Na última quinta-feira (22), o Ministério da Economia da Argentina declara uma flexibilização nas regras cambiais para turistas que permitirá a troca de dólares a uma taxa notavelmente mais alta aquela disponível até o momento. A mudança ocorre em razão das reservas de moedas estrangeiras esgotadas em território nacional.

Matias Lammens, ministro do Turismo do país, disse a jornalistas que a Argentina precisa dos dólares trazidos pelos turistas – já que, devido as grandes diferenças cambiais, o fluxo atual não chega ao banco central -, como publicado pela CNN Brasil.

A Argentina enfrenta uma intensa crise econômica e luta contra o impacto de uma inflação descontrolada que, segundo projeções de analistas, pode chegar a 90% em 2022.

Recentemente, a insatisfação da população com a situação tem levado a uma onda de protestos, os manifestantes reclamam da falta de posicionamento do governo diante da disparada de preços e pedem por um aumento geral de salários, aumento na aposentadoria mínima e um maio auxílio para aqueles favorecidos pelo plano nacional.

Ainda, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Silvio Nascimento, afirma que a crise econômica da Argentina impacta diretamente o turismo brasileiro. Normalmente, argentinos compõem 35% de todos os turistas brasileiros que visitam o Brasil, mas esse número continua despencando. Além de quase 40% dos argentinos se encontrarem atualmente em situação de pobreza, as taxas cambiais antes mencionadas não facilitam o turismo.

Agora, com a frente tomada pela Argentina, os turistas estrangeiros poderão vender até US$ 5.000 em entidades autorizadas com a apresentação do documento de identificação e de uma declaração atestando que a pessoa é, de fato, turista. Lammens diz que o governo está trabalhando para que os turistas liquidem seus dólares no mercado formal de câmbio do país.



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