Sempre escutamos falar que você é um produto do meio.
Seu filho é um produto do meio.
Sua cultura é um produto do meio.
Sua sabedoria é um produto do meio…
Enfim, sempre que escuto ou falo sobre ser um produto do meio, surgem milhões de dúvidas em minha cabeça.
E às vezes discordo dessa afirmação, por parecer que tudo tem de estar pronto.
Nós fazemos o meio…
É muito fácil falar que não temos cultura, espaços de exposições, teatros etc.
É  cômodo dizer que tudo depende dos governantes…
Mas quando você vê pequenas ações acontecendo, fica boquiaberto.
Existem, sim, pequenas ações acontecendo que não dependem do dinheiro público.
Ações privadas, iniciativas independentes, movimentos alternativos, os quais a sociedade comercial e pequenos empresários apoiam, e as coisas acontecem.
Cito o exemplo do Walking Art, junto com o espaço Tetris, o Empório com Arte, Bazar Cultural, a Livraria Kunda no passado com seus filmes franceses e outras muitas pequenas ações marcantes da cultura, de quem quer fazer.
Fazer por paixão à arte!
Penso que paternalismo não seja sinônimo de evolução cultural e, por fim, apego-me e satisfaço-me quando as coisas acontecem.

Nesta edição, mais Bienal.


Grande abraço,

FBC.

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