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“Prometo dar o meu melhor a cada dia, dar o meu máximo para representar nosso país e nossa cidade nas Olimpíadas”.

Essas foram as palavras de Ana Sátila para à 100fronteiras, Ana é brasileira e  – quase – iguaçuense. Ela participará das Olimpíadas de Tóquio em julho. 

Entrevista com Ana Sátila
Entrevista online com Ana Sátila.

Ela irá competir na modalidade de canoagem slalom – e é candidata a uma medalha para o nosso país. Mencionei no início do texto Ana como quase iguaçuense pois na cidade ela teve as melhores condições para se tornar uma atleta campeã. A família dela mora aqui. Apesar de mineira, Ana tem uma conexão enorme com Foz do Iguaçu.

“Já tive a oportunidade de remar nas Cataratas e para mim é incrível a vibe, a conexão, a tranquilidade que consigo alcançar, em Foz eu consigo trabalhar e me reconectar, curtir a minha família.” 

A família Sátila veio para Foz quando Ana ainda era nova, todos abraçaram seu sonho na canoagem e se encontraram na cidade. Ninguém tem planos de sair de Foz, o laço da família com a Terra das Cataratas foi grande. 

A carreira de Ana Sátila

Quando criança, Ana tinha problemas de saúde, custear os remédios era difícil para a família. Seu pai amava a natação, quando jovem chegou até a competir, e com o intuito de ajudar a filha, ele lhe apresentou o esporte. 

A partir da natação, conheceu a canoagem, em Primavera do Leste. O sonho de seu pai era competir nos Jogos Olímpicos, Ana realizou o sonho dele nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e do Rio em 2016. Agora, a “quase” iguaçuense está indo para Tóquio. 

Ana melhorou do seu problema de saúde com o esporte, ela conta que hoje é como se nunca existisse. Ela comenta que não imaginava construir uma carreira como vem construindo, aliás, começou ainda muito nova. 

“Eu comecei muito inocente, só para curtir, eu gostava muito de competir e nadar, quando eu conheci a canoagem, na primeira vez que entrei no meu barco, foi uma paixão.” 

Ana Sátila praticando canoagem
Foto: Comitê Olímpico.

Ana é apegada na família, e afirma ser difícil lidar com a saudade de casa, por estar sempre viajando, ela mata a saudade através de chamadas de vídeos e ligações. Suas viagens para o exterior começaram em 2012, desde então o maior tempo que Ana passou em casa foi durante quatro meses, na pandemia. 

Antes de chegar na canoagem slalom, Ana começou devagar, em águas paradas, e só depois de muito treino e competições, começou a competir em níveis acimas. Competiu em campeonato brasileiro e vários títulos vieram.

Título após título, foi se dando conta de que realmente seria essa carreira que ela iria seguir, porque até então, nada era “muito sério”. Ela destaca que é preciso pensar no futuro e tentar manter o esporte e estudo lado-a-lado.

Ana Sátila recebendo prêmio nas Olimpíadas
Foto: Comitê Olímpico.

Ana está na etapa final da faculdade de Educação Física, e iniciou o curso de comércio exterior, que foi uma bolsa ganha do Comitê Olímpico. A atleta sentiu a necessidade de fazer o curso de educação física, para aprender e entender o treinamento que ela faz e o porquê. 

Participação nas Olimpíadas

Sátila ficou em 16º lugar nas Olimpíadas de Londres em 2012 e em 17º nas Olimpíadas do Rio em 2016. E agora segue para Tóquio confiante e candidata a uma medalha olímpica.

“Estou super animada para as Olimpíadas, acredito que a de Londres e depois no Rio, em casa, foram experiências incríveis que me ajudaram muito a chegar aqui mais preparada.”

Em Jogos Pan-americanos, Ana Sátila já soma três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019.

Ana Sátila comemorando
Foto: Comitê Olímpico.

Para as Olimpíadas de Tóquio, Ana afirma ser um grande desafio. Segundo ela, o caminho não foi fácil, mas está preparada para dar o seu melhor, e trazer a medalha não apenas para o Brasil, mas também para a sua família que vive em Foz do Iguaçu.

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