A Ponte da Amizade e a Ponte do Embaixador

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Por: Micael Alvino da Silva

Foto: Jean Carlos

A Ponte Internacional da Amizade é a ponte mais movimentada das Américas, em circulação de pessoas (97 mil por dia). Em segundo lugar está a Ponte do Embaixador, que divide Windsor (Canadá) e Detroit (Estados Unidos) – 68 mil pessoas por dia.

Os dados sobre a Ponte da Amizade representam uma amostragem, ou seja, um número baseado em uma pesquisa de quatro dias que anualmente é divulgado pela UDC. Já sobre a Ponte do Embaixador, os números são absolutos e informados pelo pedágio e pelo rigoroso controle das autoridades imigratórias e aduaneiras.

A Ponte do Embaixador foi inaugurada em 1929 e movimenta um intenso comércio entre Estados Unidos e Canadá. As mercadorias circulam em oito mil caminhões que cruzam a fronteira diariamente (na Ponte da Amizade são 308 caminhões por dia). É um exemplo de controle das fronteiras sem impedir a circulação de pessoas e mercadorias.

Mas há um detalhe: infraestrutura. No entorno da ponte americana e canadense existem dezenas de viadutos que fazem a conexão com as rodovias interestaduais e os centros comerciais de ambas as cidades fronteiriças.

Além de pessoal de imigração e alfândega e da tecnologia utilizada, o tráfego também conta com os benefícios do programa Nexus. Trata-se de um acordo entre Estados Unidos e Canadá para que seus cidadãos de “baixo risco” possam circular livremente pela fronteira.

Há, portanto, um considerável equilíbrio entre a liberdade de circulação e o controle do Estado. Algo também desejável para a Ponte Internacional da Amizade.

 

Micael Alvino da Silva

Doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e professor adjunto na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Coordenador do curso de Pós-Graduação em Relações Internacionais Contemporâneas e do Grupo de Pesquisa Tríplice Fronteira e Relações Internacionais (CNPq) – https://triplicef.org.



Formada em Jornalismo (UDC) e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas (Unila), atualmente é jornalista e editora na Revista 100fronteiras.


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