A pandemia do coronavírus trouxe à tona a inovação, principalmente no ambiente empresarial, em um contexto onde os negócios precisaram se adaptar e até se reinventar para permanecer no mercado.

Mas, “afinal, o que é inovação e como isso pode me ajudar?”, foi o tema do segundo Papo Inovador, programa do Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), transmitido ao vivo via redes sociais às quartas-feiras.

Um dos primeiros apontamentos dos participantes do bate-papo foi que não necessariamente inovação está relacionada a supertecnologias, não precisa partir de intelectuais, nem demandar grandes investimentos.

A gestora de Turismo e Inovação do Sebrae/PR, Camila Giacomeli, exemplificou que, no caso de pequenas e médias empresas, principalmente, a inovação pode significar a adaptação de um produto ou serviço às necessidades do mercado.

Camila citou ainda a inovação no modelo de negócios, trazendo o exemplo da área de transportes.

“Algum tempo atrás, transporte era táxi, ônibus. Hoje temos vários modelos de negócios com transportes”, como é o caso dos aplicativos de transporte e carona compartilhados.

O diretor de vendas da Loumar Turismo, Rodrigo Ciavaglia, ressaltou a importância de as empresas implantarem uma cultura de inovação.

“Não é preciso ter uma divisão de inovação, com muito investimento financeiro, desde que as pessoas sejam incentivadas, sejam desafiadas e tenham esse espírito inovador”.

Rodrigo citou o exemplo da própria experiência da Loumar durante a pandemia. A agência de turismo de Foz do Iguaçu, assim como todo o setor turístico, foi muito impactada.

A empresa aproveitou o momento difícil para experimentar e organizou uma série de lives do grupo, com convidados de atrativos turísticos, associações do setor e outras instituições.

Segundo o diretor de vendas, houve muita interação e resultados positivos, o que fez com que as lives se estendessem para as campanhas de marketing e, na próxima semana, a Loumar organiza a primeira live commerce do turismo a nível nacional. A Loumar também tirou alguns projetos do papel e os inscreveu nos editais promovidos pelo PTI e parceiros do Programa Acelera Foz, voltado ao apoio especialmente para as empresas da região na retomada do crescimento econômico.

Para a gestora de Turismo e Inovação do Sebrae/PR, outro fator importante para o processo de inovação são lideranças “abertas” a novas ideias.

“Não precisa ser uma liderança extremamente conhecedora de inovação e tecnologias, mas entender que as equipes estão em contato com os clientes todos os dias, recebendo feedbacks, e podem trazer soluções que o gestor não esteja vendo”, pontuou.

O sócio-proprietário da I.PRO Estratégia Organizacional, Tiago Rockembach, empresa graduada na incubadora do PTI, comentou que a pandemia estimulou uma cultura de inovação que já era fomentada pelo ambiente do Parque Tecnológico.

“O momento de crise aguça a percepção do empresário sobre pontos de vista que ele não tinha, e ele começa a inovar de fato. No PTI, o tempo todo tem gente batendo nessa tecla”.

Ainda segundo Tiago, o Parque Tecnológico oferece aos empreendedores um espaço para a validação das ideias.

“O PTI nos oferece essa base de validação, de senso crítico, de pivotar a ideia de fato. É uma oportunidade muito grande parar errarmos em um contexto que nos incrementa, e não nos critica”.

O gerente do Núcleo de Inovação Tecnológica do PTI, Alisson Rodrigues Alves, reforçou que a instituição proporciona aos empreendedores um ambiente para criar rápido, testar, falhar e tenha a percepção de como pode melhorar, para inovar novamente.

Para isso, além da infraestrutura física, que possui laboratórios, coworking, espaços de eventos, entre outros; o Parque disponibiliza o apoio de seu capital intelectual, com profissionais com diversas competências.

“Nós temos essa missão de promover a inovação e impulsionar negócios, trazendo nosso diferencial tecnológico e nosso capital intelectual em favor da sociedade”, destacou Alisson.

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