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Comércios

Embora as atividades turísticas e econômicas tenham começado a se movimentar, a circulação de pessoas ainda é escassa em relação aos anos anteriores em Puerto Iguazú.

Muitos empresários que haviam trabalhado de maneira excelente, gerando empregos e lucratividade a partir do crescimento do turismo em Misiones, foram vencidos – ou quase – pela pandemia do novo coronavírus, que continua atingindo não somente os empresários do setor turístico da cidade, mas a população como um todo. 

“Os primeiros meses da pandemia foram confusos. A grande questão era quando a normalidade voltaria. E o que você deve fazer e não fazer para evitar o contágio. Todos estavam ajustando a economia familiar com a queda da atividade e da renda”

conta Arturo Molina, proprietário da Vinoteca Vinos & Co.

1 ano de fronteira com a Argentina fechada

A fronteira foi fechada no dia 16 de março de 2020, a decisão do governo argentino foi tomada como medida para evitar a contaminação do novo coronavírus. No dia 12 de março, foi publicado um novo decreto que determina até o dia 31 de dezembro de 2021, a emergência sanitária, ou seja, a fronteira não será reaberta ainda neste ano.

Puerto Iguazú, é uma cidade que dependia do turismo. Não era esperado o fechamento da fronteira, vários empresários viram-se em uma crise que eles não imaginavam, e que estava longe de acabar.

A nova ministra da Saúde Carla Vizzotti afirma, porém, que é necessário manter as fronteiras fechadas diante de notícias das novas variantes da Covid-19 no Brasil.

Relatos de empresários de Puerto Iguazú

Conversamos com alguns empresários argentinos para saber como está a situação na cidade, e quais são as expectativas para a economia voltar a girar.

O empresário Pablo Oshoa, dono da Vinoteca Caminos Wine Boutique, em Puerto Iguazú, explica que a cidade depende do turismo e com efeito da pandemia, sua empresa passou a faturar apenas 10%, ou seja, as vendas caíram 90% desde que a ponte foi fechada. 

Sobre a situação da cidade, conforme ele: “Muitas pessoas estão sem trabalhos, muitas lojas, hotéis e restaurantes não abrem as portas, porque tiveram suas empresas arruinadas”, lamenta o empresário, que espera que as vendas melhorem depois da reabertura da ponte.

Empresário Pablo Oshoa
Empresário Pablo Oshoa tomando a vacina contra covid-19.

Arturo Molina, proprietário da Vinoteca Vinos & Co, afirma que Puerto Iguazú é uma das cidades argentinas que mais se complicou durante a pandemia, e que se transformou em uma cidade fantasma há um ano. 

“A Vinos & Co não foi exceção das empresas afetadas. É como se estivéssemos viajando a 100km/h de carro e de um momento para o outro nos fazem frear no zero. Demorou para voltarmos a andar, mas sempre fomos claros de que tínhamos que nos reestruturar e continuar, mesmo que fosse lento. Poderíamos ter fechado por um tempo, mas não fechamos. Principalmente pela responsabilidade social que nossa organização tem para com seus funcionários.”

E ele continua: “A pandemia não vai acabar tão cedo. Mas é um absurdo viver calado. Queremos e precisamos da abertura da fronteira, do livre acesso terrestre e aéreo à cidade. Devemos nos acostumar com a nova situação e nos proteger. Uma sociedade pode ser arruinada de várias maneiras. A pandemia descontrolada é uma, a outra pode ser o confinamento e as limitações ao trânsito e ao livre comércio”, complementa o empresário.

Arturo Molina
Empresário Arturo Molina.

Sobre o setor hoteleiro, conversamos com a Solange Lerea, gerente-geral do Hotel Loi Suites Iguazú, um dos setores que sem dúvidas foi um dos mais abalados do lado argentino.

“Nossa empresa foi terrivelmente afetada, já que dependemos quase 100% do turismo na cidade. Conseguimos reabrir no final de dezembro de 2020, após nove meses sem funcionar.”

Segundo ela, a expectativa do setor hoteleiro para os próximos meses é que os turistas sejam incentivados a viajar e escolher Puerto Iguazú como destino. A rede de hotéis Loi Suites oferece espaços abertos e contato com a natureza, além de seguir todos os protocolos sanitários. 

