A ANER já tem comissões criadas nas áreas de logística, digital, audiência, jurídica e editores locais. Em breve terá mais duas comissões, a de Marketing e de Negócios.

Quem está à frente desse projeto é Regina Bucco, que volta à ANER para auxiliar a traçar novos caminhos e resgatar seu valor não somente para associados como também para o mercado. “As mudanças e reinvenções fazem parte do mundo, e os editores devem estar preparados para este caminho. Mais do que revistas, os editores produzem conteúdo e não estão sendo valorizados como deveriam. Por isso, a ANER representa cultura, conteúdo, e resgatar a relevância é mais do que tudo prestar serviços e mostrar para o editor os novos caminhos da monetização”, destaca.

Regina Bucco
Regina é formada em Direito pela USP, com pós-graduação em Ciências Aplicadas ao Consumo pela ESPM. Tem formação em Mentoring, Master, Life e Executive Coach. Durante 30 anos, foi executiva de grandes empresas. Diretora de Atendimento do Procon SP, vice-presidente da Editora Símbolo e diretora de Marketing e Vendas na Editora Globo, professora no MBA da Unip em Gestão de Clientes e Comunicação com o Mercado, e voluntária IPQ USP. Atualmente, atua como mentora e coach de advogados.

Principais ações da ANER

Na busca por essa reformulação, a ANER atua para evidenciar as empresas que fazem parte da associação. Por isso, a Comissão de Logística tem se reunido com algumas distribuidoras para tentar viabilizar uma parceria de entregas para revistas semanais. Também para estruturar uma lista de fornecedores que possam atender tanto ao impresso quanto ao digital e que estarão disponíveis no site da ANER.

Já a Comissão Digital tem como objetivo o ciclo de webinars para associados e para o mercado. A comissão também está em contato com a Amazon dos EUA para conhecer o núcleo de negócios de revistas que existe naquele país e entender a viabilidade do desenvolvimento de algo similar no Brasil.

O propósito da Comissão de Audiência é avaliar as formas de medição de audiência existentes e estudar a possibilidade de criação de novo índice de audiência que atenda às necessidades dos editores.

A Comissão Jurídica está elaborando um documento com perguntas e respostas a ser divulgado para associados, com base nas maiores demandas recebidas pela ANER. A comissão também avalia a atuação da ANER em Brasília, a legislação sobre venda de revistas em pontos diferenciados, como farmácias, o uso do ISBN nas revistas, e a criação de webinars específicos para profissionais do setor.

A Comissão de Editores Locais, coordenada pelo publisher da 100fronteiras, Denys Grellmann, pretende desenvolver estratégias de defesa para a revista local junto a governos municipais e estaduais. Estuda, ainda, caminhos para que a mídia local possa ser contemplada nas campanhas do governo federal. Outro objetivo é mapear as revistas locais e criar uma abordagem para que elas se associem à ANER. A comissão também trabalhará com a possibilidade de apoiar cursos da Abraji para editores locais.

Por fim, a Comissão de Marketing (Comunicação e Publicidade), que será criada em breve, trabalhará na ampliação da visibilidade da ANER e na remodelação dos canais de comunicação da associação.

Rafael Soriano Presidente da ANER

Para o presidente da ANER, Rafael Soriano, esse projeto de reposicionamento da entidade é uma readequação na forma com a qual a entidade atua, modernizando processos e, ao mesmo tempo, preservando seus princípios e objetivos. “O trabalho, que se iniciou no começo de 2021, nos mostrou que a ANER continua muito relevante aos seus associados e com papel reconhecidamente importante na defesa do meio. Isso tem facilitado o processo de atualização, que tem três princípios básicos perseguidos de forma obstinada: 1) prestação de serviços ao associado, com a máxima qualidade possível; 2) fortalecimento do papel da ANER, que é um ponto de encontro dos editores, permitindo que eles troquem experiências entre si de forma sadia e também sendo um local de referência para quem deseja se comunicar com o editor, independentemente do tamanho e da abrangência; e 3) defesa do meio, tanto no impresso quanto no on-line, da liberdade de imprensa e do combate à desinformação por meio do jornalismo profissional e de credibilidade.”

A diretora-executiva da ANER, Juliana Toscano, também reforça a importância desse trabalho. “Neste processo, a prestação de serviços ganha ainda mais relevância. O objetivo é dar ainda mais qualidade e eficácia na atuação da entidade como ponto de apoio para os associados e como conexão dos editores, não apenas entre eles, mas com todos os atores do nosso mercado, ampliando o alcance da ANER.”

Juliana Toscano - ANER

Foco no jornalismo local

Duas revistas associadas à ANER e que atuam aqui na Região Oeste do Paraná são a 100fronteiras, de Foz do Iguaçu, e a Aldeia, de Cascavel.

Para Rejane Martins Pires, jornalista e sócia-proprietária da revista Aldeia, fazer parte da ANER contribui para a divulgação do trabalho e reforça a importância de pensar no jornalismo local. “Sempre defendi o associativismo como uma ferramenta capaz de promover maior alcance e expressão, seja ela social, política, econômica. Fazer parte da ANER é estar incluída neste ecossistema que não apenas defende o setor, como também discute melhorias de forma colaborativa, fomenta o aperfeiçoamento e traz boas referências através de cursos, palestras e mentorias. Agora, com este olhar da entidade mais sensível às publicações regionais, temos a oportunidade de melhorar nossos produtos aprendendo uns com os outros. É um espaço de aprendizado e também de compartilhamento de ideias, dores comuns, experiências e, claro, soluções. O pensar coletivo e colaborativo em busca de um bem comum é sempre vantajoso.”

Rejane Pires - revista Aldeia Cascavel

Denys Grellmann, publisher da 100fronteiras e coordenador da Comissão de Editores Locais, ressalta que “para a 100fronteiras é um imenso orgulho fazer parte da ANER, ainda mais nesse momento de reposicionamento da entidade. Nós também acreditamos que, com a criação da Comissão de Editores Locais, a ANER se coloca na vanguarda da discussão do jornalismo local aqui no Brasil, que é um jornalismo muito importante para as comunidades, criando pontes, que valoriza e enaltece, e estamos muito felizes por estar contribuindo com isso”.

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Denys Grellmann
Democracia Inabalada.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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