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Foz do Iguaçu foi diretamente afetada pela pandemia de covid-19, pois a cidade depende direta e indiretamente do turismo, setor que foi um dos mais afetados economicamente.

Guilherme Paulus, considerado o principal empresário do setor de turismo no Brasil, destaca que, apesar de ter sido afetado, o segmento turístico tem uma capacidade única de se reerguer.

“O mercado de viagens é responsável por mais de 8% da economia no Brasil e gera emprego para cerca de sete milhões de trabalhadores. De acordo com a última pesquisa divulgada em 2019 pelo WTTC, Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o impacto do setor gerou uma participação de US$ 8,8 trilhões ao PIB mundial (10,4%), uma alta de 3,9%, superior à expansão da economia global (3,2%)”, destaca o especialista.

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Foto legenda: Fundador da CVC, uma das maiores operadoras de viagens no mundo, com mais de 1.400 lojas em todo o país, e do Grupo GJP, que controla dez hotéis próprios no país, o empresário comanda hoje outros negócios no setor, como a construção de condomínios de alto padrão, como o Village Iguassu Golf Residence, em Foz do Iguaçu (PR), e hotéis-butiques, a exemplo do Castelo Saint Andrews, em Gramado (RS), único exclusive house do Brasil. Também é membro do Conselho Nacional do Turismo, por indicação da Presidência da República, primeiro-vice-presidente do Conselho de Administração do São Paulo Convention & Visitors Bureau, vice-presidente de Relações Institucionais da ABAV Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagens) e presidente do Conselho Deliberativo do Visit Iguassu.

Ainda segundo ele, as principais cidades turísticas já estão reabertas para o turismo, obviamente respeitando as medidas de biossegurança e as limitações impostas por cada decreto municipal e estadual.

“A retomada segue se posicionando de forma faseada, primeiramente com as viagens de lazer, seja de carro ou avião, para curtas distâncias, aquelas escapadas da cidade para o campo, para a praia ou para as montanhas. As viagens interestaduais também já retornaram, com a reabertura definitiva dos estados e dos aéreos de longa distância no Brasil.”

Paulus, ressalta também que isso tudo contribui, para que o turismo nacional se fortaleça ainda mais. Com a baixa procura por viagens internacionais e o dólar em alta, o turismo doméstico beneficia diretamente o consumo dos resorts.  

Um novo olhar sobre a situação

Guilherme é bastante visionário, por isso busca ver o lado positivo dessa situação. Segundo o empresário, foram muitas mudanças no comportamento humano diante do que estamos vivendo hoje, especialmente no que diz respeito à higiene e biossegurança.

“Aprendemos a lavar corretamente as mãos, a se proteger com as máscaras, e especialmente a ter mais empatia com o próximo, sem dúvida uma das grandes lições que devem se perpetuar após esse período.”

E em se tratando de humanidade, ele frisa que o turismo é feito de pessoas e com elas nós podemos fazer a diferença no mercado.

“É uma nova fase, um novo momento, uma nova jornada de compra do consumidor, que vai retomando a confiança nas empresas a cada novo lançamento. Principalmente os protocolos de segurança e higienização. De acordo com diversas pesquisas divulgadas recentemente, o item segurança é mais importante do que o próprio destino na escolha da próxima viagem. Em relação a mudanças na distribuição e estimulação de produtos e serviços, acho que o momento é de redescobrir e entender o tamanho do bolso do consumidor, é o momento das agências de viagens ativarem sua carteira de clientes, se adaptar a essa realidade, planejar a viagem com segurança e eficiência”, sugere.

E mais, Guilherme salienta que é o momento de investir nas mídias sociais e no e-commerce, que, aliado com a especialidade única dos agentes de viagens, segue uma tendência forte no setor.

“O setor de turismo já passou por grandes altos e baixos em diversos períodos, seja por fenômenos da natureza, como chuvas e furacões que já destruíram destinos inteiros, ou por profundas crises econômicas nacionais e internacionais. Mas a capacidade do segmento em se reinventar é muito grande. A demanda virá, e com muita força. O turismo movimenta mais de 50 setores da economia e é um grande gerador de emprego e renda em tempo recorde. Nesse momento, as empresas precisam se voltar ao seu bem maior: os seus clientes. A vacina vem aí, e teremos muito trabalho pela frente com uma excelente temporada de vendas para todos”, finaliza, otimista.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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