“Estamos especialmente preparados para receber turistas de todo o mundo e oferecer-lhes estadias de luxo, em plena selva, mantendo os protocolos de biossegurança que hoje se fazem necessários”.

solange lerea
Solange Lerea
Gerente Geral Hotel Loi Suites, Solange Lerea.

Para Jorge Yvuacu, proprietário do Restaurant y Rotiseria Cachabacha, a reação da população no início da Fronteira fechada foi “estranha”, pois ele não imaginava que iria se estender por muito tempo.

“Em particular, nosso negócio resiste, mas apenas para sobreviver. Esgotamos todas as economias, e os impostos na Argentina estão cada vez mais altos. É quase impossível de sustentar”, conta.

A esperança para Jorge é que a vacina dê resultados imediatos, mas está ciente de que as que chegam são poucas para a demanda atual.

“Como dependemos do turismo internacional, esperamos também que diminua o contágio dos irmãos no Brasil e no Paraguai, pois assim a reabertura das pontes seriam viáveis e tentaríamos voltar gradativamente à normalidade que acredito que não está próximo”.

Empresário Jorge Yvuacu
Empresário Jorge Yvuacu

Miguel Barros, dono da Borracharia Iguazú, diz que seu movimento caiu 80% em comparação ao movimento de antes da fronteira fechar, e afirma que está difícil conviver com tão pouco serviço. Ele lamenta também pelos empreendedores que não têm recursos pela falta de estrangeiros internacionais.

Já para o empresário Venâncio Alves, proprietário de três restaurantes: Tatu Carreta, Parrila Chichulin, e Parrilla Venancio e que está iniciando mais um negócio – agora serão quatro estabelecimentos – destaca que desta vez a temática será, inicialmente, de massas. Também, assim como os outros, localizado na famosa Avenida Victoria Aguirre. Ele conta que está ansioso para receber os turistas quando a fronteira abrir.

Empresário Venancio Alvez
Empresário Venancio Alvez.

“Estamos abrindo um restaurante no local onde os donos anteriores, infelizmente, não suportaram a pandemia. Por sorte estamos conseguindo manter os negócios. Eu acredito que as coisas vão melhorar.  Em breve vamos ter as vacinas e o mundo voltará ao normal”, fala em tom positivo.

venancio alvez

Todos aguardam ansiosamente a reabertura da ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Puerto Iguazú, na Argentina. Com as fronteiras abertas, as expectativas são que tudo se normalize na cidade de Puerto Iguazú, que sofre atualmente com efeitos da pandemia.

Saúde em Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu

Puerto Iguazú registrou ontem (15), dez novos casos de covid-19. Ao todo, 43 pessoas estão com covid-19 no momento. Desde o início da pandemia, em 2020, 10.295 casos foram confirmados, 9.055 recuperados e 188 mortes pelo coronavírus na província de Misiones.

Puerto Iguazú foi a primeira cidade na Tríplice Fronteira a receber vacina. Lá, os argentinos estão se imunizando com a vacina russa Sputnik V.

Em Foz do Iguaçu foi confirmado ontem, dia 15 de março, 106 novos casos e 16 óbitos pela covid-19, pior dia de óbitos já registrado desde o início da pandemia na cidade. Apenas em março, foram 98 vidas perdidas, no total 503 óbitos.

A vacina em Foz do Iguaçu está no grupo de idosos a partir dos 75 anos. e até o momento 17.484 foram imunizadas.

Diálogos 100fronteiras

7 Comentários

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  1. Acho que mantendo as normas de seguranças a vida teria que seguir, se todos usassem máscaras e não aglomerassem, tudo poderia ser diferente.Mas as pessoas não respeitam nada e nenhuma das normas impostas pra que o vírus se alastre. Por isso todos estão sofrendo.E outra parte é a política mundial que pelo poder está matando a todos no mundo…

  2. Más ciego es el que no quiere ver!..no van abrir..no va terminar.. es la nueva agenda global y la gente no se aviva…ahora nuevo decreto para diciembre…gente esto es una guerra bacteriológica, h la gente esta paralizada. La mentira,la farsa es impresionante…DESPIERTEN POR FAVOR!

  3. São histórias que envolve empreendimentos , vidas e emocionalmente afetadas ,mas vocês irão vencer com fé em Deus. São empresários de superação.