidente da Sicredi Vanguarda, Aldo Dagostim.

O Sicredi é uma instituição que olha para as comunidades e regiões onde atua. Para nós, é importante estarmos presentes na rotina e construção de uma qualidade de vida para as pessoas e municípios. Com isso, sempre pensamos em ações locais, como apoiar entidades sociais, incentivar o comércio local e, também, desenvolver projetos educacionais através do ‘Programa A União Faz a Vida’. O PUFV é o nosso principal programa de educação, e queremos continuar contribuindo com a formação dos professores, para oportunizar experiências e vivências aos alunos, sempre respeitando e somando ao currículo escolar. 

aldo dagostim, presidente da sicredi vanguarda

Assessores pedagógicos do PUFV

Apesar dos resultados obtidos pelo programa em 2020, com esses e demais exemplos publicados no site do PUFV, nada disso seria possível se o Sicredi não acreditasse que de fato a educação é essencial para a manutenção da vida humana. Graças a isso, o “Programa A União Faz a Vida” está há 25 anos transformando realidades e unindo escola, pais, alunos e a comunidade de modo geral. Mas para colocar em prática o princípio da cooperação e cidadania, o Sicredi precisa de pessoas capacitadas e motivadas a fazer isso acontecer de fato.

E à frente do PUFV desenvolvido pelo Sicredi Vanguarda na Região Oeste do Paraná estão os professores Amauri de Lima (Matelândia), que é assessor pedagógico desde 2014, e Sabrina Conde (Toledo), assessora pedagógica desde 2016. São eles que realizam uma formação continuada todos os anos com os professores para manter a metodologia sempre atualizada.

“O programa tem o desafio de propiciar que os integrantes da escola, professores, alunos e gestores, sintam-se motivados a desenvolver atividades pedagógicas, e nosso maior desafio talvez seja justamente esse, de estar desenvolvendo formação continuada com os professores. Porque manter os professores engajados e entusiasmados é sempre um grande desafio, e quando vem um projeto como esse o grande desafio é lançar essa união entre a instituição Sicredi e a educação, pois os gestores do Sicredi entendem que é através da educação que se leva uma metodologia de vivenciar atividades de cooperação e cidadania”, realçou o professor Amauri.

“A palavra desafio permeia a vida dos professores todos os dias, porque a educação é desafiadora. Então hoje vejo o PUFV como uma resposta aos desafios que enfrentamos diariamente na escola. Mas vai além da sala de aula, é algo que levamos para a nossa vida. Um dos maiores desafios é a formação continuada dos professores, e o programa vai ao encontro da necessidade da escola e do professor. Desenvolvemos uma escuta ativa, ouvimos os professores e as dificuldades deles também, e com isso desenvolvemos um trabalho de excelência. E hoje o maior desafio que eu enfrento comigo mesma é continuar aprendendo”, comentou a professora Sabrina. Eles relatam também que a partir do momento em que fazem o contato com os professores e explicam a metodologia ativa do PUFV, os docentes se encantam e aceitam participar do projeto, o que resulta nesse sucesso que é o programa.

“O PUFV está dentro da essência do cooperativismo, então acredito que essa grande organização de pessoas não pensa apenas no aspecto financeiro, mas pensa na sociedade, pensa no desenvolvimento humano. E esse olhar diferente que temos para as pessoas, e não apenas para o resultado financeiro, é algo que faz o Sicredi ser diferente e o projeto ter esse sucesso, porque é pela educação que a gente organiza melhor a sociedade. É através da união de pessoas que o cooperativismo chega longe”, enfatizou Amauri.

“Uma palavra que vem muito à mente quando falo de Sicredi e PUFV é transformação. Então quando visitamos um município e conhecemos a realidade daquela escola e daquela pessoa, e vemos o olho do professor brilhar e principalmente da criança e daquela família que nunca teve oportunidade de falar, que nunca teve um espaço para mostrar o que sabe, quando eles têm contato com o projeto, eles se transformam, porque o projeto abre portas e janelas e traz um olhar diferente. E eu falo desse programa com tanta paixão porque acredito que sempre estarei apaixonada por ele. Temos um bem em comum, e quando temos isso nos fortalecemos. O PUFV é uma resposta para os desafios da escola e ele veio para acalmar nosso coração no sentido de conhecimento científico e de saber o que se faz, levado para a prática. Isso nos transforma”, concluiu a professora.

Amauri - Sicredi
Professor Amauri.
Sabrina - Sicredi
Professora Sabrina.

Fotos: Luis Centurión / Agência Levante

Patrícia Buche

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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