Colégio Sesi Internacional - display portal

“Entrei na Marinha em 1980, com 15 anos, para estudar no Colégio Naval em Angra dos Reis. Meu pai era oficial da Marinha e meu avô era do Exército, então cresci vendo eles, que sempre foram um exemplo para mim”.

Vice-Almirante Sérgio Fernando de Amaral Chaves Júnior

De lá para cá já são 42 anos de carreira dentro da Marinha do Brasil. O Vice-Almirante Sérgio Fernando de Amaral Chaves Júnior possui uma trajetória intensa e hoje é o atual Comandante do 8º Distrito Naval de São Paulo e Paraná, que tem sede em São Paulo.

Quando terminou o ensino médio no Colégio Naval, o Vice-Almirante Chaves seguiu pelo caminho operacional. Antes ele tinha a ideia de cursar oceanografia, mas desistiu para seguir o sonho na Marinha. Se especializou em armamento, que é quem cuida do sistema de armas do Brasil. “Me formei em 1986 e fiz uma viagem de instrução, que chamamos de viagem de ouro, uma rodada pelo mundo”.

Chaves explica que a Marinha é uma força que tem um caráter diplomático muito forte. Segundo ele, um navio da Marinha é a representação daquele país no mundo. Então quando chega um navio com a bandeira do Brasil é como se parte do solo brasileiro estivesse naquele país. O Vice-Almirante teve a oportunidade de sentir essa importância na pele, em uma de suas viagens.

Nascido em 1964 no Rio de Janeiro, é casado com Simone Sibilio do Nascimento e tem três filhos, Giovanna, Carolina e Guilherme. (Foto: 1T (RM2-T) Labandeira)

Carreira na Marinha e comando do 8º Distrito Naval

A vida militar é toda planejada por etapas. Para isso existe um plano de carreira e cursos que eles precisam fazer para ir evoluindo de posto.

Seu primeiro curso de carreira foi na armada, onde ele se aperfeiçoou em armamento. “Também fui buscar dois navios na Inglaterra. Fui assistente do Comandante-em-Chefe da Esquadra. E realizei um sonho de comandar o primeiro navio como Capitão de Corveta, onde passei dois anos na Amazônia. Depois fiz o segundo curso da carreira, a nível de mestrado. Fui para o gabinete do comandante da Marinha trabalhar como assessor. Aí, de lá, fui para os Estados Unidos, trabalhar na Comissão Naval Brasileira em Washington. Fiquei dois anos, depois voltei para o Brasil. No Rio de Janeiro fui Imediato de um porta-aviões (Navio-Aeródromo). Na sequência voltei para Brasília e atuei como assessor chefe na área de operações, no Gabinete do Comandante da Marinha”, descreve.

Além disso, ele também comandou o Navio-Aeródromo (NAe) São Paulo. Seu último curso de carreira foi o de política estratégica marítima, nos Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE) – Escola Superior de Guerra.

Também atuou no Centro de Adestramento “Almirante Marques de Leão” onde foi o comandante responsável por todo o treinamento da esquadra, que certifica a capacidade dos navios. 

  • Guarda-Marinha – 1986
  • Segundo-Tenente – 1987
  • Primeiro-Tenente – 1989
  • Capitão-Tenente – 1992
  • Capitão-de-Corveta – 1998
  • Capitão-de-Fragata – 2004
  • Capitão-de-Mar-Guerra – 2009
  • Contra-Almirante – 2015
  • Vice-Almirante – 2019
  • Em 2015, já como Almirante 2 estrelas, atuou no Comando-em-Chefe da Esquadra (Chefe do Estado-Maior).

Em mais uma experiência internacional foi para o Líbano, onde tem uma missão de paz da ONU, a Força-Tarefa Marítima da UNIFIL-Líbano, e atuou como comandante. Na volta, foi diretor da Escola de Guerra Naval. Depois foi promovido a Vice-Almirante e se tornou diretor na Diretoria do Pessoal Militar da Marinha. Atualmente comanda o 8º Distrito Naval de São Paulo e Paraná, que tem sede em São Paulo. Ou seja, ele é o representante da autoridade marítima e o responsável por tudo o que diz respeito à Marinha nesses estados. A autoridade marítima é responsável pela salvaguarda da vida humana no mar, segurança da navegação, prevenção da poluição hídrica e uma série de outras coisas. E nesse chapéu de autoridade marítima estão as Capitanias dos Portos, conforme tem em Foz”, destaca.

Vice-almirante Chaves - marinha do Brasil
Vice-almirante Chaves, em missão no exterior. (Foto: SO-ES ERNESTO)

Missão cumprida

O Vice-Almirante Chaves destaca que ao longo de toda a sua trajetória a melhor fase da carreira foi seu primeiro comando como Capitão de Corveta na Amazônia. “Porque lá é uma região que o Brasil não conhece e ali você faz a diferença. Comandei um navio patrulha, que tinha o objetivo de controlar as fronteiras e prestar assistência às famílias ribeirinhas. Aquele povo não tem nada. E eu tinha liberdade para decidir onde eu queria ir, eu tomava as decisões. Foi uma grande experiência, pois eu pude exercer a profissão sendo o comandante. É um Brasil que todo mundo deveria conhecer, é muito diferente. Foi uma grande experiência para minha carreira e minha vida”.

Perguntado sobre o que espera do futuro, o Almirante Chaves disse que a Marinha
sempre lhe deu tudo que ele almejou. “O que tem que continuar fazendo é reafirmar
o total compromisso com a Marinha e com o nosso País”.

PRINCIPAIS CONDECORAÇÕES

  • Ordem do Mérito da Defesa
  • Ordem do Mérito Naval (Grau de Grande Oficial)
  • Ordem do Mérito Militar
  • Ordem do Mérito Judiciário Militar
  • Ordem do Mérito Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região
  • Medalha da Vitória
  • Medalha Mérito Marechal Cordeiro de Farias
  • Medalha Militar de Platina (passador de Platina)
  • Medalha Mérito Tamandaré
  • Medalha do Pacificador
  • Medalha Mérito Santos Dumont
  • Medalha Mérito Marinheiro (quatro âncoras)
  • Ordem Nacional do Cedro – República do Líbano
  • Medalha das Nações Unidas

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

Comentários

Deixe a sua opinião