O Diretor-Presidente do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Sérgio Fabriz, em atendimento a um requerimento (139/2020), de autoria do vereador Luiz Queiroga (PTB), participou de reunião virtual com vereadores na manhã desta terça-feira (12). 

O intuito foi esclarecer dúvidas a respeito de contratos firmados pela gestão do Hospital durante o Decreto de Calamidade Pública no município neste momento de enfrentamento ao novo coronavírus. Além de Queiroga, também participaram da reunião os vereadores Celino Fertrin (Podemos), Nanci Rafagnin Andreola (DEM), Inês Weizemann (PL), Rudinei de Moura (Patriota), Jeferson Brayner (PSD), Marcio Rosa (PSD) e Elizeu Liberato(PL).

O vereador Luiz Queiroga (PTB) destacou que “a convocação tinha como intuito esclarecer a questão dos contratos. Não tratamos aqui de expor, nem macular a imagem de ninguém. Quando fizemos o requerimento fomos categóricos em dizer que era uma oportunidade ímpar de se esclarecer as coisas”. O valor total de um contrato não quer dizer na prática que ele será pago, uma vez que só será pago o serviço será prestado.

Durante a exposição, Sérgio Fabriz, foi questionado pelos vereadores sobre contratos, exames, EPIs, estrutura do Hospital, dentre outras dúvidas esclarecidas ao longo da fala do gestor. A respeito dos contratos,

Sérgio explicou: “Os contratos dos médicos trabalhamos com mecanismo de licitação que é a inexigibilidade. Temos o valor fixado da hora médica que é de 100 reais. Nesses contratos, quando colocamos o valor, acho que não ficou claro a forma como colocamos. No contrato aparece o total do lote que o médico se credenciou, mas o médico só vai receber o serviço que tiver sido prestado”.

Contratação de hotel para isolamento não se consolidou

“Fizemos chamamento público de hotéis, porque colocaríamos as pessoas lá. Abrimos o edital e tivemos de suspender porque não teve interessado. Então vamos rever se a gente vai abrir novamente esse edital”, esclareceu o diretor do hospital. O gestor ressaltou que os pagamentos estão no portal da transparência do Executivo e enfatizou a importância do curso de medicina da Unila para o município, que está sendo de grande auxílio nesse momento. Posterior a isso, Sérgio Fabriz fez uma apresentação do plano de contingência. Estimamos que 80% dos casos deveriam ser leves, o que quer dizer que boa parte da população precisaria de isolamento domiciliar.

Organização do fluxo de atendimento

Fabriz explicou também como foi reorganizado o Hospital e o fluxo para os atendimentos devido ao novo coronavírus.

“Pensamos na triagem do Covid-19, que é externo ao hospital e com funcionamento ininterrupto. Com isso, evitamos o paciente suspeito de covid nas UPAs tendo assim um local específico para tal. A primeira demanda foi colocarmos um plantão médico e a central de orientação”.

E prosseguiu:

“Também criamos no HM unidade de coleta de exames PCR. Capacitamos nosso laboratório para coletarmos exames que forem demandados. Criamos um pronto-socorro para atender todo paciente Covid que passar pela triagem e precisar ficar em observação e também criamos um pronto-socorro respiratório infantil. Outra ação de definimos foi unidade semi-intensiva para Covid. E a ação principal foi da UTI de Covid, que hoje estamos com 20 leitos para casos mais graves. Hoje saiu uma portaria credenciando temporariamente de 17 leitos de UTI nossos”.

De acordo com Sergio Fabriz, com a central telefônica e de telemedicina, minimizou-se bastante o trânsito das pessoas em suas unidades de saúde. “Acho que foi uma das ações mais importantes que criamos porque não levamos diretamente as pessoas para o Hospital, o que diminui a contaminação. Somos um dos pioneiros nessa questão da telemedicina. Outra ação foi o laboratório de biologia molecular. Somos um dos primeiros hospitais públicos credenciados que em parceria com Unila conseguimos montar nosso laboratório. Os exames e cirurgias eletivas tivemos de suspender, assim como todo Brasil”.

Ao final da reunião, o vereador Luiz Queiroga (PTB) destacou “acredito que muitos questionamentos ficaram claros. Creio que outras dúvidas surgirão. Mas sempre quando for necessário o chamaremos, uma vez que é nossa obrigação prestarmos contas a população”.

Ampliação da Infraestrutura física

“Compramos 20 camas, monitores, respiradores. Muita coisa foi feita nova para atender requisitos de UTI. Adquirimos camas elétricas com recursos da Prefeitura e da Justiça Federal que nos liberou e acabamos comprando essas camas para atender necessidade, pensando no paciente e no trabalhador, que tem menos exposição com as camas elétricas. Alugamos as tendas externas para trabalharmos ao ar livre, assim temos menos contaminação para fazer a triagem. Implantamos todo sistema de telemedicina e teve dia que atendemos 800 ligações ao dia. E o serviço dos acadêmicos de medicina da Unila foi de grande importância”.

Fabriz disse que a prefeitura comprou um segundo tomógrafo para o Hospital Municipal. “A gente só tinha um tomógrafo no hospital e um dos principais exames para covid é a tomografia”.

Exames

Com relação aos questionamentos feitos sobre exames, o gestor do Hospital explicou: “Nós fizemos exames, seja de paciente ou colaborador a partir do momento que passamos a ter nosso laboratório municipal credenciado. Desde então, temos coletado os pacientes que têm sintomas respiratórios e ele vai passar por avaliação médica. O exame PCR só detecta do segundo ao oitavo dia de contato com uma pessoa com a doença, porque existe a janela imunológica. Esse teste precisa ser feito a partir do segundo dia com sintoma”.

Fabriz expôs ainda que a questão de testar todas as pessoas é algo complicado porque esse exame detecta quem está com sintomas. “Então se testarmos as pessoas com esses exames que temos vai dar negativo e pode não ser um resultado real, porque esse tipo de exame detecta pessoas com 48h de sintomas”.

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