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Foz do Iguaçu

Papo Sério com Thais Marzurkiewicz

Papo Sério com Thais Marzurkiewicz
Patrícia Buche Patrícia Buche
09/07/2016 10:00hs

Arquiteta, coordenadora da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo do CAU-PR. É conselheira do Concidades estadual e atualmente está na segunda gestão como presidente da AEFI.

 

1. O que é a AEFI?

 

É a Associação dos Arquitetos, Agrônomos e Engenheiros de Foz do Iguaçu. Ela permanece sendo uma entidade mista porque ela nasceu nos tempos do CREA. A AEFI tem 33 anos, e a separação dos conselhos aconteceu em 2010. Então a AEFI nasceu naquele tempo onde todos os profissionais pertenciam ao CREA. Depois apenas em 2010 que separou os arquitetos, que passaram a fazer parte do Conselho de Arquitetura.

 

2. Qual é o principal objetivo da associação?

 

Congregar os profissionais a criar essa união, essa parceria, criar network, mas principalmente ter uma associação forte que represente os profissionais pra que a gente possa trazer as demandas dos profissionais e da sociedade também, tanto em relação aos debates, em relação aos alvarás e autorização do Corpo de Bombeiros. Além disso, especializações. Queremos trazer cursos, pós-graduações, parceria com todas as universidades para que os profissionais estejam em constante aperfeiçoamento e atualização. A mais recente conquista da associação enquanto uma entidade representativa é a realização da Mostra Sul. Várias cidades no Paraná têm a sua amostra, mas Foz não tinha. Então a ideia é ter uma mostra, uma vitrine dos nossos profissionais e fornecedores, porque aqui nós temos excelentes profissionais, fornecedores maravilhosos e precisamos divulgar isso.

 

3. No caso, essa Mostra Sul será em Foz com os profissionais da cidade apenas?

 

A princípio lançaremos pro pessoal de Foz. No momento não havendo tanta adesão ou sobrando espaço, abriremos para fora. A maioria das pessoas quando vai construir buscam referências fora. Mas não traduz o que é a casa de Foz. Nosso estilo de vida, nossas condicionantes do local. A nossa ideia é mostrar a realidade local por um profissional de Foz com produtos encontrados aqui, de altíssima qualidade.

 

4. Agora falando um pouco sobre a sua gestão, há quanto tempo você está na presidência? E como é estar à frente dessa associação?

 

É o meu segundo ano. É um desafio gigantesco, primeiro conciliar a agenda, porque eu me desdobro em várias atividades, e a gente está sempre em reuniões para defender os interesses dos profissionais. Mesmo que não apareça o tempo todo na mídia, nós temos essa representatividade no Conselho de Habitação, no Codefoz, e sempre estamos em busca de parceria. O maior desafio hoje é conciliar agenda, família, escritório particular.

 

?5. Quais são os principais benefícios aos associados?

 

A gente tem uma série de convênios para pós-graduações. Nos cursos a gente sempre tem desconto, convênio com cinema, convênio odontológico, enfim, uma série de benefícios financeiros. Mas eu sempre vejo como maior benefício o fortalecimento da classe. Nós precisamos ter voz ativa na sociedade, e isso às vezes falta porque quando tem algum evento importante que interessa à classe, poucas pessoas participam. Todos pensam muito no individual, não no coletivo. Somos concorrentes no mercado, mas também somos colegas com interesses comuns e, por isso, precisamos trabalhar mais para criar esse diálogo próximo com os profissionais.

 

6. Quais são os maiores desafios daqui para frente?

 

Eu tenho procurado tantas maneiras principalmente de aumentar o número de associados. A entidade é forte quando tem participação dos profissionais. Isso é muito importante, manter os associados e conquistar novos. A mensalidade é baixa, e estudantes também podem participar. Durante a minha gestão fizemos algumas melhorias na sede, em relação à estrutura e manutenção. Até o início do ano passado recebíamos um repasse financeiro do CREA, e isso mantinha a entidade. De repente cortaram o repasse e ainda veio a lei final de maio retroagindo para janeiro. Então o que recebemos tivemos que devolver. Em termos de melhorias da sede não podemos fazer muita coisa. Tivemos melhorias nos campos. Começamos a arrecadar mensalidade de quem joga e demos uma reformada. E por parceria fizemos algumas melhorias com empresas parceiras.

 

7. E como isso ajuda no desenvolvimento da cidade?

 

A gente procura criar essa consciência de estar sempre se especializando. A construção civil é quase comparada ao mercado da informática, evolui muito rápido. Todo dia nós temos técnicas novas, materiais novos. A gente procura sempre atualizar os profissionais, nesse sentido de capacitação e fiscalização da boa atuação dos profissionais na cidade.

 

8. Há algum projeto para a cidade que esteja sendo programado para este ano?

 

Tem a parceria com a Mostra Sul para a realização do Iguaçu Decor, na qual dentro da mostra possivelmente teremos a segunda edição do Fashion Beauty. Devemos realizá-lo dentro da mostra pra “linkar” a importância da decoração e essa relação com a moda. E queremos trazer assuntos mais técnicos dos projetos de interiores, para mostrar que interiores não é só decoração, mas que influencia diretamente na saúde e rendimento profissional. No final do ano temos o Baile do Compasso, que será onde eu irei passar o bastão adiante, pois encerra minha gestão como presidente.

 

9. Quais são as perspectivas para os próximos anos aqui na cidade?

 

A AEFI, aos poucos, tem conseguido conquistar a participação de profissionais. Eu vejo a AEFI se projetando mais ainda. Apesar de estar encerrando minha gestão em dezembro, eu pretendo assessorar meu próximo gestor. E que a gente continue crescendo e dando mais visibilidade. Eu vejo a AEFI cada vez mais participativa, com mais parcerias e união. O mercado, passando esse período de incerteza, eu acho que tende a continuar crescendo, pois há um déficit muito grande de moradia no país. E esse sonho da casa tende a continuar por muito tempo.

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